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2022-03-11T06:00:32-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Para não ficar mais pobre

7 investimentos para proteger o seu dinheiro contra a escalada da inflação

A perspectiva de uma inflação elevada mais persistente traz os investimentos atrelados a índices de preços de volta ao radar; veja onde investir para não deixar seu patrimônio ser corroído

11 de março de 2022
7:05 - atualizado às 6:00
Escudo dragão
Investimentos atrelados ao IPCA e ao IGP-M ajudam a preservar o poder de compra das reservas, mas também fazem o bolo crescer. Imagem: Shutterstock

Parece que ela não vai embora tão cedo. Apesar da escalada recente da taxa Selic e das perspectivas de alta de juros por parte dos bancos centrais de países ricos, notadamente os Estados Unidos, a inflação elevada deve ficar por aí por um tempo prolongado.

Primeiro, a pandemia levou os bancos centrais do mundo inteiro, inclusive do Brasil, a baixarem os juros e inundarem o mercado de recursos, a fim de conter os efeitos perversos de uma economia praticamente paralisada pelo distanciamento social.

A retomada da atividade em tais níveis de estímulo, em conjunto com a quebra das cadeias logísticas (retomada lenta após uma parada brusca) levou a uma disparada da inflação, que o Brasil sofreu duramente. Até por essa razão, o Banco Central se antecipou aos BCs internacionais no aperto monetário.

Agora é a vez de a invasão da Rússia à Ucrânia pesar sobre os preços. As commodities produzidas por ambos os países - como petróleo, gás, trigo e outros grãos, e mesmo o níquel - estão em forte alta.

Além disso, as sanções econômicas à Rússia e as interrupções e desvios nas cadeias de abastecimento próprias das guerras de grandes proporções contribuem para encarecer ainda mais a logística global.

Ou seja, é provável que a inflação brasileira neste ano seja de fato menor que a do ano passado, mas ela ainda deve permanecer alta. Bem mais alta, aliás, do que se previa no início do ano, antes de a guerra começar.

Você já deve estar sentindo no bolso que o que estava caro está ficando mais caro ainda - que o digam os preços dos combustíveis, reajustados novamente pela Petrobras nesta semana. Se você tem dinheiro investido e capacidade de poupar, inflação em alta ou mesmo parada em um patamar elevado tem a capacidade de corroer fortemente o seu patrimônio.

Veja a seguir sete investimentos capazes de proteger o seu dinheiro da inflação, e quais deles são os melhores neste momento de recuperação da pandemia e guerra no leste europeu:

1) Títulos públicos Tesouro IPCA+

Esses títulos de renda fixa são emitidos - e, portanto, garantidos - pelo governo federal. Podem ser adquiridos via Tesouro Direto, o programa de negociação de títulos públicos do Tesouro Nacional voltado para a pessoa física.

O Tesouro IPCA+, também conhecido como NTN-B, paga uma taxa prefixada, definida no ato do investimento, mais a variação da inflação medida pelo IPCA, o índice de preços oficial.

Ou seja, ele garante uma rentabilidade acima da inflação até o vencimento. É uma das maneiras mais simples de proteger o patrimônio da pressão sobre os preços.

O Tesouro IPCA+ pode ou não pagar juros semestralmente, tem liquidez diária e é bastante acessível para o pequeno investidor - a aplicação mínima no Tesouro Direto é atualmente de apenas R$ 30.

Os prazos são variados, em geral médios ou longos, mas os títulos mais indicados para o incerto momento atual são os mais curtos, que vencem em menos de cinco anos, como eu expliquei nesta matéria.

Veja quanto os títulos públicos atrelados à inflação estão pagando.

Como investir e quanto custa

Para investir no Tesouro Direto você precisa abrir conta numa corretora de valores e se cadastrar na plataforma do Tesouro Nacional. Escolha uma corretora que não cobre taxa de administração para esse tipo de investimento, o que já ocorre na maioria delas, inclusive nos grandes bancos.

O único custo obrigatório de se investir no Tesouro Direto é a taxa de custódia de 0,2% ao ano, paga à B3. Os rendimentos são tributados na fonte segundo a tabela regressiva do imposto de renda válida para a renda fixa, cujas alíquotas vão de 22,5%, para prazos inferiores a seis meses, até 15%, para prazos superiores a dois anos.

