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Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

DESCONFIANÇA

JP Morgan liga sinal de alerta com CVC Brasil (CVCB3) e reduz recomendação para neutro; ações lideram perdas do Ibovespa

O banco também reduziu o preço-alvo de CVC Brasil (CVCB3) de R$ 21 para R$ 10; há preocupações com o capital de giro e recuperação da empresa de turismo no pós-pandemia

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
9 de agosto de 2022
14:08 - atualizado às 12:15
Fachada da loja CVC Corp
Fachada da loja CVC Corp - Imagem: Divulgação

O JP Morgan reduziu a recomendação dos papéis da CVC Brasil (CVCB3) de compra para neutro, com o preço-alvo passando de R$ 21 para R$ 10 em dezembro de 2023 — potencial de valorização de 26% se considerado o fechamento de ontem.

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O banco informou estar mais conservador em relação à CVC, já que a recuperação da empresa de turismo no pós-pandemia não acontece no ritmo esperado, o que pode levar a uma necessidade ainda maior de dinheiro para bancar suas operações. A inflação também é apontada como um problema.

Ao citar o aumento de capital recente feito pela CVC, os analistas classificam a medida "como um pequeno paliativo que não exclui novas injeções de capital".

O JP Morgan acredita que as reservas devem alcançar os níveis de 2019 até o último trimestre de 2022, diante da recuperação melhor do que o esperado nos últimos meses.

"A CVC é intensiva em capital de giro e atualmente enfrenta uma combinação de alto crescimento de reservas em meio à baixa geração de EBITDA e altas taxas de juros", dizem os analistas.

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Veja também: A Selic não deveria subir mais | Eleições 2022: teto de gastos ameaçado?

Assim, a equipe acredita que a CVC continuará com seus resultados pressionados por mais tempo enquanto a visibilidade for baixa, especialmente se considerado o ambiente macroeconômico global.

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O valuation atual das ações, calculado pelo múltiplo preço/lucro, está em 16 vezes, considerado "pouco atraente" pelo JP Morgan.

O relatório também afirma que, ainda que o mercado esteja se recuperando em um ritmo mais rápido que o esperado, a taxa de crescimento anual da CVC preocupa, já que o mix de curto prazo não está ajudando tanto quanto o esperado.

Desempenho das ações da CVC Brasil (CVCB3)

No pregão de hoje, os investidores correram para se desfazer dos papéis da CVC. Às 13h09, as ações recuavam 9,57%, cotadas a R$ 7,18 — valores semelhantes aos que eram vistos em março de 2020, quando o início da pandemia fez todo o mercado derreter, especialmente as ações ligadas ao turismo.

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Ao longo da sessão, os papéis aceleraram as perdas e encerraram o dia com queda de 10,96%, cotadas a R$ 7,07.

No ano, a baixa passa de 40%, enquanto a queda nos últimos 12 meses é de mais de 60%.

De acordo com dados da plataforma Trade Map, das seis recomendações feitas para CVC, duas são de compra e quatro são de manutenção.

A CVC divulga seu balanço nesta terça-feira (9).

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