Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Não é porque a ação caiu que está barata: é uma boa investir em empresas de tecnologia com a Selic em alta?

O crescimento a qualquer custo destrói valor; entenda a importância do crescimento dentro do círculo de competência de uma companhia e da proteção por barreiras de entrada

Imagem: Shutterstock

As estratégias de investimento pautadas pelo “growth”, ou que priorizam empresas de alto crescimento, ficaram populares durante boa parte dos últimos cinco anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto menor fosse a taxa de juro, maior a procura por empresas com alto potencial de expansão. 

Com o capital barato demais, valia a pena correr o risco de a empresa nunca dar lucro, apostando as fichas na pequena probabilidade de que fosse o próximo unicórnio. 

Agora, no que parece outra era na evolução da humanidade, o juro alto no Brasil e a iminência de subirem nos países desenvolvidos mostram que nem todo crescimento gera valor para os acionistas — em alguns casos, ele pode inclusive destruir. 

Estouro da bolha de tecnologia

É o estouro da bolha tech: primeiro, no Brasil; agora, lá fora. Quase tudo cai, mas tem coisa que cai com mais força. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, entre as empresas de tecnologia, notadamente as que vieram para a Bolsa nessa última leva de IPOs, não são raros os casos de papéis que caíram 70% ou 80% desde suas máximas. 

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Torre Eiffel dos investimentos, o humor dos mercados e o que mais afeta seu bolso hoje

SEXTOU COM O RUY

O que a queda das ações do BTG (BPAC11) diz sobre o humor do mercado — e como você pode se aproveitar disso

Os compradores de plantão argumentam que, após quedas dessa magnitude, fica difícil ignorar a oportunidade de compra. Todavia, não é porque caiu 80% que está barato — em alguns casos, continua caro. 

Por vezes, inclusive, pode estar mais caro ainda, depois das revisões dos lucros projetados pelo mercado, agora refletindo o cenário real à frente. É quando a maré baixa que vemos quem está nadando pelado.

A Evergrande e a falência

Temos alguns exemplos anedóticos de empresas que, quase no desespero de surfar a preferência dos investidores pelo growth, buscaram-no a qualquer custo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lembra do caso da WeWork, que abriu espaços de coworking nos quatro cantos do mundo e depois se viu obrigada a recorrer ao Chapter 11? (Esse é o capítulo do código de falência americano que permite a recuperação judicial de uma empresa.) 

Ou mesmo o caso da Evergrande, incorporadora chinesa que cresceu comprando estádios de futebol e operando parques de diversão, para depois se ver afundada em dívidas quando seus investimentos não deram o retorno esperado. 

Valor e crescimento das empresas de tecnologia

O crescimento a qualquer custo destrói valor. Porque, da mesma forma que o investidor analisa suas opções de investimento de forma relativa, sempre em comparação com o seu custo de capital, o empresário deveria fazer o mesmo com a empresa que está tocando. 

A companhia deveria somente investir em projetos de crescimento que produzem retorno superior ao seu custo de capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para que isso aconteça de forma sustentada, a empresa só tem uma opção: crescer dentro do seu círculo de competência, isto é, naquilo em que já produziu esses retornos em excesso e em que consegue continuar fazendo. 

Para tal, precisa ser protegida por barreiras de entrada: somente há criação de valor quando o incumbente tem habilidades que novos entrantes não conseguem replicar. 

Barreiras de entrada

A forma mais simples de criação dessa barreira é simplesmente com o monopólio típico de uma concessão governamental, o que observamos em empresas de utilidade pública de setores como energia, transporte e saneamento. 

O problema é que, nesses casos, os preços são geralmente regulados, não permitindo ao monopolista usar da sua situação para jogar as tarifas (e suas margens) na lua. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra forma de barreira de entrada são as vantagens de custo, seja por acesso a maquinário e mão de obra barata ou acentuadas economias de escala. Vemos essa vantagem estrutural em manufaturas orientais, por exemplo.

Demanda cativa dos clientes

Uma terceira forma de barreira de entrada, essa bem interessante, vem da demanda cativa dos clientes. 

Isso pode ser criado com custos de mudança grandes para o consumidor, como no caso da extensa adaptação necessária para trocar seu software da Microsoft para outro, por exemplo. 

O cliente cativo pode ser conquistado, também, pela força de uma marca que tem preferência absoluta tanto junto a novos clientes quanto a antigos (pense nos sapatos femininos da Arezzo ou nas camisetas onipresentes da Reserva).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Situações como essas são verdadeiramente difíceis de serem criadas e, portanto, raras; muito embora boa parte das empresas listadas insista que esse é justamente o seu caso.

Não caia no conto do vigário — ou aparecerá pelado quando a maré baixar.

Um abraço,
Larissa

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 11 de agosto de 2026 - 8:07

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A eleição entrou na curva de juros

11 de agosto de 2026 - 8:07
Homem de negócios segura uma pasta e sai por uma porta com uma placa escrito "Exit". A imagem tem luz avermelhada. 7 de agosto de 2026 - 7:12
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está sentado, com um microfone e um copo de água sobre a mesa que está a sua frente 5 de agosto de 2026 - 15:36
Imagem mostra, à esquerda, o prédio do Palácio do Planalto e, à direita, a sede do Banco Central 5 de agosto de 2026 - 8:09
Imagem mostra o prédio do banco central visto de baixo. o céu está bem azul com poucas nuvens ao fundo 4 de agosto de 2026 - 8:24
Tesoura rosa corta a Selic, taxa básica de juros 4 de agosto de 2026 - 7:20

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Juros: o corte que cabe e o corte que custa

4 de agosto de 2026 - 7:20
Imagem criada por inteligência artificial mostra uma fila de pessoas para usar um aparelho em uma academia. Homens e mulheres aguardam para usar o equipamento de crossover 3 de agosto de 2026 - 8:27
Aperto de mãos representando apoio entre amigos ou colegas de trabalho 2 de agosto de 2026 - 8:00
30 de julho de 2026 - 8:32
Microsoft 29 de julho de 2026 - 20:00

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Um olhar mais detalhado sobre as hyperscalers

29 de julho de 2026 - 20:00
28 de julho de 2026 - 8:21
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar 28 de julho de 2026 - 7:35
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar