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UBS BB reduziu o preço-alvo, mas ainda recomenda a compra das ações da Cosan após o investimento na Vale, que pode chegar aos R$ 22 bilhões
Os analistas seguem fazendo contas para entender o impacto do surpreendente investimento da Cosan (CSAN3) na Vale (VALE3). Agora foi a vez do UBS BB, que decidiu cortar o preço-alvo das ações da Cosan em meio às incertezas sobre o negócio, que pode chegar à casa dos R$ 22 bilhões.
Na visão do banco, a compra da participação na Vale representou um movimento diferente dos investimentos anteriores da Cosan e também do que o mercado entende como o "DNA" da holding.
Em outras palavras, a Cosan até então tinha como prática atuar no desenvolvimento e fortalecimento das empresas nas quais investe. E agora não está claro como a companhia pretende fazer o mesmo com a Vale.
Desta forma, o UBS BB espera que a Cosan seja negociada com um desconto maior. O banco então reduziu o preço-alvo para as ações CSAN3 de R$ 26 para R$ 23.
Desde o anúncio do investimento na Vale, as ações da Cosan acumulam queda de mais de 13%. No pregão desta quinta-feira, os papéis registravam alta de 0,96% por volta das 12h15, cotados a R$ 15,81. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
Outra questão que o investimento despertou é se ainda vale a pena comprar os papéis da Cosan. Afinal, também é possível investir diretamente nas empresas com ações na B3 que fazem parte do portfólio da companhia.
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Além da própria Vale, o grupo controla a empresa de transporte ferroviário Rumo (RAIL3) e a distribuidora de combistíveis Raízen (RAIZ3).
A resposta do UBS BB é sim, tanto que o banco manteve a recomendação de compra para CSAN3.
Na visão do banco, além das participações Rumo e Raízen, o investimento em Cosan ainda guarda três oportunidades: as subsidiárias Compass (gás e energia) e Moove (lubrificantes), além das gestoras de terras Radar, Tellus e Janus.
“Enxergamos um histórico e expertise na alocação de capital que é fundamental para o grupo continuar a entregar retornos aos acionistas com os planos de investimento de médio a longo prazo de suas unidades de negócios”, escreveram os analistas do UBS BB, em relatório.
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