2) Títulos de renda fixa emitidos por bancos, como CDB, LCI e LCA, atrelados à inflação

Títulos como CDB, LCI e LCA, emitidos por instituições financeiras, podem ter sua remuneração atrelada à inflação, assim como ocorre com o Tesouro IPCA+. Isto é, parte da rentabilidade é uma taxa prefixada, definida no ato do investimento, e a outra parte é a correção por um índice de preços, geralmente o IPCA.

Esses títulos costumam pagar mais do que as NTN-Bs de prazos equivalentes e contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança, o que lhes confere baixíssimo risco de calote. Saiba mais sobre a garantia do FGC.

Diferentemente das NTN-Bs, porém, esses papéis não costumam ter liquidez diária, devendo ser levados até o vencimento. A vantagem é que há uma variedade maior de prazos curtos. Geralmente os prazos não são muito superiores a cinco anos.

O valor mínimo do investimento pode variar bastante de banco para banco, mas hoje em dia as plataformas de investimento e mesmo os bancos médios têm popularizado esse tipo de aplicação, aceitando aportes mínimos bem reduzidos.

CDB, LCI e LCA atrelados à inflação e com prazos inferiores a cinco anos também são boas pedidas no momento atual, conforme eu expliquei aqui.

Como investir e quanto custa

O investimento em CDB, LCI e LCA pode ser feito diretamente por meio do banco emissor (abrindo-se conta na instituição financeira), mas a maneira mais fácil hoje em dia é abrir conta numa plataforma de investimento que ofereça papéis de diversas instituições.

Não há taxa de administração nesse tipo de investimento. CDBs têm seus rendimentos tributados na fonte de acordo com a tabela regressiva do IR válida para a renda fixa, enquanto as LCI e LCA têm a vantagem de serem isentas de IR.

3) Debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas são títulos de renda fixa emitidos por empresas para financiar projetos de infraestrutura e geralmente pagam uma taxa prefixada mais IPCA ou IGP-M. Elas costumam ter valores de investimento acessíveis a pessoas físicas e são isentas de imposto de renda para esse perfil de investidor.

A liquidez desses títulos pode ser baixa: em geral, é possível vendê-los no mercado secundário antes do vencimento, mediante um desconto, o que reduz a rentabilidade.

Debêntures podem não ser ideais para proteger contra a inflação no momento atual, pois geralmente têm prazos longos. Mas - novamente - debêntures incentivadas, atreladas à inflação e com prazos inferiores a cinco anos podem ser boas alternativas.

Como investir e quanto custa

O investimento em debêntures também não sofre cobrança de taxas de administração ou custódia, e as incentivadas são isentas de imposto de renda.

Elas geralmente são oferecidas por plataformas de investimento e bancos a seus clientes, mas pode ser necessário entrar em contato com um assessor de investimentos ou gerente para saber sobre os papéis disponíveis.

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4) Fundos de debêntures incentivadas e fundos de inflação

Também é possível investir em todos os ativos mencionados acima por meio de fundos de investimento. Aqueles que usam como indicador de referência para sua rentabilidade os índices de renda fixa da família IMA-B são os mais indicados para quem busca uma rentabilidade acima da inflação.

Os IMA-B são índices que reproduzem o desempenho de uma cesta de títulos públicos Tesouro IPCA+ (NTN-B). Assim, os fundos que buscam acompanhar ou superar esses índices investem em títulos atrelados à inflação e oferecem proteção contra a alta dos preços.

Os fundos de debêntures incentivadas são isentos de IR e podem pagar rendimentos periódicos - por exemplo, mensais.

Já os chamados fundos de inflação costumam investir em Tesouro IPCA+ e debêntures indexadas à inflação, na tentativa de seguir ou superar um indicador IMA-B.

Fundos de debêntures incentivadas têm volatilidade. Entenda por que no vídeo a seguir:

Como investir e quanto custa

Ambos os tipos de fundos costumam ser oferecidos diretamente por suas gestoras e por plataformas de investimento que distribuem fundos de diversas instituições financeiras.

