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Investimento não é aposta! O que fazer para não cair na Falácia do Jogador

Na negociação de ações, quanto mais curto o prazo que olhamos, mais suscetíveis estamos à Falácia do Jogador, quando temos a crença de que determinados eventos estão conectados, mesmo quando não existe relação entre eles

18 de agosto de 2022
8:49 - atualizado às 14:39
Dados sobre notas de dólar representando aposta
Dados sobre notas de dólar - Imagem: Shutterstock

Nesta edição da Palavra do Trader, trago um viés muito comum e difícil de identificar e controlar, a Falácia do Jogador ou Falácia de Monte Carlo. Ele ocorre quando temos a crença de que determinados eventos estão conectados, mesmo quando não existe relação entre eles.

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Nesse momento, temos a tendência de determinar a probabilidade de um evento com base na quantidade de vezes que ele ocorreu.

Como seres humanos, queremos atribuir algum significado a tudo e procuramos padrões nas informações que estão a nossa volta. A dificuldade é entender o que é dependente e o que não é.

Não se assuste, por mais inteligentes e educados que sejamos ainda estamos sujeitos a esse viés. Alguns estudos apontam inclusive que pessoas com QI mais altos são mais suscetíveis à falácia do jogador. 

A Falácia do Jogador no teste do Cara ou Coroa

Vamos fazer um exercício para saber se você estaria sujeito a esse viés. Suponha que uma pessoa jogasse uma moeda para cima cinco vezes e todas as vezes o resultado fosse cara. Qual seria sua aposta para o próximo resultado?

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Se respondeu coroa, você foi enviesado, lembre-se: a possibilidade de cara e coroa é igual.

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O fato de a probabilidade ser 50% para cada e a moeda já ter sido jogada cinco vezes com o mesmo resultado não aumenta as chances de ser coroa. E até chama atenção para um possível vício da moeda; nesse caso a escolha mais inteligente seria escolher cara.

Na negociação das ações, quanto mais curto o prazo que olhamos, mais suscetíveis estamos à Falácia do Jogador ou de Monte Carlo. Vamos lembrar que, quanto menor o tempo que analisamos, mais emocional e menos racional é o mercado.

Quantas vezes alguma ação teve uma valorização grande e você não aproveitou a tendência e “ganhou pouco”, com a sensação de que um ajuste deveria acontecer em breve, mesmo sem qualquer tipo de sinal de esgotamento de movimento?

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Ou não desfez uma operação perdedora e “perdeu muito” quando o ativo teve uma série de quedas, pensando que já caíra demais e na espera de uma valorização que não parecia vir?

Para evitar ou pelo menos diminuir o efeito da Falácia do Jogador é essencial entender e lembrar de conceitos básicos de estatística e ter um sistema bem definido de gestão de risco.

O trader precisa estar atento às probabilidades e entender se o resultado daquele evento é independente, sem importar o último resultado.

Quem gerencia bem seu risco evita grandes perdas e tem tranquilidade para estender operações lucrativas.

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Lembre-se do que falei no primeiro artigo que escrevi aqui sobre viés de aversão a perda, na bolsa é muito fácil “ganhar pouco e perder muito”, o que queremos é inverter isso e “ganhar muito e perder pouco”, ou seja, estender operações vitoriosas e fechar rapidamente operações perdedoras. 

Investimento não é aposta!

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