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Com queda acumulada de quase 70% no ano, ações do Magalu são as piores do Ibovespa no semestre que acaba de terminar
A vida das varejistas, sobretudo aquelas muito focadas no e-commerce, não está nada fácil em 2022. Magazine Luiza (MGLU3) que o diga. A ação da outrora queridinha da bolsa fechou o primeiro semestre com um tombo de 67,45%, cotada a R$ 2,34. Foi simplesmente a maior queda de Ibovespa na primeira metade do ano.
E o ranking das piores ações do índice no período conta com mais dois nomes do mesmo segmento: as ações da Via (VIIA3) ficaram em terceiro lugar, amargando perdas de 63,24%, enquanto os papéis da Americanas S.A. (AMER3) vêm em quinto, com uma desvalorização de 56,54%.
As varejistas do e-commerce sofrem com a alta de juros e a elevada inflação, o que encarece o crédito e tira o poder de compra da população.
Este cenário impacta sobretudo aquelas que se apoiam na venda de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, casos principalmente de Magalu e Via.
Esses produtos têm preço unitário mais elevado, sua compra depende mais de crédito, e frequentemente eles são menos essenciais e facilmente substituíveis por produtos usados e mais baratos.
Outro fator que castiga as varejistas do e-commerce é a ferrenha concorrência estrangeira, com a popularização dos serviços de empresas como Amazon, Aliexpress, Shein e Shopee no Brasil.
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Outro segmento que apanhou na bolsa brasileira na primeira metade do ano, a exemplo do que aconteceu também no exterior, foi o de tecnologia.
Entre as piores ações do ano, as techs são representadas pela Méliuz (CASH3), com recuo de 66,67%, segunda maior queda do Ibovespa; e pela Locaweb (LWSA3), com baixa de 57,22%, quarto pior desempenho do índice.
As empresas de tecnologia são sobretudo impactadas pelo movimento global de alta nas taxas de juros. Aqui no Brasil, essas ações vêm sofrendo desde que o Banco Central começou a aumentar a taxa Selic; agora, elas continuam apanhando da alta esperada para os juros nos Estados Unidos e outros países desenvolvidos.
O setor de tecnologia é pesadamente dependente de investimentos, que minguam quando os juros sobem. Além disso, em muitas empresas desse segmento, o retorno do acionista só virá realmente num futuro mais distante.
Assim, na avaliação dessas empresas, o aumento na taxa de desconto (taxa de juros) desses fluxos de caixa futuros acaba reduzindo seus preços atuais com mais intensidade do que o mesmo processo com empresas que já dão retorno ao acionista hoje.
Com os títulos de renda fixa mais seguros pagando mais, os investimentos disponíveis para empreitadas mais arriscadas e de longo prazo diminuem, impactando negativamente os preços desses ativos.
| Empresa | Código | Desempenho |
| Magazine Luiza | MGLU3 | -67,45% |
| Méliuz | CASH3 | -66,67% |
| Via | VIIA3 | -63,24% |
| Locaweb | LWSA3 | -57,22% |
| Americanas S.A. | AMER3 | -56,54% |
| Embraer | EMBR3 | -53,95% |
| IRB | IRBR3 | -49,50% |
| Azul | AZUL4 | -48,97% |
| Alpargatas | ALPA4 | -48,18% |
| CVC | CVCB3 | -47,84% |
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