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Em uma decisão que não era vista desde 1994, o banco central norte-americano elevou a taxa de juros em 0, 75 ponto percentual, para a faixa entre 1,50% a 1,75% ao ano
Tinha tudo para ser um tsunami. Mas a tão aguardada decisão do Federal Reserve (Fed) desta quarta-feira (15) foi mais uma marolinha para o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq — graças ao presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell.
Os três principais índices de ações de Nova York iniciaram o dia em um mar de ganhos de mais de 1% e escaparam das perturbações das águas que o aumento dos juros poderia provocar.
O banco central norte-americano elevou a taxa básica em 0,75 ponto porcentual (pp), colocando-a na faixa entre 1,25% e 1,50% ao ano.
O aumento veio acima dos 0,50 pp que o próprio Fed vinha telegrafando, mas em linha com o que 95% dos agentes de mercado esperavam.
Afinal, para não tomar um caldo depois que o índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 1% em maio na comparação mensal e 8,6% em termos anuais — no maior avanço desde 1981 — era necessário uma manobra radical.
É claro que um aumento de 0,75 pp na taxa de juros nos EUA não é uma decisão a ser aplaudida pelo mercado. O próprio presidente do Fed, Jerome Powell, reconheceu que essa não é uma elevação comum.
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No entanto, o mesmo Powell livrou os investidores de distúrbios no oceano de Wall Street com uma frase:
“Da perspectiva de hoje, um aumento de 0,50 pp ou 0,75 pp parece mais provável em nossa próxima reunião”
Jerome Powell, presidente do Fed, na coletiva desta quarta-feira (15)
Para um mercado que cogitava uma próxima alta de 1 pp, saber que uma elevação de 0,50 pp ainda está sobre a mesa, é um alívio.
O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones responderam ao alívio com altas de mais de 3% e renovação de máximas intradiárias.
Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações dos EUA no fechamento:
A quarta-feira (15) também foi um dia daqueles para os mercados na Europa, que tiveram que lidar com uma reunião emergencial do Banco Central Europeu (BCE).
Assim como aconteceu com o S&P 500, as bolsas do velho continente fecharam o dia em alta, respirando aliviadas.
O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,5%, com as ações de viagens e lazer subindo 3,4% para liderar os ganhos.
O destaque do dia foi a bolsa de Milão, que teve alta de 2,87% — a Itália deve ser um dos países mais beneficiados com os novos planos do BCE.
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A notícia veio depois que o mesmo banco central havia sinalizado um endurecimento ainda maior da política monetária a partir de julho, quando o aumento da taxa de juros estará sobre a mesa da autoridade monetária.
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