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Agora, os investidores aguardam a próxima fase chamada Paris, que deve acontecer em algum ponto da semana que vem, de acordo com o calendário dos desenvolvedores
Aos gritos de “está vivo!”, o grande monstro do cientista Frankenstein ganhou os corações do público de 1831. De maneira menos grandiosa — mas ainda assim científica —, o primeiro passo para a maior atualização do ethereum (ETH), o The Merge, acabou de acontecer com a Bellatrix.
Esse é o primeiro de dois grandes passos para que “A Fusão” ocorra na rede (blockchain) do ethereum.
Agora, os investidores aguardam a próxima fase chamada Paris, que deve acontecer em algum ponto da semana que vem, de acordo com o calendário dos desenvolvedores.
Mas os investidores não esperaram para refletir o otimismo da atualização nas cotações. Por volta das 9h desta terça-feira (06), os preços do ETH dispararam 6,59%, custando cerca de US$ 1.668,85 por token (criptomoeda).
Em linhas gerais, essa atualização ainda não deve gerar efeitos para o usuário final. Já os operadores de nodes (validadores da rede) do ethereum tiveram que atualizar os softwares antes que a atualização Bellatrix estivesse concluída.
Essa atualização permitiu o início da fusão da Beacon Chain — uma rede paralela do ethereum onde foram realizados os testes para a migração do proof-of-work (PoW, prova de trabalho) para o proof-of-stake (PoS, a prova de participação) — com a rede principal (mainnet) do ethereum.
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A Bellatrix introduziu o que é chamado de "execução da carga útil" (execution payload, na terminologia da programação), um parâmetro que até agora estava ausente no Beacon Chain. Com ele, os validadores podem começar a criar blocos na mainnet.
Mas essa primeira etapa da atualização nada mais é do que um preparativo para o The Merge. Grosso modo, não “resolve” nenhum problema na rede — por isso há grande expectativa com os próximos passos.
O marco inicial do The Merge será a explosão da bomba de dificuldade — que já havia “estourado” na zona de testes da rede, a testnet. “Paris” será o gatilho, que tornará praticamente impossível minerar a criptomoeda pelo método PoW.
Para os aficionados por números, a bomba de dificuldade irá cruzar a medida de 50 quatrilhões de pontos — ou 50.000.000.000.000.000, para os curiosos — tornando impossível qualquer tipo de mineração na rede.
Como as redes PoW e PoS serão “fundidas”, essa explosão de dificuldade fecha os possíveis pontos fracos da blockchain, tornando-a mais segura.
Há ainda uma proposta de um grupo de desenvolvedores para realizar o fork (divisão) da rede em uma blockchain PoW e outra PoS, mas diversas plataformas já afirmaram que não devem aderir a qualquer nova criptomoeda que use o PoW.
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