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A operadora da bolsa brasileira atendeu ao pedido da empresa e estendeu o prazo para o enquadramento das cotações até abril de 2023
A Inepar (INEP4) ganhou um belo presente de Natal da B3 nesta sexta-feira (23). Um dia após ter a negociação de suas ações suspensas, a companhia ganhou permissão da operadora da bolsa brasileira para os papéis voltarem ao pregão.
E eles retornaram com um desempenho positivo. Por volta das 16h05, as ações INEP4 subiam 1,03%, cotadas em R$ 0,98. Essa alta ganhou tração rumo ao fim da sessão e os papéis terminam o dia com avanço de 2,06%, a R$ 0,99.
A interrupção da negociação dos papéis havia sido determinada pela B3 ontem com base em suas regras para inibir a existência de penny stocks. A companhia estabelece que uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1.
Quando isso ocorre, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço. A regra chegou a ser suspensa no início da pandemia, mas voltou a valer neste ano.
A Inepar afirmou, em comunicado enviado ao mercado logo após a suspensão, que havia sido "surpreendida" com a decisão da operadora da bolsa e rapidamente formalizou um pedido para a reconsideração.
A companhia alegava que as ações estavam consistentemente acima de R$ 1,00 desde setembro deste ano. As exceções foram em dois pregões na semana passada quando as cotações foram afetadas, na visão da empresa, pela evolução da conclusão de seu plano de recuperação judicial e da venda de duas de suas unidades produtivas.
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Vale destacar que, no último dia de negociações antes da suspensão, na última quarta-feira (21), os papéis INEP3 terminaram o dia cotados em R$ 1,09, enquanto as ações preferenciais (INEP4) ficaram em R$ 0,97.
A B3 aceitou o argumento da Inepar e retomou a negociação dos ativos. A operadora da bolsa brasileira também atendeu ao pedido para estender o prazo para o enquadramento das cotações até 28 de abril de 2023.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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