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O payroll, como é conhecido o relatório mensal sobre o mercado de trabalho dos EUA, é uma das referências do Federal Reserve para a condução de sua política monetária
Falar sobre os Anos 1980 costuma acirrar os ânimos. Quem viveu o período guarda memórias afetivas, quase sempre positivas. Quem olha com distanciamento histórico tende a concordar com Raul Seixas: “charrete que perdeu o condutor”.
Dentre os tantos sucessos aleatórios da new wave, que dominou a cena musical na primeira metade daquela década, o grupo Metrô deixou para a posteridade um refrão marcante na voz de Virginie: “...e no balanço das horas tudo pode mudar”.
Como os Anos 1980 dispensam até as contextualizações, trazê-los para os dias atuais é até fácil. Hoje, por exemplo, os mercados financeiros internacionais ensaiam alguma recuperação no último pregão de uma semana que parece ter durado um mês.
As bolsas de valores europeias abriram em alta e os índices futuros de Nova York tentam firmar-se em território positivo nas horas que antecedem o payroll de agosto.
O payroll, como é conhecido o relatório mensal sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, é uma das referências do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para a condução de sua política monetária.
Desde a eclosão da pandemia, a economia dos EUA desenvolveu um desequilíbrio que vem tirando o sono dos diretores do Fed. No mercado de trabalho, a situação é de pleno emprego dos EUA. Já em relação aos preços, a inflação encontra-se atualmente nos níveis mais elevados desde (adivinha?) o início dos Anos 1980.
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Diante da tenacidade do Fed em sua tentativa de domar o dragão da inflação, pode sobrar para quem trabalha. A sinalização é de que o banco central norte-americano estaria disposto a forçar a desaceleração da economia por meio da alta da taxa básica de juro.
Os participantes do mercado, porém, temem que a postura rígida do Fed transforme a desaceleração econômica em recessão.
É por isso que os investidores estão de olho nos dados do payroll de agosto. Este será um dos indicadores levados em conta pelo Fed em sua próxima decisão de juro, prevista para o dia 21.
Por aqui, os participantes do mercado devem repercutir o resultado da mais recente edição do Datafolha. A pesquisa mostrou oscilação em queda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas dentro da margem de erro, estabilidade na situação de Jair Bolsonaro (PL) e alta nas intenções de voto em Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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