O valor mínimo de investimento pode variar bastante de fundo para fundo, mas há opções para todos os portes de investidor, inclusive os pequenos.

Como em qualquer outro fundo, o investidor precisa pagar taxa de administração, pela gestão profissional do fundo, e pode também ser obrigado a pagar uma taxa de performance sobre o retorno que exceder o indicador de referência para a rentabilidade.

Fundos de debêntures incentivadas, como já foi dito, são isentos de IR, enquanto os fundos de inflação são tributados de acordo com a tabela regressiva do imposto de renda válida para a renda fixa, além de estarem sujeitos ao come-cotas.

Os fundos de debêntures incentivadas também podem ser fechados e ter cotas negociadas em bolsa, como se fossem ações. Nesse caso, o investidor precisa ter conta em corretora de valores e acesso a esse tipo de produto pelo home broker da instituição.

Mesmo os fundos de debêntures incentivadas negociados em bolsa cobram taxa de administração, mas também são isentos de IR.

Além disso, as corretoras podem cobrar taxa de administração e custódia pela negociação das cotas, mas hoje já existem várias corretoras que não cobram mais por esse serviço. De qualquer forma, o pagamento de emolumentos para a B3 é obrigatório.

5) Fundos de investimento imobiliário (FII)

Os fundos imobiliários investem em imóveis e/ou títulos de renda fixa ligados ao mercado imobiliário, como as LCI e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Aqueles que investem em imóveis para aluguel e/ou títulos de renda fixa - neste caso, também chamados de recebíveis imobiliários - costumam distribuir rendimentos periódicos, geralmente mensais, trimestrais ou semestrais, atrelados a algum índice de preços, como o IPCA ou o IGP-M.

O investimento em FII depende muito da qualidade dos imóveis da carteira e das perspectivas do setor econômico ao qual esses imóveis pertencem. Por exemplo, há fundos expostos aos segmentos de shopping centers, lajes corporativas, galpões logísticos, loteamentos, hotelaria, prédios residenciais, entre outros.

O mercado de FII vem sofrendo bastante desde o início da pandemia - primeiro com o baque econômico em razão do distanciamento social, especialmente em segmentos como o de shoppings e o de lajes corporativas; depois, com a alta da Selic.

Mesmo assim, boa parte deles manteve a distribuição de dividendos firme e forte. Assim, a queda nos preços das cotas elevou o retorno percentual desses fundos e acabou abrindo oportunidades para quem deseja ingressar neste segmento.

Fundos imobiliários não são necessariamente os melhores ativos para se proteger da pressão inflacionária derivada especificamente da guerra na Ucrânia; mas são, em termos gerais, boas pedidas para se alocar parte da carteira, na intenção de proteger o patrimônio da inflação e receber uma renda periódica.

Nas nossas matérias mensais com as principais indicações de FII das corretoras, nós trazemos insights sobre os melhores fundos para se investir no momento. Confira a última edição, válida para o mês de março.

Como investir e quanto custa

Para investir em FII é preciso abrir conta numa corretora de valores e ter acesso ao home broker. Esses fundos costumam ser bastante acessíveis às pessoas físicas e têm cotas negociadas em bolsa, como se fossem ações.

Assim, há duas maneiras de investir: durante a oferta pública de cotas, quando o investidor manifesta a sua intenção de investir a uma corretora participante da oferta; ou no mercado secundário, comprando e vendendo cotas na bolsa, por meio do home broker.

Os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários geralmente são isentos de imposto de renda, e o lucro obtido na venda das cotas em bolsa é tributado em 20%. Prejuízos com a venda de cotas podem compensar lucros, para reduzir o IR devido, que deve ser recolhido, após a operação, pelo próprio investidor.

Como outros fundos de investimento, os FII cobram taxa de administração. A negociação de suas cotas em bolsa está sujeita à cobrança de emolumentos pela B3 e de corretagem e custódia pela corretora, mas você pode optar por uma corretora que não cobre essas taxas.

6) Imóveis para aluguel

Um dos investimentos preferidos dos brasileiros, que dispensa muitas explicações. Os aluguéis imobiliários costumam ser corrigidos anualmente pelo IGP-M ou pelo IPCA, preservando, ainda que com alguma defasagem temporal, o poder de compra da renda do proprietário.

