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Endividada, empresa pretende captar até R$ 225 milhões dos acionistas, incluindo a apresentadora Xuxa, para reequilibrar o balanço
A Espaçolaser (ESPA3) tocou a campainha que marca a estreia de uma nova empresa na bolsa com planos ambiciosos de expansão e uma sócia e garota-propaganda de peso: Xuxa Meneguel.
Só que pouco mais de um ano e meio depois de a empresa levantar R$ 2,6 bilhões na bolsa, Xuxa não têm muito o que comemorar. Muito menos os novos sócios que investiram na rede de lojas de depilação a laser.
As ações da Espaçolaser desabaram 86% em relação às cotações da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Como se não bastasse, a companhia ainda acumulou uma dívida líquida que passa dos R$ 700 milhões.
Então para reequilibrar a situação financeira, a empresa anunciou que pretende captar até R$ 225 milhões em um novo aumento de capital.
Como o mercado está praticamente fechado para novas ofertas de ações, desta vez a operação será privada, ou seja, destinada inicialmente apenas aos acionistas.
Para atrair os investidores, a Espaçolaser vai oferecer um megadesconto, com um preço por ação de R$ 1,92. Esse valor é 20% menor que as cotações de ontem e quase 90% abaixo do valor que a rede obteve no IPO (R$ 17,90).
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Enquanto isso, na bolsa a primeira reação do mercado não foi nada positiva. Por volta das 10h30, as ações da Espaçolaser (ESPA3) despencavam 10,42%, cotadas a R$ 2,15.
A Espaçolaser já garantiu pelo menos R$ 85 milhões dos chamados acionistas de referência, que vão exercer o direito de preferência no aumento de capital.
Entre eles está a SMZXP, a empresa da apresentadora Xuxa, que possui aproximadamente 4% do capital da rede. Considerando a participação atual, ela deve desembolsar pelo menos R$ 8,5 milhões pelas novas ações da Espaçolaser.
Além da apresentadora, o grupo dos acionistas de referência inclui Ygor Alessandro de Moura, Paulo José Iász de Morais, Mafalda Hungria Bayam Veiga Pinto e Magnólia Fundo de Investimento.
Os demais acionistas têm entre os dias 5 de setembro e 4 de outubro para indicar se pretendem ou não entrar no aumento de capital. Mas quem não participar pode sofrer uma diluição que pode chegar a 32,42%, de acordo com a Espaçolaser.
Maior rede de lojas de depilação a laser do país, a Espaçolaser colocou em prática o plano de expansão com o dinheiro do IPO. A estratégia incluiu principalmente a compra de lojas de franqueados da rede, além da abertura de novos pontos. Em junho, a rede contava com 756 unidades.
Até agora, porém, os resultados não refletem esse crescimento e a Espaçolaser teve prejuízo de R$ 23,7 milhões no segundo trimestre deste ano. Conforme o caixa foi ficando mais apertado, a empresa voltou a focar na abertura de franquias, que representaram 12 das 18 inaugurações do segundo trimestre.
Mesmo assim a dívida líquida da companhia mais que dobrou em 12 meses e passou para R$ 708 milhões. Isso equivale a mais de 3 vezes o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Agora, além do dinheiro novo com o aumento de capital, a Espaçolaser aposta em um novo CEO para comandar a virada. Em junho, a empresa anunciou a contratação de Paulo Camargo, que nos últimos 11 anos comandou as operações da Arcos Dorados, rede de franquias do McDonalds na América Latina.
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