O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Dos dez fundos mais rentáveis, oito são fundos de recebíveis, também chamados de CRI; investimento se beneficiou da alta dos juros e da inflação e é mais defensivo em tempos difíceis
Pelo segunda vez consecutiva, os fundos imobiliários terminaram o ano no vermelho. Após um tombo de mais de 10% em 2020, os FII fecharam 2021 com uma queda de 2,29%.
E poderia ter sido bem pior, não fosse a recuperação estrondosa desses fundos no mês de dezembro, com o recuo dos juros futuros após a aprovação da PEC dos precatórios e a manifestação dura do Banco Central brasileiro contra a inflação. Com alta de 8,77%, os FII foram os melhores investimentos do mês.
Mas quando eu falo do desempenho dos fundos imobiliários enquanto classe de ativos, estou falando, é claro, da variação do IFIX, o índice que mede o desempenho dos principais FII negociados na bolsa brasileira.
Dentro do índice, cerca de 40% dos FII tiveram desempenho positivo no ano, enquanto o restante viu desempenho negativo.
Entre os que se valorizaram, destacaram-se mais uma vez os fundos de papel, também chamados de fundos de recebíveis imobiliários, aqueles que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e outros títulos de renda fixa com alguma ligação com o mercado imobiliário, como Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e até mesmo debêntures de empresas do setor.
Dos dez fundos imobiliários mais rentáveis do ano, oito eram fundos de recebíveis. Este segmento é mais defensivo em épocas de crise no mercado imobiliário, pois os ativos das carteiras desses fundos são títulos de renda fixa, que podem se beneficiar, por exemplo, da alta de juros e de uma inflação mais pressionada.
Leia Também
Os retornos com dividendos desses FII atraíram o investidor pessoa física, de olho na remuneração gorda com proteção contra a inflação e isenção de imposto de renda. Veja a seguir a lista dos dez fundos imobiliários mais rentáveis do IFIX em 2021:
| Fundo imobiliário | Código | Variação no ano |
| Urca Prime Renda | URPR11 | 42,52% |
| Devant Recebíveis Imobiliários | DEVA11 | 24,91% |
| Kinea Rendimentos Imobiliários | KNCR11 | 23,62% |
| Valora RE III | VGIR11 | 23,50% |
| Kinea Securities | KNSC11 | 20,27% |
| Santander Papéis Imobiliários CDI | SADI11 | 19,07% |
| Riza Arctium Real Estate | ARCT11 | 17,89% |
| Hectare Crédito Estruturado FII | HCTR11 | 17,66% |
| XP Crédito Imobiliário | XPCI11 | 17,29% |
| CSHG Prime Offices | HGPO11 | 15,21% |
Da lista acima, apenas o Riza Arctium Real Estate (ARCT11) e o CSHG Prime Offices (HGPO11) não são fundos de recebíveis. O ARCT11 é classificado como fundo híbrido, mas atualmente investe em galpões logísticos e industriais, e o HGPO11 tem na carteira dois edifícios de lajes corporativas.
Os fundos de CRI dominaram o pódio. O primeiro lugar, o fundo Urca Prime Renda (URPR11), chegou a ser um outlier na lista de desempenhos dos FII do IFIX no último ano, com um retorno acumulado bem maior que o segundo colocado.
Trata-se de um fundo de CRI constituído em dezembro de 2019, com foco em títulos lastreados em empreendimentos imobiliários residenciais (loteamentos, prédios e casas).
Já o Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11) tem mandato amplo, investindo em CRI de quaisquer segmentos, mas o grosso da carteira também tem se voltado aos loteamentos e multipropriedades, que são modalidades residenciais.
Enquanto esses CRIs onde investem os dois primeiros colocados têm remuneração geralmente atrelada à inflação, os CRI do terceiro colocado costumam ser atreladas à variação do CDI, taxa que costuma acompanhar a taxa básica de juros.
O Kinea Recebíveis Imobiliários (KNCR11) prioriza títulos de baixo risco e que paguem um prêmio sobre o CDI, isto é, uma remuneração acima da taxa básica de juros. A alta da Selic, portanto, beneficiou o retorno dos ativos da carteira do fundo, em sua maioria ligados a escritórios e shopping centers, mas também com alguma participação dos segmentos residencial e logístico.
Na outra ponta do IFIX, porém, as perdas dos piores fundos imobiliários tiveram dimensões parecidas com as altas dos melhores FII, mas com sinal trocado.
A lista dos dez piores FII de 2021 foi dominada por fundos de lajes corporativas e fundos de fundos (FOF, na sigla em inglês), fundos imobiliários que investem em outros fundos imobiliários, de diferentes segmentos, ficando expostos aos riscos do mercado de FIIs como um todo.
Foi o caso do segundo e do terceiro piores colocados do IFIX, os FOFs More Real Estate FOF (MORE11) e Kinea FOF (KFOF11).
O outlier para o lado negativo, por sua vez, foi o "amaldiçoado" XP Corporate Macaé (XPCM11), que sofreu um baque em 2019 quando a Petrobras, seu único inquilino, manifestou a intenção de desocupar seu único imóvel, localizado na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, fora dos eixos corporativos tradicionais. Desde então, tem sido ladeira abaixo.
A Petrobras entregou as chaves em dezembro de 2020 e pagou todos os custos rescisórios de forma parcelada. A administração do fundo permanece em busca de um novo inquilino, em um mercado de escritórios com mais de 30% de taxa de vacância.
| Fundo imobiliário | Código | Variação no ano |
| XP Corporate Macaé | XPCM11 | -49,52% |
| More Real Estate FOF | MORE11 | -25,46% |
| Kinea FOF | KFOF11 | -21,68% |
| Santander Renda de Aluguéis | SARE11 | -20,62% |
| Bradesco Carteira Imobiliária Ativa | BCIA11 | -19,09% |
| BTG Pactual Fundo de Fundos | BCFF11 | -17,22% |
| UBS (BR) Office | RECT11 | -17,06% |
| SP Downtown | SPTW11 | -16,13% |
| Rio Bravo IFIX | RBFF11 | -16,06% |
| Autonomy Edifícios Corporativos | AIEC11 | -15,85% |
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira
Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%
Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras
Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa
Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.