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Na avaliação dos analistas, a relação risco-retorno para as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) é atraente para os investidores
O Itaú BBA retomou a cobertura dos papéis do Pão de Açúcar (PCAR3) com recomendação outperform — equivalente a compra —, estipulando um preço-alvo de R$ 32 por ação para este ano. Ou seja: considerando o fechamento de ontem, a R$ 16,61, o banco acredita que as ações podem dobrar de valor até o fim de 2022.
E, tendo em mente um potencial de valorização tão expressivo, o mercado tratou de se ajustar: por volta de 11h40 desta terça-feira (28), os papéis PCAR3 lideravam os ganhos do Ibovespa e eram negociado a R$ 17,13. Mesmo com os ganhos de hoje, o preço-alvo do Itaú BBA ainda representa um potencial de alta de 86,8%.
Na avaliação dos analistas, apesar dos descontos significativos nas unidades de negócios específicas, como a própria operação brasileira e também as bandeiras Éxito (da Colômbia) e Cnova, a relação risco-retorno é atraente para os investidores. A atualização das estimativas vem após análise da empresa no médio e longo prazo.

“Fizemos uma análise de sensibilidade sobre o preço atual do papel e possíveis valores de monetização para Éxito e Cnova para medir o valor implícito da operação", diz o relatório. "Concluímos que, mesmo com o desconto de aproximadamente 50% no preço da Éxito e da Cnova, o valor atribuído à operação brasileira é próximo de zero. Sendo assim, acreditamos que uma potencial monetização geraria valor para as ações”.
A equipe do Itaú BBA ressalta que um fator que pode pressionar os papéis do Pão de Açúcar (PCAR3) atualmente é a preocupação com possíveis provisões trabalhistas. O banco ainda não sabe estimar os impactos financeiros, mas acredita que a série de demissões feitas após a venda da operação do Extra pode gerar causas trabalhistas na justiça.
É esperado também que o GPA tenha geração de caixa a partir da venda do Extra para o Assaí e pelo recebimento de créditos fiscais de PIS/Cofins e ICMS, além da recompra das ações da Éxito feita recentemente.
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De olho no potencial de alta das ações, o Itaú BBA vê com bons olhos os novos rumos tomados pela companhia, que inclui maior foco no segmento premium no varejo de alimentos, reforço dos valores ESG, fortalecimento do omnichannel, foco na melhora do serviço oferecido e também aceleração das lojas de proximidade e conveniência.
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