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Câmbio pressionado

Guerra econômica: dólar dispara 15% em relação ao rublo russo após sanções econômicas do Ocidente

O dólar chegou a subir 30% na abertura do mercado, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 100 rublos russos. Entenda o movimento

Cédulas de rublo, a moeda da Rússia
Imagem: Anton Maksimov/Unsplash

As inúmeras sanções econômicas aplicadas por países e empresas da Europa e dos EUA ao governo Putin já começam a ser sentidas com intensidade pela Rússia. O rublo, a moeda do país, passa por uma forte desvalorização frente ao dólar, indo às mínimas históricas e forçando o BC do país a subir os juros para conter o movimento do câmbio nesta segunda-feira (28).

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Na abertura das operações, o dólar chegou a disparar 30% frente ao rublo russo, um comportamento que levou a taxa de câmbio do país a patamares superiores a 100 rublos pela primeira vez na história. E boa parte desse comportamento se deve a uma medida específica adotada pelas autoridades ocidentais em retaliação à guerra do Kremlin contra a Ucrânia.

No fim de semana, EUA e União Europeia congelaram mais da metade das reservas internacionais do Banco Central da Rússia. Na prática, é como se um calote tivesse sido aplicado em Moscou, que não consegue resgatar esses recursos que estão custodiados no exterior — e, sem o dinheiro, o BC russo não consegue dar suporte ao rublo.

Essa não foi a única sanção aplicada contra o governo Putin: os países ocidentais também estão excluindo as instituições financeiras da Rússia do SWIFT, o sistema interbancário internacional. No entanto, o congelamento das reservas internacionais russas é a medida mais impactante no curtíssimo prazo para a economia do país.

Para evitar um colapso maior da taxa de câmbio, o BC da Rússia elevou a taxa de juros do país ao patamar de 20% nesta manhã. A decisão surtiu algum efeito: por volta de 8h45 (horário de Brasília), o dólar avançava 'apenas' 15%, ao nível de 95,51 rublos.

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Por mais que o congelamento de reservas tenha tido efeito imediato sobre a economia russa, especialistas alertam que a medida pode provocar uma onda de insegurança na organização do sistema financeiro internacional.

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