Fed não se curva a Putin e atravessará a guerra na Ucrânia com mais aumentos de juros; veja o que Powell falou sobre o conflito
Presidente do banco central norte-americano diz que economia dos Estados Unidos é forte o suficiente para aguentar o tranco de um aperto monetário agressivo; inflação deve acelerar ainda mais com o conflito no leste da Europa

Na guerra, cada um usa as armas que têm. Se de um lado o presidente russo, Vladimir Putin, enviou tanques e tropas para a Ucrânia, do outro, o Federal Reserve (Fed) lançará mão de um aumento agressivo da taxa de juros para vencer seu maior inimigo no momento: a inflação.
Até o conflito na Ucrânia começar, em 24 de fevereiro, o banco central norte-americano estava com a mão no gatilho para elevar a taxa de juros quantas vezes fossem necessárias neste ano para conter o ímpeto dos preços altos nos Estados Unidos.
Enquanto membros do próprio comitê de política monetária do Fed previam entre três e quatro elevações no ano, analistas dobravam a aposta para sete elevações da taxa básica em 2022 - uma alta por reunião.
Mas havia uma guerra no meio do caminho…
Até o dia 23 de fevereiro ninguém esperava que as ameaças de Putin sobre a Ucrânia iriam se concretizar. Eis que em 24 de fevereiro, as tropas russas começaram a invadir o leste ucraniano, região dominada pelos separatistas apoiados por Moscou.
Mais de 20 dias da invasão se passaram e o conflito ganhou escala. O que se viu além da fuga e morte de civis e da destruição da própria guerra foi uma enxurrada de sanções dos Estados Unidos e de seus aliados para tentar frear a ambição de Putin sobre a Ucrânia.
- IMPORTANTE: liberamos um guia gratuito com tudo que você precisa para declarar o Imposto de Renda 2022; acesse pelo link da bio do nosso Instagram e aproveite para nos seguir. Basta clicar aqui
Os investidores e analistas começaram a recalcular a rota e duvidar que o Fed teria condições de manter um aperto monetário tão agressivo como o planejado antes da guerra começar.
Leia Também
Na semana passada, um desses analistas chegou a dizer que o banco central norte-americano não teria condições de ir além de um aumento do juro — o anunciado nesta quarta-feira (16), de 0,25 ponto percentual — por conta da disparada do petróleo e seus efeitos sobre a inflação.
Também passaram a ser contabilizados os riscos de os Estados Unidos entrarem em recessão caso a taxa básica subisse demais em um ambiente de incerteza sobre os efeitos do conflito no leste da Europa sobre a economia norte-americana e global.
Os choques do petróleo precederam as crises econômicas em meados dos anos 1970, início dos anos 1980 e dos anos 1990.
Fed dobra a aposta e enfrenta Putin
Nem mesmo esse cenário, o histórico ou Putin foram suficientes para frear o Fed no compromisso de trazer a inflação de volta para a meta de 2% ao ano.
Falando na coletiva de imprensa após a decisão de elevar a taxa de juros, o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, mostrou que confia na economia dos Estados Unidos mesmo em meio às incertezas da guerra.
“Não vejo um risco elevado de entrarmos em recessão com a previsão de aumento da taxa de juros apresentada hoje. A economia norte-americana é forte o suficiente para suportar esse aperto”, disse.
Segundo o chefe do Fed, o mercado de trabalho é sólido nos Estados Unidos, o nível de poupança dos norte-americanos é elevado e o banco central tem um balanço forte para atravessar esse momento.
Powell, no entanto, reconheceu que a guerra na Ucrânia pode ter reflexos na economia dos Estados Unidos, especialmente com a disparada dos preços das commodities — o petróleo saiu de US$ 90 no fim do ano passado e chegou à casa de US$ 130 o barril no auge do avanço das tropas de Putin sobre a Ucrânia.
