🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Quando crescer via aquisições pode ser uma boa para empresas na bolsa — e quando pode ser um desastre

Assim como o investimento em ações, normalmente o que define se as fusões e aquisições serão bem-sucedidas é o preço do negócio

24 de junho de 2022
6:09 - atualizado às 14:29
Investidor acompanha os negócios de fusão e aquisição
Imagem: Shutterstock

Uma das primeiras coisas que qualquer investidor iniciante deveria fazer quando começa a comprar ações é ler livros sobre como os maiores investidores de todos os tempos construíram suas fortunas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pode ser sobre o Warren Buffett, Howard Marks, Peter Lynch, Seth Klarman ou qualquer outro value investor bem-sucedido. O que você verá é que a receita de todos eles é parecida: investir em empresas de qualidade, mas somente quando os preços estiverem muito atrativos.

Se você colocar na cabeça que mesmo uma empresa maravilhosa pode ser um péssimo investimento dependendo dos preços pagos por ela, qualquer um desses gurus ficaria orgulhoso de você.

Infelizmente, nem todos os CEOs das companhias listadas em bolsa passariam nesse teste.

Sandálias da humildade

Para mim, a maior virtude de Warren Buffett não é a sua capacidade de analisar empresas, mas sim a sua paciência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele não tem o menor problema de ficar "sentado" sobre dezenas de bilhões de dólares durante vários anos à espera de uma oportunidade realmente atrativa.

Leia Também

Mas isso é raro no mundo corporativo.

Infelizmente, uma parcela representativa dos CEOs não tem a mesma disciplina. Quando os recursos em caixa se acumulam, o dinheiro parece começar a queimar em suas mãos e eles partem para a primeira oportunidade de crescimento que aparecer, mesmo que ela não seja tão interessante — e os preços, bastante ruins.

A Alpargatas (ALPA4), dona das Havaianas, é um bom exemplo recente. A companhia possui uma das marcas mais valiosas do país, com poder de repasse de preços e margens bastante resilientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde 2017, a companhia vinha melhorando sua rentabilidade, com a venda de operações e marcas pouco rentáveis, como Topper, Osklen e plantas na Argentina. Os papéis responderam muito bem a essa guinada em prol da otimização de portfólio: saíram de R$ 10 em 2017 e superaram R$ 60 no ano passado.

ALPA4/Fonte: Google

Mas a melhora de resultados também trouxe mais dinheiro para o caixa. E, como acontece com bastante frequência no mundo corporativo, o dinheiro começou a queimar na mão dos gestores.

No fim de 2021, a Alpargatas anunciou a compra da Rothy's, uma espécie de startup de calçados, com rentabilidade igualmente baixa a das marcas vendidas e preços bem salgados: 5,7 vezes EV/Receita — a própria ALPA4 negocia hoje por bem menos do que isso, 2,8 vezes.

Sabe o que é pior?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Alpargatas nem tinha todo o montante da aquisição (US$ 475 milhões) em caixa. Ela esperava pagar parte da compra com uma oferta de ações, acreditando que o anúncio trouxesse uma reação positiva para ALPA4 e permitisse a ela vender ações em seguida no mercado, por preços elevados.

Mas não foi isso o que aconteceu. O mercado recebeu muito mal a notícia e as ações despencaram. E, como ela ainda precisava do dinheiro para fazer a aquisição, teve de levar adiante a oferta de ações mesmo com os preços lá embaixo — o que também implicou em uma maior diluição para os acionistas e ainda mais pressão sobre ALPA4.

Tudo isso em um ambiente de forte alta de preços de borracha por causa do petróleo, o que atrapalhou imensamente as margens e a rentabilidade da companhia.

Essa combinação desastrosa fez as ações desabarem quase 70% desde as máximas do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
ALPA4/Fonte: Google

Por essas e outras, a Carteira Empiricus tem uma posição short (vendida) em ALPA4, inclusive. 

Ações: o segredo é comprar barato

Assim como o investimento em ações na bolsa, normalmente o que define se as fusões e aquisições serão bem-sucedidas é o preço de compra. A Alpargatas é apenas um dos vários exemplos negativos que acompanhamos ao longo dos anos.

Mas também existe o outro lado da moeda: empresas que se especializaram em fazer aquisições acretivas, em bons momentos e por bons preços. A Cosan (CSAN3) é um dos exemplos mais conhecidos pelo mercado.

Mas tem uma outra companhia fora do radar que faz isso muito bem: a GPS (GGPS3), maior terceirizadora de serviços de limpeza, manutenção e segurança do Brasil. Ela usa as suas ações, hoje cotadas por 11 vezes Valor da Firma/Ebitda, para comprar empresas menores por cerca de 6 vezes o Valor da Firma/Ebitda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas essas companhias menores normalmente têm várias ineficiências que a GPS consegue eliminar rapidamente, fazendo com que o múltiplo verdadeiro após as sinergias convirja para mais próximo de apenas 3 vezes a sua geração de caixa.

Essas aquisições disciplinadas têm feito a GPS crescer bastante nos últimos anos, mas o potencial pela frente ainda é enorme e, por isso, ela é uma das ações indicadas no Palavra do Estrategista — que, aliás, está oferecendo um livro bem bacana para quem quiser se tornar assinante.

Mas a melhor parte depois da derrocada da bolsa é que você pode seguir a mesma estratégia da GPS por conta própria.

Com a desvalorização de vários ativos nas últimas semanas, você pode fazer aquisições de empresas boas, que pagam ótimos dividendos e, neste momento, negociam por preços que são verdadeiras oportunidades para quem visa o longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por exemplo, a Gerdau (GGBR4) vale hoje menos de 3 vezes a sua geração de caixa e deve pagar um dividend yield de mais de 10% em 2022. Não à toa, ela entrou recentemente na série Vacas Leiteiras, com perspectivas de permanecer um bom tempo por lá.

Antes de encerrar, lembre-se que tão importante quanto analisar a qualidade do negócio que você está comprando é se atentar ao preço que você está pagando por ele.

Se você carregar esse ensinamento durante a sua vida nos investimentos, vai se dar melhor que a grande maioria dos investidores e ter retornos melhores do que boa parte dos CEOs, que costumam fazer aquisições nos momentos errados, pelos preços errados.

Um grande abraço e até a semana que vem!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ruy


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar