Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Onda vermelha nas bolsas de NY: S&P 500 e Nasdaq caem mais de 3% com temores sobre a economia global

Com as perdas de hoje, o Dow Jones foi ao menor nível desde janeiro de 2021. As bolsas da Europa também tiveram perdas intensas

Victor Aguiar
Victor Aguiar
16 de junho de 2022
17:25
Ilustração com a sombra de um urso projetada sobre um fundo vermelho e um gráfico de linha. Simboliza o bear market e a cautela na bolsa e nos mercados financeiros | Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Quem olhou apenas para o fechamento das bolsas americanas na última quarta-feira (15) pode ter tido a impressão de que tudo estava bem no mundo: S&P 500, Dow Jones e Nasdaq com ganhos firmes, animados após a decisão de juros do Fed. Pois, em menos de 24 horas, esse cenário parece ter virado de ponta cabeça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, o S&P 500 fechou o pregão de hoje em forte queda de 3,14%; no Nasdaq, o tombo foi ainda mais feio, com baixa de 4,08%. O Dow Jones teve um desempenho menos negativo, recuando 2,42%, mas atingiu uma marca preocupante: ficou abaixo dos 30 mil pontos pela primeira vez desde janeiro de 2021.

E o que mudou entre ontem e hoje? Basicamente, nada — e, basicamente, tudo.

Nada, porque não houve um grande dado econômico sendo divulgado nesta quinta que afetasse drasticamente a confiança dos investidores. Não houve novos desdobramentos na guerra entre Ucrânia e Rússia, e o mercado de commodities não teve oscilações dignas de nota. A quinta-feira foi um dia pouco agitado, em termos de notícia.

Tudo, porque a avaliação otimista da decisão de política monetária do Fed que era dominante nas mesas de operação deu lugar a um pessimismo com os rumos da economia global no curto prazo. É como se a âncora da realidade tivesse caído sobre a cabeça do mercado — juros em alta, inflação galopante e PIB encolhendo não é bom, afinal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Europa e na Ásia, o clima não foi muito diferente: as principais bolsas do velho continente fecharam em queda de mais de 3%, também digerindo o Fed e a postura mais firme dos BCs da Inglaterra e da Suíça; nos mercados asiáticos, o tom negativo também imperou, embora com menos intensidade.

Leia Também

Ressaca pós-Fed

É difícil explicar a esquizofrenia do mercado: por que a reação de hoje foi tão diferente da de ontem, considerando que não houve qualquer mudança concreta de cenário?

Bem, há inúmeras pequenas causas — e convém relembrar como o mercado recebeu os passos do Fed. Num primeiro momento, quando a alta de 0,75 ponto nos juros americanos foi anunciada, houve uma deterioração imediata dos ativos: bolsas em queda e fuga do risco, numa espécie de reflexo automático.

O aumento de 0,75 ponto nos juros era o cenário-base da maior parte dos investidores. Mas, mesmo assim, ver a concretização desse quadro — uma alta dessa magnitude não era vista desde 1994 — trouxe um certo frio à espinha do mercado: tempos duros estão por vir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, minutos depois, o presidente do BC americano, Jerome Powell, tratou de colocar panos quentes na situação. Em coletiva de imprensa, ele sinalizou que o próximo movimento do Fed será uma alta entre 0,50 e 0,75 ponto. Portanto, a autoridade monetária não vai pisar no acelerador — pelo contrário, ela pode até tirar o pé.

Essa percepção de que o ritmo de altas não vai aumentar e que o ciclo de aperto monetário será, de certa forma, suave, fez o humor melhorar em Wall Street. E, com essa mensagem na cabeça, os mercados voltaram ao campo positivo, fechando o dia numa nota otimista.

Só que, após o fechamento, começaram a vir as análises mais substanciais do dia, e o tom não foi exatamente animador: em primeiro lugar, o Fed também sinalizou que, ao fim de 2022, os juros do país devem estar acima dos 3%, continuando a avançar em 2023. Em segundo lugar, as projeções de crescimento do PIB foram cortadas substancialmente.

Ou seja: falamos de um cenário de desaquecimento econômico prolongado, juros estruturalmente altos para os padrões americanos e dúvidas quanto à trajetória de inflação — muitos analisam que a postura de Powell dá a entender que o Fed ainda considera o aumento dos preços como um fenômeno transitório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, bem: juros altos, economia patinando e inflação potencialmente persistente não lá uma notícia muito animadora para as bolsas globais — e, daí, vimos essa reavaliação de quadro nesta quinta-feira, com uma forte realização de lucro nos mercados acionários.

Ativos brasileiros

Dito tudo isso, a bolsa brasileira escapou do turbilhão: a B3 esteve fechada hoje, em função do feriado de Corpus Christi — as operações voltam ao normal amanhã. Ainda assim, é de se imaginar que o mercado acionário doméstico deverá sofrer nesta sexta (17), ao menos na abertura.

E isso porque os ativos brasileiros negociados em Wall Street tiveram um dia terrível, amargando perdas intensas. O EWZ, principal ETF de Brasil em Nova York, fechou o dia em queda de 4,43% — digamos que ele é uma espécie de representante do Ibovespa nos EUA.

Algumas empresas brasileiras também possuem ativos sendo negociados em NY: os recibos de ações (ADRs) caíram forte, em conjunto com o restante do mercado. Veja abaixo como ficaram alguns desses ADRs:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Petrobras (PBR): -5,33%
  • Vale (VALE): -4,55%
  • Itaú (ITUB): -4,53%
  • Bradesco (BBD): -3,55%
  • Gerdau (GGB): -5,19%
  • CSN (SID): -5,06%
  • Ambev (ABEV): -3,54%

Dito tudo isso, tanto o Ibovespa quanto as ações dessas empresas devem passar por um ajuste ao longo do pregão de amanhã, acomodando-se às oscilações vistas no exterior enquanto a bolsa estava fechada. Essa correção pode ser suavizada — ou, até mesmo, ser anulada —, mas deve causar impacto na B3 nesta sexta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CLIMA BAIXO ASTRAL

A Selic não caiu como Fred Trajano esperava: CEO do Magazine Luiza (MGLU3) comenta balanço fraco e aposta em virada no 2T26

8 de maio de 2026 - 11:51

Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online

FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia