Você deixaria a Lu, do Magazine Luiza (MGLU3), te dizer o que fazer? Como as marcas estão usando influenciadores “que não existem” para vender mais
Os influenciadores virtuais virou moda nas redes e um exemplo é a Lu, do Magazine Luiza. Conheça outros da geração de avatares da influência
“Eu não sou um robô, sou um influenciador digital”. Essa é a frase que descreve o Luks, um avatar virtual, em sua página do Instagram com mais de 245 mil seguidores e um selo de verificação da rede social.
Ele foi criado pelo influencer Lucas Rangel, que conta com quase 20 milhões de seguidores no Instagram e parece fazer parte da mais nova tendência nesse segmento: os influenciadores 3.0, com personalidades próprias que buscam elevar a influência dos criadores a um novo nível.
Do ponto de vista marketeiro, os principais objetivos desses avatares são criar uma porta de entrada para as marcas no metaverso e infiltrar o influenciador em nichos que ele não conseguiria alcançar com sua personalidade “real”.
Ao lançar a Satiko, avatar da Sabrina Sato, a ex-BBB e apresentadora descreveu a ‘irmã virtual’ como uma possibilidade de chegar a novos grupos.
“Ela vai me ajudar a criar experiências totalmente novas, por exemplo, ela pratica esportes que eu não pratico, estará em lugares onde eu não posso estar. Terá uma personalidade muito mais livre e solta”, pontuou Sabrina à Forbes.

E essas criaturas online nem sequer precisam de uma pessoa real as lançando, elas podem existir por si só.
Leia Também
É o caso da Lil Miquela, com mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, que se identifica como espanhola-brasileira, tem 19 anos e até um namorado. Ela fala sobre moda, lifestyle e defende pautas políticas, em sua bio encontra-se a hashtag #blacklivesmatter (vidas negras importam).

Os influenciadores virtuais já são uma realidade para muitas marcas e de fato ajudam a persuadir o público em favor de um produto. Um exemplo é a própria Lu, do Magazine Luiza.
Em uma visita rápida na página do Instagram da varejista é possível encontrá-la usando peças de roupas de diversas marcas, aparelhos eletrônicos — como celulares, notebooks e fones de ouvido — da Samsung e indicando os produtos para os mais de 6 milhões de seguidores da página.
E os comentários surpreendem. A impressão é que os usuários realmente tratam o avatar como uma pessoa real.
Em uma montagem da Lu no aeroporto de Guarulhos em que a personagem virtual diz estar indo para Nova York, é possível ler coisas como:
— Que bom, Lu! Boa viagem, que Deus continue te abençoando sempre ?
— Vai lá e arrasa, Lu
— Você está deslumbrante, Lu
— Lu, bora tomar um café sexta à tarde em NY.
Inclusive, a Lu já foi capa da Vogue Brasil, tornando-se a primeira influencer 3D a modelar para uma revista. Ela também já deu uma entrevista para a Exame revelando ter “consciência de que não é uma pessoa”.
Pode ser que, vendo isso, Alan Turing — famoso criador do teste de Turing, que busca entender se uma inteligência virtual consegue se passar por um ser humano — ficasse maluco (risos).
Você deixaria um avatar digital te dizer o que fazer?
E pode ser por isso que as marcas parecem estar fascinadas com essa nova geração de influencers e a procura por publicidade com essas figuras é crescente. A Shodu, descrita como a primeira supermodelo virtual em sua biografia do Instagram, é um exemplo.

Em um breve giro pelo feed da personagem é possível ver publicações de Samsung e Swarovski, marca de jóias austríaca.
O próprio Luks, descrito no começo da matéria, já tem parceria publicitária com as Americanas e, de acordo com Rangel, tem mais vindo aí.

A Satiko não fica para trás: Lojas Renner, Coca-Cola e o Boticário são algumas empresas que já fizeram publicidade no Instagram dela, que conta com mais de 35 mil seguidores.
