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Competitividade acirrada no setor de meio de pagamentos e taxas crescentes, somadas às despesas administrativas mais altas, pesam sobre as empresas
Stone e PagSeguro devem encarar um 2022 desafiador, segundo o UBS BB, que rebaixou a recomendação dos papéis de ambas as empresas de compra para neutra.
A decisão ocorre após um ano bastante duro para as companhias em Wall Street: as ações da Stone (STNE) desabaram 80% ao longo de 2021, enquanto as do PagSeguro (PAGS) recuaram 54%. A revisão do UBS BB, assim, vem com uma certa dose de atraso.
No caso da Stone, o banco também cortou o preço-alvo em 55%, passando de US$ 47 para US$ 21 - um potencial de alta de apenas 9% em relação ao fechamento da última segunda (3), de US$ 19,32.
Para o PagSeguro, o preço-alvo foi de US$ 50 para US$ 30, o que representa uma alta implícita de somente 4,89% ante o encerramento de ontem.
Independente do timing, a visão menos otimista do UBS BB provocou estrago nos papéis de ambas as companhias: tanto Stone (STNE) quanto PagSeguro (PAGS) tombaram mais de 10% nesta quarta (4) — na B3, os BDRs das duas empresas também caíram forte.
O UBS BB afirma que a Stone tem alguns pontos nos quais precisa se concentrar, como a busca pela recuperação do negócio de crédito - que poderia impulsionar a confiança do mercado na gestão da empresa - e o aumento de preços para compensar, ainda que parcialmente, os maiores custos de captação em um ambiente de concorrência acirrada.
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O relatório, que também reforça a necessidade de mais investimentos em hubs e na integração com a Linx, é divulgado no mesmo momento em que as ações da Stone têm forte queda.
Somente em 2021, as ações da Stone amargaram perdas de cerca de 80% em Wall Street. A empresa de pagamentos enfrentou uma série de balanços decepcionantes que contribuíram para erodir a confiança de muitos analistas em relação ao futuro da empresa e ao desempenho de suas ações.
A alta nos juros, a competitividade acirrada no setor de meio de pagamentos e os desafios operacionais no lado do crédito provocaram uma série de revisões para baixo nas recomendações e preços-alvo.
No caso do PagSeguro, a recomendação neutra representa o ambiente com combinação de taxas crescentes, despesas administrativas mais altas, abordagem cautelosa no negócio de empréstimos e um limite potencial na taxa de intercâmbio de cartões pré-pagos.
“Continuamos gostando do modelo de negócios do PagSeguro com seu ecossistema digital completo”, diz o relatório.
O UBS BB alerta, no entanto, que para se tornar mais positivo com a PAGS novamente, a empresa deve ser capaz de aumentar o envolvimento do PagBank, gerando receitas acima das atualmente esperadas.
Além disso, o PagSeguro precisa ajustar as taxas e preços de pré-pagamento, sem impactar materialmente a taxa de usuários que deixam de consumir seus produtos; e gerar alavancagem operacional melhor do que o esperado”, ainda de acordo com o banco.
Segundo o UBS BB, a menor taxa de desconto é o principal fator na escolha do PagSeguro, ao mesmo tempo que possui bom nível de penetração de contas digitais.
A última pesquisa do UBS Evidence Lab com 477 comerciantes brasileiros mostrou que a PAGS permanece bem posicionada para expandir ainda mais a participação no mercado de adquirência, enquanto poderia aumentar a monetização com produtos bancários seguindo a estratégia de expansão em empresas de pequeno e médio porte.
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