Esquenta dos mercados: Bolsas operam sem direção de olho no aperto monetário dos EUA, ômicron se espalha pelo mundo e Ibovespa deve focar em dados de serviços do dia
Com a agenda esvaziada, os investidores permanecem atentos às falas de dirigentes do Federal Reserve sobre a alta nos juros e retirada de estímulos

A inflação dos Estados Unidos, divulgada ontem (12), veio em linha com o esperado, apesar de ter registrado a maior alta em quase 40 anos. Mesmo assim, os investidores conseguiram achar espaço para otimismo, o que impulsionou as bolsas pelo mundo.
No pregão da última quarta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,84%, perto da máxima, aos 105.685 pontos, e apagou as perdas do ano. Agora, o índice acumula alta de 0,82% em 2022. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,81%, a R$ 5,5348.
Por outro lado, a inflação levantou a bandeira verde para que o Federal Reserve, o Banco Central americano, acelere os juros ainda em março. Entretanto, os investidores ainda não estão certos se o BC elevará os juros três ou quatro vezes em 2022, o que coloca as frases de representantes do Fed em destaque nesta quinta-feira (13).
O cenário doméstico permanece igual, sem maiores indicadores para o dia além dos dados de serviços de novembro do IBGE.
Saiba o que movimenta os negócios hoje:
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Covid-19: a ômicron pelo mundo
A pandemia de covid-19 segue como uma preocupação dos mercados, com ameaças de surtos por todos os países do mundo.
Os Estados Unidos bateram um novo recorde de casos diários, com mais de 900 mil novas infecções por covid-19, e a Europa voltou a ser o epicentro da pandemia, de acordo com dados do Our World In Data.
No Brasil, o apagão de dados devido a um ataque hacker ao site do Ministério da Saúde deixa o cenário turvo. Contudo, é inegável que exista uma alta de casos causados especialmente pela variante ômicron.
Uma tarde nos EUA
Os investidores internacionais ainda digerem os dados locais da maior economia do mundo.
Ontem (12), o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos registrou a maior alta em 40 anos, encerrando 2021 com avanço de 7,0%.
Ao mesmo tempo, a publicação do Livro Bege trouxe poucas novidades para o investidor.
De acordo com o documento, as distritais do Fed relataram manutenção dos problemas nas cadeias produtivas e mercado de trabalho apertado, com reflexos nos preços de atacado, apenas confirmando o que já vem sendo dito por seus dirigentes.
E para hoje…
O foco do dia está nas falas de três representantes do Federal Reserve, em eventos distintos ao longo da tarde. Quaisquer novas informações sobre a alta nos juros, a retirada de estímulos ou direcionamentos do Banco Central americano serão acompanhadas de perto pelos investidores.
Ainda nesta quinta, a inflação ao produtor, medida pelo PPI, e os números de pedidos de auxílio desemprego devem compor o cenário externo.
Conta de luz
A falta de chuvas no Brasil encareceu as contas de energia elétrica no ano passado, com o uso mais amplo de termelétricas do que das hidrelétricas — o que também auxiliou na alta da inflação em 2021.
Em um relatório publicado na última quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que o governo federal foi negligente sobre o impacto nas tarifas das medidas para enfrentar a crise hídrica. No documento, os técnicos apontaram que houve uma série de falhas no planejamento das ações que tiveram foco em ampliar a oferta de energia.
Por outro lado, a volta do período chuvoso e o abastecimento dos reservatórios deve dar um alívio nos próximos meses.
No cardápio do dia
A pesquisa mensal de serviços de novembro, divulgada pelo IBGE hoje, será o único dado relevante do cenário local. Os investidores aguardam maiores informações sobre o cenário externo e ainda digerem uma possível alta de juros do Banco Central americano em março.
Bolsas pelo mundo
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa, com a perspectiva de alta nos juros americanos e em meio a disseminação da variante ômicron da covid-19 pelo mundo.
Na Europa, os investidores aguardam as falas de diversos representantes do Federal Reserve de hoje e também acompanham o avanço da ômicron pelo mundo. Nesse cenário, as bolsas por lá operam sem direção definida.
Por fim, os futuros de Nova York operam em baixa, próximos da estabilidade, após os dados de inflação de ontem e a publicação do Livro Bege.
Agenda do dia
- IBGE: Pesquisa mensal de serviços de novembro (9h)
- Estados Unidos: PPI e Núcleo do PPI de dezembro (10h30)
- Estados Unidos: Pedidos de auxílio desemprego (10h30)
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