O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A manutenção da distância entre o ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto foi vista com maus olhos pelo mercado

Na mitologia, Hércules não era apenas conhecido por sua força descomunal, mas também pela estamina — a qualidade de aguentar muitas horas de esforço contínuo. Manter as bolsas em alta contínua é um esforço hercúleo que os investidores não conseguiram segurar nesta terça-feira (25).
Os índices norte-americanos fecharam o pregão da véspera em alta, mas os futuros de Nova York abriram em queda hoje. Já na Europa, a sessão é mista, de olho no início da temporada de balanços de grandes bancos.
Por aqui, o Ibovespa sentiu o olhar petrificante de uma Medusa e recuou 3,27%, aos 116.012 pontos. Isso porque dois eventos relacionados às eleições de 2022 marcaram o primeiro pregão da semana.
O primeiro deles aconteceu no domingo (23): Roberto Jefferson trocou tiros com a Polícia Federal durante a prisão do ex-parlamentar, notório apoiador do presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).
Já o segundo fato é a visão do mercado sobre a nova rodada de pesquisas eleitorais. A menos de sete dias do pleito, a distância entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve praticamente estável em 7 pontos percentuais.
Representantes do mercado entendem que a recondução de Bolsonaro ao Palácio do Planalto daria margem para uma agenda liberal mais abrangente. Essa expectativa com a virada fez com que a bolsa subisse alguns dias seguidos — mas a estamina, ela de novo, não sustentou o índice.
Leia Também
Para o pregão de hoje, o Ibovespa deve acompanhar o novo levantamento eleitoral da Abrapel/Ipespe e a prévia da inflação oficial. Vale destacar ainda que hoje começa a reunião do Copom, que deve anunciar a decisão de juros na próxima quarta-feira (26), o que deve injetar cautela extra na bolsa.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta terça-feira:
Às 9h de hoje, o IBGE publica os dados do IPCA-15 de outubro, considerado uma prévia da inflação oficial. A parcial não deve influenciar na decisão de juros do BC de amanhã, mas pode dar novas pistas de como a autoridade monetária reagirá no futuro.
O índice de preços deve avançar 0,09% na comparação mensal da mediana das projeções de especialistas do Broadcast. Na base anual, a prévia da inflação deve permanecer em 6,78%, de acordo com o mesmo levantamento.
Além disso, a Receita Federal deve publicar os números da arrecadação federal em setembro, que deve cair de R$ 172,314 bilhões (leitura de agosto) para R$ 160 bilhões, na mediana das projeções.
Por último, mas não menos importante, a temporada de balanços começa a ganhar tração. Veja o calendário completo dos balanços locais.
O mercado brasileiro deve reagir ao resultado da produção da Petrobras (PETR3;PETR4), divulgado na manhã de hoje.
A Petrobras encerrou o terceiro trimestre de 2022 com produção média comercial de 2,32 milhões de barris de óleo equivalente (boe, termo que abrange tanto a produção de petróleo quanto a de gás natural) por dia. Trata-se de uma queda de 6,9% na comparação com o mesmo período de 2021.
Somado a esse fato, a queda nas cotações do preço do petróleo também deve colocar pressão sobre as ações da estatal. O barril do Brent, utilizado como referência internacional, recua 1,09% pela manhã, cotado a US$ 90,22.
Enquanto a temporada de resultados engatinha no panorama doméstico, os balanços lá fora já estão a todo vapor. Há uma grande expectativa para a avaliação do impacto da política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) no desempenho das companhias.
A semana conta com balanços de grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Hoje é a vez do Twitter, Microsoft e Alphabet publicarem seus resultados (veja o calendário mais abaixo).
Somado aos balanços, a notícia que movimenta o exterior é de que o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, deve ser conduzido ao cargo nesta terça-feira. Sua missão, porém, também não é das mais fáceis, apesar do otimismo que o ex-ministro das Finanças gerou nas bolsas ontem.
Filho de imigrantes indianos, Sunak substitui Liz Truss, que passou 45 dias à frente do parlamento britânico após um plano econômico mal sucedido. Na avaliação de entidades do mercado, o novo primeiro-ministro deve permanecer mais conservador quanto às suas políticas.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
TEMPORADA DE BALANÇOS
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS
VAI VOLTAR A BRILHAR