🔴 [NO AR] TOUROS E URSOS: QUEM BRILHOU DENTRO E FORA DA ECONOMIA EM 2025? – CONFIRA OS TOUROS DO ANO

Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa escapa de temor com invasão russa, mas tem ganhos limitados e fecha o dia em alta; dólar cai a R$ 5,21

A bolsa brasileira segue conseguindo escapar da tensão global que acompanha o possível conflito entre Estados Unidos e Rússia

Jasmine Olga
Jasmine Olga
14 de fevereiro de 2022
19:42 - atualizado às 10:28
Há uma tensão geral nas bolsas pelo mundo com os ativos de risco após o aumento da tensão entre Rússia, Ucrânia e a Otan, encabeçada pelos Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

O ingresso de investimentos estrangeiros no Brasil está servindo como um bom colete à prova de balas para o mercado local. 

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O Ibovespa encerrou a segunda-feira (14) em alta de 0,29%, aos 113.899 pontos e o dólar à vista recuou 0,46%, a R$ 5,2185, mas isso não significa que os ativos locais ficaram imunes aos desdobramentos da tensão no leste europeu. Muito pelo contrário. Os ganhos poderiam ter sido mais gordos e a moeda americana flertou com um patamar abaixo de R$ 5,20. 

A “iminente” invasão russa, comunicada na semana passada por autoridades militares da Ucrânia e dos Estados Unidos, gerou sérios temores, mas as informações soltas e desencontradas divulgadas até agora geram grande volatilidade nos mercados globais. 

O que se sabe até agora não é o suficiente para prever com exatidão quando Vladimir Putin dará a ordem de invasão que poderá jogar as maiores potências globais em um conflito armado e econômico, mas cada movimento é monitorado pelos mercados. 

Depois de um fim de semana em que os presidentes Joe Biden e Putin conversaram por telefone, a semana começou em clima de negociação, após falas de autoridades russas deixarem claro que o Kremlin está disposto a buscar soluções diplomáticas para a questão. Além disso, ficou claro que a não-adesão da Ucrânia ao Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia facilitar as coisas. 

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As bolsas americanas, confiantes em um caminho mais sereno para o problema, chegaram a engatar um movimento de alta, que foi golpeado por uma publicação de Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, nas redes sociais. 

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Zelensky afirmou ter informações de que um ataque russo estaria sendo planejado para a próxima quarta-feira. As bolsas globais renovaram mínimas e só voltaram a buscar algum fôlego após um conselheiro do governo ucraniano desmentir o presidente ao dizer que ele estava apenas sendo “irônico” ao tratar da questão. 

Ironia ou não, o certo é que a nuvem negra de um conflito armado que pode afetar economicamente diversas potências globais segue pairando sobre os mercados. Em Wall Street, o Nasdaq fechou o dia estável, mas o S&P 500 e o Dow Jones recuaram 0,38% e 0,49%, respectivamente. 

Confira o comportamento do mercado de juros brasileiro nesta tarde:

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CÓDIGONOME ÚLTIMO FECHAMENTO 
DI1F23DI jan/2312,47%12,43%
DI1F25DI Jan/2511,48%11,38%
DI1F26DI Jan/2611,33%11,26%
DI1F27DI Jan/2711,38%11,31%

O enigma Rússia vs. Ucrânia

As falas do ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, trouxeram algum alívio para os investidores. Ele afirmou que o nível de cooperação atual está perto de zero, mas que o país está aberto para resolver o conflito por vias diplomáticas. Segundo um porta-voz do governo russo, um fator que ajudaria na relação entre os países seria a não-adesão ao Tratado do Atlântico Norte (Otan) por parte da Ucrânia. 

Desde a semana passada, os Estados Unidos e a União Europeia tratam uma possível invasão russa ao país vizinho como “iminente”, mas um porta-voz da Casa Branca afirmou nesta tarde que não está claro qual caminho a Rússia escolherá, mostrando confusão pelos sinais emitidos pelo Kremlin

Também tem lugar para o Fed

Além do cenário nublado por conta de um possível conflito armado, os investidores também seguem de olho nas palavras do Federal Reserve, no aguardo da divulgação da ata da última reunião. 

Nesta manhã, James Bullard, presidente do Fed de St. Louis e membro votante do Fomc, mais uma vez mostrou um posicionamento mais duro com relação ao aperto monetário. Em entrevista à CNBC, Bullard confirmou sua fala da semana passada, repetindo que o Fed deve promover uma elevação de 100 pontos-base até julho.

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Uma preocupação a menos 

Depois de assombrar os pesadelos de Paulo Guedes e de toda a equipe econômica, parece que a PEC Kamikaze, que geraria um impacto fiscal de R$ 100 bilhões para financiar desonerações de combustíveis, pode não ser votada. 

Para a próxima quarta-feira (16), o Senado pautou três projetos que visam a reduzir o valor dos combustíveis, mas não a proposta mais temida pela equipe econômica, aliviando o cenário fiscal, pelo menos por ora. 

Sobe e desce do Ibovespa

Como vem sendo tendência nas últimas semanas, setores descontados na bolsa se sobressaíram nesta segunda-feira (14). Hoje o destaque ficou com as ações do varejo.

Confira as maiores altas do Ibovespa:

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CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BIDI11Banco Inter unitR$ 26,417,84%
PETZ3Petz ONR$ 17,626,59%
HYPE3Hypera ONR$ 32,164,35%
TOTS3Totvs ONR$ 28,673,76%
AMER3Americanas S.AR$ 33,723,63%

Depois da forte alta da última sexta-feira (11), pegando carona na tensão crescente na Ucrânia, as ações da Petrobras devolveram parte dos ganhos, mesmo após o petróleo voltar a apresentar uma alta expressiva na etapa final do pregão.

As empresas do setor de proteínas também figuraram entre os destaques negativos, em parte pela desvalorização do dólar e após uma semana de ganhos. Confira as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PETR3Petrobras ONR$ 36,24-2,58%
MRFG3Marfrig ONR$ 22,37-2,53%
VIIA3Via ONR$ 4,02-2,43%
PETR4Petrobras PNR$ 33,00-2,25%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 16,30-2,10%

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