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As festas de final de ano se aproximam, mas o principal índice acionário da B3 ainda deve operar em um ritmo mais próximo do comum nos próximos cinco dias
A próxima semana marca a última de 2022 antes do início das festas de Natal e Réveillon. Neste ano, os dois feriados e suas respectivas vésperas caíram no final de semana. Ainda assim, devem afetar a liquidez do Ibovespa e das ações brasileiras.
Nos próximos cinco dias, porém, o principal índice acionário da B3 ainda deve operar em um ritmo mais próximo do comum.
Mas os negócios e as cotações podem ser afetados por outros eventos que estão marcados no calendário da política e da economia brasileira. Confira abaixo o que mexe com o Ibovespa na próxima semana.
O primeiro grande evento da semana deve ser a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição na Câmara. O presidente de Casa, Arthur Lira (PP-AL) marcou a votação da PEC na Câmara para a próxima terça-feira (20).
Os investidores aguardam para ver se o texto será aprovado nos moldes do que saiu do Senado ou se sofrerá novas desidratações no rombo previsto para o teto de gastos.
A votação rápida e com poucas alterações pelos senadores, aliás, foi um dos grandes fatores por trás da queda do Ibovespa nos últimos dias. A expectativa é que os deputados enxuguem a proposta e diminuam o risco fiscal da PEC.
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O relator do texto, deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA), se reuniu na tarde de sábado com o presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas, capitaneado por Lira, o Centrão tem dificultado a tramitação do texto para pressionar o petista a ceder espaço nos ministérios e em estatais.
O líder dos deputados e o presidente eleito têm um encontro a portas fechadas marcado para este domingo (18). Essa será a terceira reunião de Lira e Lula desde o início das negociações da PEC da transição.
A análise do Orçamento Secreto - como ficaram conhecidas as emendas de relator - no Supremo Tribunal Federal (STF) também são um entrave para a PEC.
O placar está em 5 a 4 para derrubar o mecanismo, mas o julgamento foi suspenso na última quinta-feira. A votação deve ser retomada nesta segunda-feira; os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes darão os últimos votos.
Além do evento político, a prévia de um dos principais indicadores macroeconômicos do Brasil também deve mexer com as cotações do Ibovespa na próxima semana.
O Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) na sexta-feira (23). Considerado a prévia da inflação brasileira, o indicador deve mostrar a aceleração dos preços em dezembro.
O IPCA, medida oficial do país, deve sair apenas no início de janeiro de 2023. Mas o IPCA-15 pode indicar um estouro da meta inflacionária neste ano.
Vale destacar que o índice precisaria registrar uma deflação de 0,13% em dezembro para encerrar o ano dentro da meta do Banco Central (BC) - avanço de 3,5%, com margem de tolerância até 5%.
Mas, como o final do ano é marcado por um aquecimento da demanda por bens de consumo e também pelas chuvas intensas que afetam o desempenho da produção de alimentos, é raro que a variação do IPCA seja negativa no período.
"Normalmente, o final do ano é marcado por uma demanda mais forte. Realmente costuma ter inflação mais alta no final do ano e no começo do ano, inflação mais baixa no meio do ano", explicou Kislanov. "Por demanda também, mas também por uma questão sazonal de alimentos", acrescentou ele.
Mas o avanço pode não ser tão alto, já que o cálculo deve captar alívios de reduções de preços de combustíveis anunciadas pela Petrobras. Gasolina, diesel e gás de cozinha ficaram mais baratos nas refinarias.
Apesar de serem os mais chamativos, a votação da PEC e a divulgação do IPCA-15 não são os únicos itens na agenda da próxima semana. Confira abaixo o que mais pode mexer com o Ibovespa nos próximos dias:
*Com informações do Estadão Conteúdo
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