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Dividendos, recompra de ações, superciclo do 5G: o que pode fazer a empresa da maçã aumentar ainda mais seu patrimônio de US$ 3 trilhões e seus ganhos?
Caro leitor,
Espero que você tenha aproveitado bem as festas de fim de ano.
Apesar de não ser um marco tão relevante para a minha pessoa, entendo aqueles que consideram a mudança de calendário um evento importante para colocar em prática algumas coisas que não realizaram nos anos anteriores.
Espero que investir no exterior tenha sido uma das metas estipuladas enquanto você pulava as sete ondinhas ou comia lentilha na ceia do Réveillon.
Mas convenhamos: pouca coisa efetivamente mudou quando o calendário passou a marcar que estamos em janeiro de 2022.
E uma coisa que não tem mudado há muito tempo — e sinceramente não vejo problema com isso — é a liderança da Apple no mundo dos investimentos.
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Logo no primeiro pregão do ano, a inventora do iPhone bateu os US$ 3 trilhões em valor de mercado, tornando-se a primeira empresa americana a atingir essa marca.
Sem falar que ela já havia sido a pioneira no US$ 1 trilhão e depois nos US$ 2 trilhões.
Ainda que a ação não tenha se mantido nesse patamar enquanto escrevo este texto, não imagino que demore muito tempo para se firmar acima desse nível.
Algumas casas de research apontam que a ação da Apple deve chegar aos US$ 200 no futuro próximo, uma valorização de pouco mais de 11% dos preços atuais.
Obviamente, atingir US$ 3 trilhões de valor de mercado rende discussões infindáveis sobre se a companhia estaria supervalorizada. Afinal, nenhuma outra empresa chegou perto dessa marca.
Só que comparando a situação atual da Apple com algumas companhias na época da bolha da internet, no final dos anos 1990, acredito que ainda seria possível auferir ganhos investindo na companhia.
Ao final de 1998, o posto de maior empresa americana era da Microsoft, com uma capitalização de pouco mais de US$ 345 bilhões — o equivalente a um múltiplo Preço/Lucro projetado para os próximos 12 meses de 54 vezes.
Um ano depois, na virada do milênio, a companhia fundada por Bill Gates se mantinha na ponta, só que agora valendo mais de US$ 600 bilhões. Já o múltiplo aumentou mais de 20%, chegando perto das 66 vezes o lucro projetado para o ano 2000.
A Microsoft até conseguiu melhorar seus resultados: a geração de fluxo de caixa livre em 1998 totalizou US$ 7,1 bilhões; no ano seguinte, foram quase US$ 10 bilhões gerados para o negócio.
Chegando aos tempos atuais, a Apple valia mais de US$ 2,2 trilhões no dia 31 de dezembro de 2020, um Preço/Lucro projetado de 33 vezes e um fluxo de caixa livre de mais de US$ 73 bilhões. Um ano depois, aqui estamos na casa dos US$ 3 trilhões, com um múltiplo de 31 vezes e impressionantes US$ 93 bilhões de fluxo de caixa.
Sem falar em outras histórias impressionantes de 20 anos atrás. A Cisco, empresa de tecnologia, chegou a assumir o posto de maior empresa do mundo na crise das ponto-com — atingindo um valor de mercado de US$ 555 bilhões. Só que isso representava um Preço/Lucro projetado de mais de 120 vezes.
Nem o Walmart escapou da empolgação dos investidores daquela época, chegando a negociar com um valuation de quase 50 vezes seus lucros futuros. Hoje, a varejista tem um valor de mercado um terço maior do que lá atrás (US$ 401 bilhões vs. US$ 307 bilhões), mas negociando com um múltiplo na casa das 22 vezes.
Mesmo que a valorização da ação fique muito abaixo do observado desde quando sugerimos o ativo, em agosto de 2017 — os leitores do MoneyRider, que seguiram a sugestão ganharam 44% ao ano (em dólar!) nesse período —, ainda é possível ver crescimento para a companhia para 2022, o que resultaria em novos ganhos no papel.
Além do “superciclo” do 5G, que obrigará os usuários a trocarem seus aparelhos para que funcionem com a nova tecnologia móvel, a expectativa do mercado está no lançamento de um dispositivo voltado à realidade aumentada ao longo de 2022.
Outro projeto que vira e mexe aparece nos portais de notícias é o do carro autônomo, que pode ser uma nova avenida de crescimento importante para a companhia — ainda que isso não seja papo para este ano.
E tudo isso somado aos proventos distribuídos pela empresa. No ano fiscal de 2021 (encerrado em setembro do ano passado), a Apple pagou US$ 14,5 bilhões em dividendos para seus acionistas, além de mais de US$ 85 bilhões em recompras de ações. Desde o começo dessa política, a companhia já recomprou mais de US$ 467 bilhões de suas próprias ações!
E alguns analistas esperam que esse valor deva aumentar ainda mais: de acordo com o Citi, é possível que a companhia anuncie mais US$ 90 bilhões em recompras e aumente seus dividendos em 10%. Toni Sacconaghi, analista da Bernstein, estima que a empresa possa continuar recomprando entre 3% e 4% de suas ações sem tomar dívida até 2026.
Ou seja, somente com as recompras é possível que o lucro por ação cresça entre 3% e 4% ao ano. Compare esse valor com o crescimento da economia global, ou até mesmo com o dos EUA — o FMI projeta crescimento de 5,2% e 4,9% para essas regiões em 2022, respectivamente.
Some isso às outras oportunidades de crescimento citadas anteriormente e não vejo por que não apostar no óbvio. As coisas não precisam mudar muito para você ter um resultado satisfatório.
Corra para colocar em prática suas metas para o ano que se inicia e não se esqueça de incluir as ações da Apple nessa lista.
Um abraço,
Enzo Pacheco
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