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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

E AGORA, MAGALU?

Magazine Luiza (MGLU3) chega a cair quase 10% após balanço fraco do 4º tri. O que aconteceu com a queridinha da bolsa?

Os analistas apontam que não existem gatilhos no curto prazo que possam fazer com que o Magazine Luiza tenha uma recuperação significativa

Jasmine Olga
Jasmine Olga
15 de março de 2022
14:45 - atualizado às 0:36
Luiza Helena Trajano Magazine Luiza (MGLU3)
Brasil, São Paulo, SP, 21/05/2018. Retrato de Luiza Helena Trajano - Imagem: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Parece que os dias de grande queridinha da bolsa brasileira acabaram para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), e os números referentes ao quarto trimestre de 2021 vieram para confirmar o cenário que já se desenhava

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Inflação em alta, juros cada vez mais elevados, problemas logísticos causados pela pandemia do coronavírus e o aumento da concorrência já estavam contidos nas expectativas dos investidores para o balanço do Magalu.

Mesmo assim, a realidade se mostrou ainda pior do que o esperado, e os analistas não veem espaço para melhora no curto prazo. 

A comparação com os melhores trimestres da história da empresa deixa o sabor da realidade ainda mais amargo, e o efeito dos números podem ser vistos no pregão desta terça-feira.

Desde o início do dia, os papéis de MGLU3 lideraram o movimento de queda do Ibovespa. Depois de cair quase 10%, as ações encerraram o dia com baixa de 8,63%, a R$ 4,87.

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Na noite de ontem, o Magazine Luiza anunciou um prejuízo ajustado de R$ 79 milhões no quarto trimestre, contra lucro líquido ajustado de R$ 232 milhões do mesmo período do ano anterior.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu mais de 50%, a R$ 243 milhões, pressionado pela queda da margem bruta e pelo aumento das despesas operacionais. Em 2021, o lucro líquido ajustado foi de R$ 114 milhões, uma queda de 70% em relação ao ano anterior. 

MGLU3: Entendendo os números

Para os analistas do Itaú BBA, a lucratividade da companhia foi afetada principalmente pela provisão de estoque de R$ 395 milhões feita no trimestre anterior – antecipando o efeito futuro dos custos elevados de logística e produção na margem da empresa –, e por efeitos não recorrentes derivados de processos de sinergias e reajuste para integrar as diversas companhias adquiridas pelo Magalu, com um impacto de R$ 251 milhões. 

O volume total de vendas (GMV) teve um crescimento de 17% quando comparado com o ano anterior, com o marketplace liderando o movimento de alta. O crescimento no oferecimento de serviços financeiros por meio da fintech LuizaCred pressionou as margens. 

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  • Magazine Luiza já era? Confira a análise no vídeo:

E agora?

Em grande parte, os relatórios divulgados após o balanço do quarto trimestre mostram que os analistas estão mais cautelosos quanto ao potencial “explosivo” de crescimento do Magazine Luiza. 

O Itaú BBA lembra que nos últimos dois anos a empresa foi favorecida por uma série de fatores atípicos que permitiram um grande crescimento de receita e qualidade de resultados.

“Agora que o cenário está sendo normalizado, vemos a companhia sofrendo com os impactos de uma comparação dura e a necessidade de reajustar as expectativas. 

Os analistas do banco brasileiro apontam que não existem gatilhos no curto prazo que possam fazer com que a companhia tenha uma recuperação significativa.

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O BTG espera que os papéis se mantenham pressionados nos próximos meses, mesmo com a queda de quase 80% desde o pico registrado em novembro de 2020. 

Ainda assim, os analistas do BTG destacam que e-commerce é uma tese de investimento que segue em alta, mesmo com a inflação e a elevação de juros em escala global.

Para eles, a fórmula do sucesso pode estar na forma como o Magazine Luiza lidará com a desaceleração da venda de eletroeletrônicos, a competição acirrada que obriga descontos mais agressivos e a manutenção de sua margem de lucros.  

De acordo com a plataforma Trademap, 10 casas possuem recomendação de compra para os papéis e quatro delas mantêm a posição neutra.

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