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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa tem alta tímida depois de dia instável, mas não tem força para acompanhar Nova York; dólar recua

A queda dos setores financeiro e de commodities complicou a vida do Ibovespa, e a bolsa brasileira teve mais um dia de instabilidade

Jasmine Olga
Jasmine Olga
9 de fevereiro de 2022
19:46 - atualizado às 13:13
Teste de força Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Depois de fechar o primeiro mês do ano no vermelho e sofrer um duro golpe com o 'efeito Facebook', as bolsas americanas parecem ter encontrado um pouco mais de tranquilidade diante de uma agenda esvaziada, o que permite uma recuperação saudável das perdas recentes. 

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Os dados de emprego mais fortes do que o esperado divulgados na última sexta-feira ainda ecoam por Wall Street, mas, pelo menos por enquanto, o foco se desvia de qual devem ser os próximos passos do Federal Reserve. Com isso, a quarta-feira fechou com uma alta de 2,08% para o Nasdaq e um avanço de 1,45% e 0,85% para o S&P 500 e o Dow Jones, respectivamente. 

O apetite por risco também reverberou pelos corredores da B3, mas de forma bem mais comedida. Em mais uma sessão volátil e com muita oscilação próximo da estabilidade, o Ibovespa encerrou o dia em leve alta de 0,20%, aos 112.461 pontos. 

A maior parte da pressão negativa na bolsa veio do mau desempenho do setor bancário, em reação ao balanço abaixo do esperado pelo mercado do Bradesco,. Do lado positivo tivemos dados econômicos melhores tanto do indicador de inflação como também das vendas no varejo. 

Mas os ecos mais fortes seguem sendo aqueles que guiam os investidores em direção a uma imagem mais clara do que o Banco Central espera para a taxa de juros.

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Nesta manhã, o diretor de política monetária do BC, Bruno Serra, repetiu em evento as mensagens deixadas pela ata da última reunião, divulgada ontem. Serra mostrou preocupação com as questões fiscais – como a PEC para a redução dos preços dos combustíveis, que pode trazer um impacto de até R$ 100 bilhões nos próximos anos. 

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Ele também confirmou que o ciclo de aumento da taxa básica de juros deve seguir por mais algumas reuniões, o que pressionou a curva de juros nos vencimentos de curto e médio prazo, sem impacto da inflação abaixo do esperado. 

O efeito da fala também pôde ser sentido no câmbio. O dólar à vista foi favorecido mais uma vez pelo generoso fluxo de recursos estrangeiros e recuou 0,64%, a R$ 5,2269. Hoje, o Bank of America (BofA) chegou a recomendar posição na bolsa brasileira em detrimento de outros países da América Latina. 

CÓDIGONOMEÚLTIMOFECHAMENTO 
DI1F23DI jan/2312,26%12,12%
DI1F25DI Jan/2511,19%11,14%
DI1F26DI Jan/2611,11%11,14%
DI1F27DI Jan/2711,20%11,26%

Dados do dia

Embora o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) tenha registrado alta de 0,54% em janeiro, a maior elevação para o mês desde 2016, o resultado ficou abaixo da mediana de expectativas e mostrou uma desaceleração com relação ao mês anterior. A curva de juros, no entanto, não reagiu, já que a fala de Bruno Serra ajudou a confirmar a expectativa de mais elevações no futuro. 

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Outro dado que ajudou a bolsa a pender para o lado positivo foi o do varejo. As vendas do setor recuaram 0,1% entre novembro e dezembro, mas a mediana das projeções indicava um recuo de 0,5%.

Noticiário corporativo pesado

O setor financeiro e o de commodities sofreram ao longo do pregão desta quarta-feira (09)  e impediram uma recuperação mais expressiva do Ibovespa. As ações dos grandes bancos foram pressionadas negativamente pelo desempenho do Bradesco (BBDC3/BBDC4), que divulgou na noite de ontem o seu balanço do quarto trimestre.

O banco registrou um lucro líquido recorde em 2021, mas ainda assim o resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado financeiro. O lucro recorrente da companhia recuou 2,8% com relação ao mesmo período de 2020, a R$ 6,613 bilhões. 

Agora, as expectativas se voltam para os números do Itaú Unibanco, que serão divulgados amanhã (10). 

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Sobe e desce do Ibovespa

Além do setor financeiro, vale destacar o comportamento das commodities metálicas, que também tiveram um mau desempenho, acompanhando a queda de 2% do minério de ferro na China. Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BBDC3Bradesco ONR$ 17,21-8,80%
BBDC4Bradesco PNR$ 20,77-8,58%
ITUB4Itaú Unibanco PNR$ 24,58-3,98%
VIIA3Via ONR$ 4,04-2,42%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 31,70-2,13%

Na ponta positiva da tabela, destaque para as ações do setor de tecnologia e varejo, repercutindo a alta do Nasdaq em Nova York e os números melhores do que o esperado da atividade. Confira os melhores desempenho do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
NTCO3Natura ONR$ 23,557,83%
AZUL4Azul PNR$ 28,116,44%
BEEF3Minerva ONR$ 9,965,84%
CASH3Meliuz ONR$ 2,965,71%
TIMS3Tim ONR$ 14,135,06%

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