Além disso, marcas como KFC, Dior, Balenciaga, Balmain, Louis Vuitton e Vogue têm apostado em influenciadores virtuais. E o engajamento nas redes é de fazer inveja: de acordo com um estudo do HypeAuditor, publicações feitas por avatares virtuais conseguem superar publicações feitas por celebridades reais.
Entre aqueles que possuem entre 20 e 100 mil seguidores, a distância entre o engajamento de celebridades virtuais é de 8,36%, contra 0,91% do engajamento de influenciadores reais, por exemplo.
Inclusive, a Lu do Magalu está entre as maiores quando o assunto é engajamento com o público. Ela já até participou de uma campanha em que começou a usar o Tinder para buscar por ‘matches’ com os usuários da rede e distribuir descontos em compras no Magazine Luiza.
De acordo com Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, a campanha foi um sucesso, com mais de 150 mil matches e uma conversão maior do que outras ações da varejista.
Apesar de causar estranhamento entre as pessoas, esses avatares são capazes de criar padrões de comportamento, afinal, é exatamente por isso que são criados e estão chamando a atenção de tantas marcas grandes no mercado.
À medida que o metaverso for ganhando mais popularidade entre o amplo público, mais comum será a aparição desses personagens nas nossas redes sociais. A questão que fica é: você deixaria um avatar digital te influenciar?
No Seu Dinheiro, continuamos de carne e osso
Podem nos chamar de antiquados, mas quando o assunto é redes sociais nós estamos bem longe de criar uma personalidade digital para lidar com nossos seguidores. Todos os nossos conteúdos são produzidos por pessoas reais — desde o post mais simples, até os vídeos mais densos. De humano para humano, Seu Dinheiro.
Na nossa página do Instagram, por exemplo, você pode encontrar diariamente vídeos gravados por algum integrante da nossa equipe sobre as notícias mais importantes do dia. Basta clicar aqui para conferir alguns.
E não é só por lá. Nosso YouTube também está repleto dos melhores conteúdos apresentados pela nossa equipe de repórteres e colunistas. Na playlist “Seu Dinheiro explica” nós estamos semanalmente trazendo conteúdos relevantes que estão ‘na boca do povo’.
O mais recente, por exemplo, fala sobre a tensão entre Estados Unidos e China, basta clicar aqui para conferir. Temos até um que revela quem a Faria Lima apoia nas eleições deste ano (para descobrir clique aqui).
Ou seja, quanto a nós você pode ficar tranquilo! Nosso compromisso de produzir conteúdos com qualidade em qualquer plataforma segue intacto. Aliás, deixo aqui o meu convite para nos acompanhar no nosso canal do Telegram, basta clicar aqui.
Até a próxima!
Alta de 140% no ano é pouco: esta ação está barata demais para ser ignorada — segundo o BTG, há espaço para bem mais
O banco atualizou a tese de investimentos para a companhia, reiterando a recomendação de compra e elevando o preço-alvo para os papéis de R$ 14 para R$ 21,50
Queda brusca na B3: por que a Azul (AZUL4) despenca 22% hoje, mesmo com a aprovação do plano que reforça o caixa
As ações reagiram à aprovação judicial do plano de reorganização no Chapter 11, que essencialmente passa o controle da companhia para as mãos dos credores
Ibovespa acima dos 250 mil pontos em 2026: para o Safra é possível — e a eleição não é um grande problema
Na projeção mais otimista do banco, o Ibovespa pode superar os 250 mil pontos com aumento dos lucros das empresas, Selic caindo e cenário internacional ajudando. O cenário-base é de 198 mil pontos para o ano que vem
BTG escala time de ações da América Latina para fechar o ano: esquema 4-3-3 tem Brasil, Peru e México
O banco fez algumas alterações em sua estratégia para empresas da América Latina, abrindo espaço para Chile e Argentina, mas com ações ainda “no banco”
As ações que devem ser as melhores pagadoras de dividendos de 2026, com retornos de até 15%
Bancos, seguradoras e elétricas lideram e uma empresa de shoppings será a grande revelação do próximo ano