Para a pessoa física, porém, a compra direta de imóveis para aluguel tem uma capacidade limitada de proteger contra a inflação. Além de ser um investimento de baixíssima liquidez - vender um imóvel pode levar tempo - e difícil diversificação - montar uma carteira com vários imóveis requer muito dinheiro - geralmente a pessoa física aluga para outras pessoas físicas ou pequenas empresas.

Assim, se a inflação for muito alta, pode ser difícil reajustar integralmente o aluguel com base em um índice de preços, pois isso depende da capacidade de pagamento do inquilino. Um reajuste muito forte, sem que o inquilino tenha um incremento proporcional de renda ou receita, pode levar o proprietário a perdê-lo e ter dificuldade de encontrar outro.

Isso ocorreu recentemente, em 2020 e 2021, quando o IGP-M acumulado em 12 meses ficou acima de 20% por vários meses, levando inquilinos a renegociarem os aluguéis e os proprietários a não repassarem a alta, ao menos não integralmente. Alguns contratos inclusive passaram a ser indexados ao IPCA, índice menos volátil.

Como investir e quanto custa

Investir em imóveis para aluguel é trabalhoso e envolve uma série de custos. A menos que o proprietário esteja disposto a fazer todo o trabalho de negociar diretamente com o inquilino, há custos com imobiliária, anúncios e taxa de administração.

Enquanto o imóvel estiver alugado, é possível repassar para o inquilino os custos com o condomínio e o IPTU (se houver), além das contas de consumo; mas quando o imóvel fica vago, o proprietário ainda precisa arcar com todas essas despesas até conseguir ocupá-lo novamente.

Isso fora o imposto de renda. Aluguéis são tributados segundo a tabela progressiva do IR, a mesma que incide sobre salários e aposentadorias. Há uma faixa de isenção, mas na época da declaração de imposto de renda, os aluguéis se somam às outras rendas tributáveis sujeitas à tabela progressiva que o investidor possa vir a ter.

Além disso, quando o locatário é pessoa física, o recolhimento do IR é de responsabilidade do proprietário e deve ser feito mensalmente.

7) Ações

Esta talvez seja a proteção contra a inflação mais controversa. Ações de empresas cujos produtos e serviços têm grande peso na composição dos índices inflacionários e que têm poder de formação de preços oferecem, de certa forma, alguma proteção contra a inflação.

É o caso de produtoras de commodities e concessionárias de serviços públicos, como energia elétrica e saneamento.

Afinal, se os preços dos seus produtos e serviços encarecem, suas receitas aumentam e seus resultados tendem a ser melhores. Mas essa correlação não é perfeita, e em situações extremas, como a atual, mesmo essas empresas podem ter uma capacidade limitada de aumentar preços.

Como investir e quanto custa

Para investir em ações é preciso ter conta numa corretora de valores e acesso ao home broker. Ações podem ser adquiridas durante uma oferta pública ou diretamente na bolsa de valores, e em geral têm boa liquidez, isto é, você consegue comprá-las e vendê-las a qualquer momento.

Também é um investimento bastante acessível para a pessoa física. Embora um lote-padrão de ações na B3 seja de cem ações, é possível comprar menos que isso no mercado fracionário.

O investimento em ações envolve custos com os emolumentos pagos à bolsa e pode estar sujeito a taxas de corretagem e custódia, mas hoje em dia já existem várias corretoras que não cobram essas duas taxas.

Dividendos distribuídos pelas empresas são isentos de IR, e juros sobre capital próprio (JCP) são tributados na fonte em 15%.

Lucros com a venda de ações em operações comuns (não day trade) são isentos de IR sempre que o valor da venda no mercado à vista ficar abaixo de R$ 20 mil num único mês. Acima deste valor, são tributados em 15%. Day trade é tributado em 20%. O recolhimento do IR após obter um ganho tributável é de responsabilidade do investidor.

Já os prejuízos com a venda de ações podem ser abatidos de lucros tributáveis para reduzir o imposto a pagar, desde que as operações tenham a mesma natureza (comuns com comuns ou day trade com day trade).

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