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Juan Rey

Juan Rey

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Já trabalhou para o Money Times, Seu Dinheiro e Jornal da PUC, além de colaborar no UOL e Projeto #Colabora. Atualmente é Produtor de Conteúdo na Empiricus.

Ação barata?

Kora Saúde (KRSA3) anuncia programa de recompra de ações depois de queda de mais de 50% desde o IPO

Ideia do conselho de administração da empresa de hospitais que estreou na B3 em agosto é recomprar até 10% das ações em circulação até 11 de outubro de 2023

Juan Rey
Juan Rey
11 de abril de 2022
16:05 - atualizado às 9:08
Cerimônia do IPO da Kora Saúde (KRSA3) na B3
Cerimônia do IPO da Kora Saúde (KRSA3) na B3 - Imagem: Divulgação

Depois de uma queda de 52% desde a abertura de capital, as ações da Kora Saúde (KRSA3) estão baratas, pelo menos na visão da própria companhia.

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A empresa de hospitais anunciou um programa de recompra de seus papéis na bolsa. A intenção da Kora é adquirir até 15,6 milhões de ações, o equivalente a pouco mais de 10% do total em circulação. O período para aquisição vai de hoje a 11 de outubro de 2023. 

As operações de aquisições serão efetuadas a valor de mercado e intermediadas pela BTG Pactual, Itaú Corretora e XP Investimentos. 

No pregão de hoje, as ações da Kora Saúde (KRSA3) eram negociadas em queda de 2,53% por volta das 15h15.

Segundo a companhia, o intuito do programa de recompra é a manutenção em tesouraria, cancelamento e recolocação no mercado com objetivo de maximizar a geração de valor para o acionista por meio de administração eficiente da estrutura de capital.

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A Kora encerrou o ano passado com pouco mais de R$ 1 bilhão em reserva de capital.

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Para que serve a recompra de ações?

Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Kora Saúde a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:

A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;

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  • A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
  • Ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
  • A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;

Vale destacar que, por outro lado, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas.

Kora Saúde estreou em alta na B3, mas não manteve o ritmo

Depois de longa espera para abrir o capital — com interrupção, revisão para baixo da faixa indicativa e ações no piso do intervalo — a Kora Saúde estreou na bolsa de valores em 13 de agosto de 2021 em forte alta de quase 20%.

Com o IPO a empresa controlada pelo fundo HIG Capital levantou R$ 769,9 milhões.

Depois da estreia positiva, contudo, as ações a Kora não conseguiram manter o ritmo e passaram a cair. No acumulado desde a estreia na B3, a desvalorização é de pouco mais de 50%.

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Fundada em 2001, a Kora Saúde tem atualmente sete hospitais no Espírito Santo, três no Ceará e dois no Tocantins. A empresa também opera o Hospital São Mateus, em Cuiabá (MT), o Hospital Anchieta, em Brasília, e o Instituto Neurológico de Goiânia, Goiás. 

A companhia tem em suas instalações mais de 2 mil leitos e aproximadamente 10 mil colaboradores em 10 cidades diferentes. 

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