A torneira dos dividendos vai secar em 2026? Especialistas projetam tendências na bolsa diante de tributação
2025 caminha para ser ano recorde em matéria de proventos; em 2026 setores arroz com feijão ganham destaque
Bancos sobem na bolsa com o fim das sanções contra Alexandre de Moraes — Banco do Brasil (BBAS3) é o destaque
Quando a sanção foi anunciada, em agosto deste ano, os papéis dos bancos desabaram devido as incertezas em relação à aplicação da punição
TRXF11 volta a encher o carrinho de compras e avança nos setores de saúde, educação e varejo; confira como fica o portfólio do FII agora
Com as três novas operações, o TRXF11 soma sete transações só em dezembro. Na véspera, o FII já tinha anunciado a aquisição de três galpões
BofA seleciona as 7 magníficas do Brasil — e grupo de ações não tem Petrobras (PETR4) nem Vale (VALE3)
O banco norte-americano escolheu empresas brasileiras de forte crescimento, escala, lucratividade e retornos acima da Selic
Ibovespa em 2026: BofA estima 180 mil pontos, com a possibilidade de chegar a 210 mil se as eleições ajudarem
Banco norte-americano espera a volta dos investidores locais para a bolsa brasileira, diante da flexibilização dos juros
JHSF (JHSF3) faz venda histórica, Iguatemi (IGTI3) vende shoppings ao XPML11, TRXF11 compra galpões; o que movimenta os FIIs hoje
Nesta quinta-feira (11), cinco fundos imobiliários diferentes agitam o mercado com operações de peso; confira os detalhes de cada uma delas
Concurso do IBGE 2025 tem 9,5 mil vagas com salários de até R$ 3.379; veja cargos e como se inscrever
Prazo de inscrição termina nesta quinta (11). Processo seletivo do IBGE terá cargos de agente e supervisor, com salários, benefícios e prova presencial
Heineken dá calote em fundo imobiliário, inadimplência pesa na receita, e cotas apanham na bolsa; confira os impactos para o cotista
A gestora do FII afirmou que já realizou diversas tratativas com a locatária para negociar os valores em aberto
Investidor estrangeiro minimiza riscos de manutenção do governo atual e cenários negativos estão mal precificados, diz Luis Stuhlberger
Na carta mensal do Fundo Verde, gestor afirmou que aumentou exposição às ações locais e está comprado em real
Após imbróglio, RBVA11 devolve agências à Caixa — e cotistas vão sair ganhando nessa
Com o distrato, o fundo reduziu ainda mais sua exposição ao setor financeiro, que agora representa menos de 24% do portfólio total
Efeito Flávio derruba a bolsa: Ibovespa perde mais de 2 mil pontos em minutos e dólar beira R$ 5,50 na máxima do dia
Especialistas indicam que esse pode ser o começo da real precificação do cenário eleitoral no mercado local, depois de sucessivos recordes do principal índice da bolsa brasileira
FII REC Recebíveis (RECR11) mira R$ 60 milhões com venda de sete unidades de edifício em São Paulo
Apesar de não ter informado se a operação vai cair como um dinheiro extra no bolso dos cotistas, o RECR11 voltou a aumentar os dividendos em dezembro
Ações de IA em alta, dólar em queda, ouro forte: o que esses movimentos revelam sobre o mercado dos EUA
Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, é preciso separar os investimentos em equities de outros ativos; entenda o que acontece no maior mercado do mundo
TRX Real Estate (TRXF11) abocanha novos imóveis e avança para o setor de educação; confira os detalhes das operações
O FII fez sua primeira compra no segmento de educação ao adquirir uma unidade da Escola Eleva, na Barra da Tijuca (RJ)
O estouro da bolsa brasileira: gestor rebate tese de bolha na IA e vê tecnologia abrindo janela de oportunidade para o Brasil
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Daniel Popovich, gestor da Franklin Templeton, rebate os temores de bolha nas empresas de inteligência artificial e defende que a nova tecnologia se traduzirá em crescimento de resultados para as empresas e produtividade para as economias
