Ambev (ABEV3) dispara após JP Morgan ver o copo meio cheio e recomendar compra para as ações pela primeira vez
Ações da Ambev (ABEV3) lideram as altas do Ibovespa no pregão desta quarta; segundo o JP Morgan, potencial de valorização é de mais de 20%
O banco JP Morgan parece estar finalmente vendo o copo da Ambev (ABEV3) meio cheio: em relatório divulgado nesta manhã, os analistas revisaram sua postura tradicionalmente cautelosa com a empresa e passaram a recomendar a compra do papel — algo inédito desde o início da cobertura da companhia, em 2018.
O preço-alvo das ações ABEV3 também foi elevado, passando de R$ 15 para R$ 17 em dezembro de 2023 — um potencial de valorização de 23%, se considerado o valor de R$ 13,79 no fechamento de terça-feira (12).
A novidade foi digna de um brinde por parte do mercado: a Ambev disparou 5,66% e terminou o pregão de hoje cotada a R$ 14,57, e liderando ponta positiva do Ibovespa.

Na avaliação do JP Morgan, um provável alívio no preço das commodities nos próximos meses deve beneficiar a empresa, indicando um ponto de virada nas margens em 2023.
Além disso, os analistas do banco americano ressaltam que, apesar da alta da inflação e do momento econômico delicado, a Ambev tem conseguido manter os volumes vendidos sem maiores perdas — e, com isso, conseguido receitas sólidas no curto prazo.
Neste segundo semestre, o JP Morgan acredita que a demanda será sustentada pelo aumento de transferência de renda da população, indicadores econômicos com melhor desempenho, aumento das temperaturas no Brasil, maior mobilidade e a chegada dos dois principais eventos do ano — Copa do Mundo e eleição.
Leia Também
Veja também: Recessão é inevitável nos EUA? É hora de investir em ações estrangeiras e BDRs?
Concorrentes da Ambev (ABEV3)
Em uma análise de concorrência, o JP Morgan comparou a Ambev (ABEV3) com a Heineken e, apesar de avaliar que a cervejaria holandesa possui um forte valor de marca e boa capacidade de produção, a preferência é da companhia brasileira por sua capacidade de inovação e apelo junto ao público.
"A Ambev está bem posicionada para competir no mercado, com um rápido crescimento das marcas Brahma e Spaten, que apresentam bom desempenho", diz o relatório. Os analistas ainda destacam o aplicativo de entregas Zé Delivery e a plataforma BEES — voltada para o público B2B — como responsáveis pela resiliência da empresa nesses canais.
Assim, o JP Morgan conclui que a ameaça da concorrência é cada vez mais algo secundário para a tese de investimentos da cervejaria, destacando o portfólio diversificado e o foco em inovação da companhia.
- O ‘VÉIO DA HAVAN’ ESTÁ NADANDO NO DINHEIRO: o segredo de Luciano Hang para deixar a pobreza para trás e acumular R$ 26 bilhões finalmente revelado; clique aqui e baixe o documento que revela tim-tim por tim-tim da vida do empresário
Valuation mais atraente
O relatório do JP Morgan também aponta que o valuation dos papéis da Ambev estão mais atrativos para os investidores. Historicamente, os ativos são negociados a um múltiplo preço/lucro de 20 a 25 vezes, mas os analistas do banco acreditam que o intervalo atual, de 16 a 19 vezes, é mais razoável.
Isso porque, de acordo com o relatório, a visibilidade de crescimento diminuiu e os ganhos se tornaram mais instáveis recentemente, além da pressão da alta da taxa de juros no Brasil.
Segundo dados do TradeMap, as ações ABEV3 são negociadas com um múltiplo de preço/lucro de 16,5 vezes; o EV/Ebitda está em 9,6 vezes. Os papéis têm oito recomendações de compra, três neutras e três de venda, com preço-alvo médio de R$ 16,71.
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
