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Jerome Powell deixou aberta a possibilidade de uma atuação mais agressiva da autoridade monetária caso a inflação continue acelerada nos Estados Unidos
Depois de 262 dias o dólar voltou a fechar o dia abaixo dos R$ 5,00. A moeda norte-americana terminou a segunda-feira (21) valendo R$ 4,9445, desvalorização de 1,42%. Já o euro também apresentou recuo fechou o dia cotado a R$ 5,4506.
Durante o dia o dólar registrou máxima de R$ 5,0305 e mínima de R$ 4,9318. Já o euro registrou máxima de R$ 5,5566 e mínima de R$ 5,4494.
Se a sinalização do Banco Central de que deve repetir a dose no próximo encontro do Copom, elevando a taxa Selic mais uma vez, não agradou a todos por aqui, para o dinheiro que vem de fora o anúncio o anuncio soa muito mais positivo.
Isso porque torna o Brasil destino atrativo para investimentos, já que o diferencial de juros por aqui supera consideravelmente o observado em outras economias emergentes.
Além disso, commodities em alta continuam a ajudar o real a ganhar força frente ao dólar.
No relatório Focus publicado hoje, a estimativa para o câmbio neste ano permaneceu nos R$ 5,30, há quatro semanas atrás a estimativa era de R$ 5,50.
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Os investidores seguem de olho na guerra na Ucrânia, atentos à possibilidade de uma saída diplomática para o conflito.
A esperança de que o fim do conflito já aparece no horizonte foi alimentada pelo ministro das relações exteriores da Turquia durante o final de semana, que disse que um acordo entre Rússia e Ucrânia estaria próximo. Contudo, o clima segue tenso e as saídas não são óbvias.
Também chamou a atenção a fala de Jerome Powell, que deixou aberta a possibilidade de uma atuação mais agressiva da autoridade monetária caso a inflação continue acelerada nos Estados Unidos.
Quem também comentou a inflação foi o Presidente do Banco Central da Alemanha e dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel.
Ele alertou que atrasar o aperto monetário pode provocar necessidade de que os juros tenham de subir de maneira mais agressiva e rápida depois.
Há muito o brasileiro não via um dólar capaz de comprar menos de R$ 5,00. A última vez que isso tinha acontecido foi no dia 30/06/2021.
O último dia de junho de 2021 foi também o segundo dia seguido de alta do dólar, que vinha pressionado pela expectativa de que os Estados Unidos iriam aumentar os juros antes do final do ano passado, o que acabou não acontecendo.
Internamente as atenções estavam voltadas para as instabilidades políticas e para a proposta de reforma tributária que propunha o retorno da tributação sobre dividendos, o que também acabou não acontecendo.
O movimento desta segunda-feira ainda guarda relação com o que acontecia em junho de 2021, já que a opção de iniciar um ciclo de alta dos juros de maneira mais rápida do que grande parte do mundo ajudou o real frente moedas fortes como o euro e o dólar.
Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 12,93% | 12,87% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,21% | 12,08% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,99% | 11,91% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,98% | 11,93% |
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