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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

AFROUXANDO AS MEDIDAS

Fim da política de “covid zero” na China? Flexibilização da quarentena anima os investidores e as bolsas internacionais avançam

A partir desta terça-feira, o período de quarentena exigido para viajantes internacionais cairá pela metade, para sete dias de quarentena centralizada e três de isolamento domiciliar

Camille Lima
Camille Lima
28 de junho de 2022
11:30
Vírus da covid na frente da bandeira da China
Imagem: Shutterstock

A pandemia virou uma espécie de nuvem escura e negativa, pesando sobre o futuro da economia chinesa. Mas o sol parece querer voltar a brilhar na China, com o fim da política de “covid zero” de Xi Jinping aparentemente mais próximo  — e os investidores já estão prontos para celebrar.

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O país asiático anunciou o maior passo para afrouxar as medidas de controle sanitário que estão em vigor há mais de dois anos.

As restrições chinesas se intensificaram no fim de março de 2020, quando a covid-19 passou a se espalhar rapidamente pelo exterior, enquanto a situação na China entrava sob controle.

De acordo com a Comissão Nacional de Saúde chinesa, a partir desta terça-feira, o período de quarentena exigido para viajantes internacionais será bem menor — a metade, para ser exata.

A medida animou os humores dos mercados internacionais. Em Wall Street, as principais bolsas de Nova York recuperam as perdas da última sessão no pregão de hoje e avançam forte.

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Por volta das 11h20, o índice Dow Jones subia 0,64%, seguido pelo Nasdaq, com leve baixa de 0,06%, e pelo S&P 500, que registrava ganhos de 0,41% no mesmo horário.

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O otimismo também contagiou a bolsa brasileira nesta terça-feira (28). O Ibovespa sobe 1,02% hoje, aos 101.787 pontos, impulsionado por ações de commodities.

Quarentena menor para estrangeiros

Se antes os visitantes do exterior precisavam ficar em quarentena de 14 a 21 dias em hotéis e mais sete dias sob observação médica em casa, agora, os estrangeiros só precisarão ficar reclusos por sete dias na instalação após a chegada à China continental.

Além disso, segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, será necessário que os viajantes fiquem isolados outros três dias adicionais em casa antes de poderem explorar o país.

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O novo prazo também servirá para pessoas próximas de casos confirmados da covid na China, com sete dias em quarentena centralizada e três dias de monitoramento em casa.

A medida do governo chinês está alinhada com a flexibilização do período de quarentena em Hong Kong, que também exige a quarentena de sete dias nos hotéis.

É o fim do “covid zero” na China?

Apesar de a decisão ter instaurado o otimismo nos mercados, especialistas ainda se mantêm em alerta com a situação, pois enxergam que a flexibilização é apenas um primeiro passo da China na direção certa.

“A decisão é um passo positivo para ajudar a reiniciar as viagens de negócios internacionais. Para que a medida seja realmente efetiva, precisamos de mais voos internacionais com maior capacidade e que os governos locais implementem a decisão”, disse Sean Stein, chefe da Câmara de Comércio Americana em Xangai.

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O apoio dos governos locais é fundamental para que a flexibilização das restrições tenha efeito, uma vez que as cidades chinesas seguem impondo medidas de bloqueio quando novos casos de covid são descobertos e instaurando longas quarentenas em regiões consideradas de alto risco.

Para Joerg Wuttke, chefe da Câmara de Comércio Europeia na China, embora a medida seja “um passo na direção certa”, as restrições na China devem persistir até o próximo ano.

*Com informações de CNBC e Financial Times

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