Solana (SOL): De queridinha do mercado à queda de quase 50%; o que está por trás do ‘apagão’ da blockchain da criptomoeda?
A rede vem sofrendo diversos ataques hackers, o que fez as transações ficarem tão lentas a ponto dos investidores acharem que a blockchain estava fora do ar

A recente queda do mercado de criptomoedas já retirou cerca de US$ 1 trilhão dos ativos digitais nos últimos três meses. O bitcoin (BTC) já caiu mais de 50% desde as máximas históricas em US$ 68 mil.
Não é de se estranhar que o mau humor tenha atingido mais fortemente as altcoins, as moedas alternativas ao bitcoin. Elas costumam ser mais baratas, mas a volatilidade do mercado atinge essa categoria de criptomoedas com mais força.
É o caso da Solana (SOL), um dos projetos mais promissores para 2022 e uma das maiores apostas do mercado. Desde as máximas históricas, a criptomoeda já caiu 66,80%.
Hoje, o recuo é na casa dos 12%, com a oitava maior criptomoeda do mundo cotada a US$ 85,87 (R$ 471,14), e a desvalorização é de 49,4% em janeiro.
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Solana fora do ar
Não bastasse a queda de todo o mercado cripto, desde a semana passada a blockchain da solana vem enfrentando instabilidade nas transações. Em determinados momentos, a rede chegou a ficar muito lenta devido a uma sobrecarga de acessos, de acordo com os desenvolvedores.
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Na última sexta-feira (22), a conta oficial da Solana Foundation, companhia por trás do desenvolvimento da criptomoeda, lançou um relatório e comunicou os usuários por meio do Twitter sobre a instabilidade.
Ataque hacker?
O grupo afirma que a rede está sobrecarregada devido à complexidade das transações e ao número de usuários, que cresceu exponencialmente no último ano.
Por outro lado, alguns analistas acreditam que houve um ataque do tipo negação de serviço distribuída (DDoS, em inglês), quando hackers aumentam o fluxo de entrada na rede de maneira artificial para derrubarem sites e sistemas de segurança.
“Esse tipo de ataque é muito comum, principalmente na rede da solana, que não tem um sistema de taxas variáveis”, comenta o diretor de Research da Mercurius Crypto, Orlando Teles.
A blockchain do ethereum possui o sistema de cobrança variável: quanto mais usuários em rede, mais caro é para fazer uma transação. Ou seja, um ataque maciço da rede exigiria muito mais dinheiro do que na solana, por exemplo.
Um outro analista da Mercurius chamado Igor Costa também fez uma thread no Twitter explicando os principais pontos do “apagão” da solana.
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Solana muito pop
Os analistas do mercado já olham há alguns anos para a SOL. Neste mês, a rede voltou a registrar US$ 1 bilhão em volume de negociação dos certificados digitais, os NFTs.
As taxas da rede SOL são muito menores e as transações mais rápidas do que as do ethereum (ETH), a primeira e principal criptomoeda do mundo a usar os NFTs.
Além disso, no ano passado, a criptomoeda chegou a disparar 11.179,50% e permanece como um dos projetos mais promissores.
“Eu acredito que esse é um problema da arquitetura da solana, que deve ser resolvido no médio prazo”, afirma Orlando Teles.
Contudo, a paciência dos investidores está próxima do fim. Essa não é a primeira vez que a rede sofre um ataque desse tipo e, mesmo que o corpo de desenvolvedores esteja em busca de uma resolução para este problema, ainda há muito a ser feito.
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