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Antes da divulgação dos dados, os índices futuros americanos ensaiavam uma recuperação, embalados pelo estrondoso balanço da Amazon,
Com a agenda local esvaziada, o olhar dos investidores fica concentrado no exterior nesta sexta-feira (04). Além da repercussão do balanço surpreendente da Amazon, o dia deve ser marcado pela reação do mercado ao relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll.
Os analistas projetavam um impacto maior da variante ômicron na geração de vagas, mas o mercado de trabalho mostrou resiliência, gerando 467 mil novos postos – a estimativa era de 150 mil.
Com o mercado de trabalho aquecido e o consenso de que o Federal Reserve deve começar a elevar a taxa de juros já na próxima reunião, os investidores começam a recalibrar as suas apostas para o tamanho do ajuste, aumentando as chances de uma elevação entre 0,25 e 0,50 pontos percentuais.
A divulgação dos dados trouxe instabilidade aos mercados. As bolsas americanas chegaram a abrir o dia em queda, mas agora operam em alta. As bolsas europeias acompanharam o movimento e o Ibovespa passou a renovar mínimas, mas reduziu o ritmo de queda na última hora.
Após a forte queda dos juros futuros ontem, em reação à decisão do Banco Central brasileiro de reduzir o ritmo de ajuste da taxa Selic, as principais taxas operam em forte alta, também pressionadas pelos dados americanos. Além disso, a PEC dos combustíveis apresentada no Congresso traz novas preocupações para o cenário fiscal, com um impacto fiscal que pode chegar a R$ 100 bilhões.
Depois da manhã volátil, o Ibovespa se firmou no positivio, apoiado no avanço das empresas ligadas ao setor de petróleo. Por volta das 17h o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,26%, aos 111.988 pontos. O dólar à vista fechou o pregão em queda de 0,50%, a R$ 5,3220. Confira a movimentação dos principais contratos de DI:
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| CÓDIGO | NOME | TAXA | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 11,99% | 11,90% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,08% | 10,86% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,08% | 10,84% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,21% | 10,95% |
Uma série de fatores geopolíticos e ambientais levaram o barril de petróleo a bater a sua máxima em sete anos nesta sexta-feira. Por volta das 12h30, o petróleo WTI e o Brent subiam cerca de 2,90%, acima dos US$ 90.
O mercado está preocupado com possíveis interrupções na oferta. As tensões entre Rússia e Ucrânia se arrastam pelas últimas semanas e uma tempestade de inverno nos Estados Unidos teve impacto no consumo de energia de duas regiões importantes nos últimos dias.
O avanço da commodity impulsiona as empresas petroleiras, que dominam as maiores altas do dia.
O principal destaque fica justamente com as empresas que acompanham a alta do petróleo no mercado internacional. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 23,97 | 5,41% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 2,29 | 4,57% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 37,57 | 2,93% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 32,79 | 2,25% |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 52,19 | 1,58% |
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 7,07 | -7,94% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 19,23 | -5,97% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 21,11 | -6,09% |
| JHSF3 | JHSF ON | R$ 5,85 | -6,10% |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 21,16 | -5,79% |
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
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