“Deve haver algum efeito disso no PIB [Produto Interno Bruto] e também na inflação, que já está muito alta nos Estados Unidos, mas nada capaz de frear nosso plano de aumentar a taxa de juros neste ano”, disse Powell.
Projeções do dot plot - o gráfico de pontos do Fed - mostram que a taxa de juros deve subir mais seis vezes este ano - uma elevação a cada reunião prevista para 2022.
As mesmas estimativas mostram que a inflação, que deveria encerrar o ano em 2,6% segundo previsões de dezembro - deram um salto para 4,3% agora.
MORAR NA LUA?
Água na Lua: missão da China é adiada e disputa espacial ganha novo capítulo
24 de agosto de 2026 - 17:07NOVAS RELAÇÕES
Do chat ao altar: os casamentos entre humanos e inteligência artificial que já acontecem pelo mundo
24 de agosto de 2026 - 16:15AZEDOU?
Ração para pets ou sorvete? Como uma mudança de prioridade levou a dona da Häagen-Dazs a encerrar distribuição da marca no Brasil
24 de agosto de 2026 - 15:45HERANÇA DO PIX?
Galípolo acende alerta sobre crédito e prepara novas medidas do BC para conter endividamento das famílias
24 de agosto de 2026 - 14:58MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Simples Nacional muda regra e empresas terão de fazer adesão já em setembro; entenda
24 de agosto de 2026 - 14:06NO PÓDIO
‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ continua escalando em bilheteria; Tom Holland terá o filme mais vendido da história?
24 de agosto de 2026 - 13:10ENXUGANDO AS DESPESAS
A conta de luz está pesando no bolso? Condomínios podem aliviar gastos com energia; veja como economizar
24 de agosto de 2026 - 12:31CARMA?
CEO que demitiu 900 funcionários por Zoom perde o comando da própria empresa
24 de agosto de 2026 - 12:30CASTELO DE STRANCALLY
Como é o castelo gótico comprado por Mark Zuckerberg para “ficar mais perto do trabalho”
24 de agosto de 2026 - 10:29DANÇA DAS CADEIRAS
Mega-Sena paga R$ 57 milhões em SC e +Milionária volta a oferecer o maior prêmio das loterias da Caixa
24 de agosto de 2026 - 6:44É HOJE!
IRPF 2026: Receita libera hoje consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda
24 de agosto de 2026 - 5:43ATENÇÃO, ESTUDANTES!
Pé-de-Meia volta a ser pago hoje; confira calendário, valores e quem tem direito em agosto de 2026
24 de agosto de 2026 - 5:06Conteúdo Empiricus
Enquanto o mês do ‘desgosto’ castiga o Ibovespa, traders se preparam para uma disputa milionária
23 de agosto de 2026 - 9:00TEMPESTADE À VISTA?
É hora de comprar ouro? Veja se dois bancões gringos acreditam que é hora de correr para a segurança
22 de agosto de 2026 - 16:02AS MAIS LIDAS
O impacto do Wellhub e Total Pass, a pechincha do Banco do Brasil (BBAS3), investimentos para renda passiva: o que chamou a atenção nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:00Conteúdo Empiricus
O ajuste fiscal vem em 2027? Entenda os cenários possíveis e onde investir para aproveitar as melhores oportunidades
22 de agosto de 2026 - 11:00FUTURO DO PETRÓLEO
Margem Equatorial pode garantir mais 40 anos de petróleo para Petrobras (PETR4); saiba o que está em jogo para a petroleira
22 de agosto de 2026 - 10:45SÓCIO DISCRETO DE BUFFET
O ‘oráculo’ das sombras: quem é o estrategista discreto por trás do império de US$ 1 trilhão da Berkshire Hathaway
22 de agosto de 2026 - 9:15'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS'
O ‘Santo Graal’ dos investimentos: a fórmula de Ray Dalio que os grandes fundos usam — e como aplicar na sua carteira
21 de agosto de 2026 - 12:03VAZOU DE NOVO