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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Powell descarta alta de 0,75 pp e bolsas americanas disparam; Ibovespa acompanha e dólar vai a R$ 4,90

Renan Sousa
Renan Sousa
4 de maio de 2022
9:04 - atualizado às 17:09

RESUMO DO DIA: A chegada da Super Quarta mantém as bolsas internacionais em compasso de espera. A expectativa com a alta nos juros aqui e nos EUA injeta aversão ao risco nos investidores e deve manter os índices pressionados nesta quarta-feira (04).

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Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.

FECHAMENTO EM NOVA YORK
  • Nasdaq: +3,19%
  • S&P 500: 2,97%
  • Dow Jones: +2,81%

 

Embalado pela decisão do Federal Reserve, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 1,21%, a R$ 4,9036.

VAREJO DISPARA APÓS FED

Com a sinalização de que os juros nos Estados Unidos não irão subir de forma mais acelerada impulsiona as ações do setor de tecnologia e varejo, papéis descontados nos últimos tempos.

CÓDIGO NOME ULT VAR
CASH3 Meliuz ON R$ 1,90 7,34%
PCAR3 GPA ON R$ 22,65 7,09%
AMER3 Americanas S.A R$ 24,89 6,69%
VIIA3 Via ON R$ 3,02 5,59%
BPAN4 Banco Pan PN R$ 9,13 5,43%
COLETIVA DE JEROME POWELL

Questionado por jornalistas, Powell disse não acreditar que o Federal Reserve esteja com a sua credibilidade comprometida.

COLETIVA DE JEROME POWELL

Powell: É possível que taxa de juros passe para o patamar restritivo para que o país alcance a estabilidade de preços.

COLETIVA DE JEROME POWELL

O presidente do Federal Reserve afirmou que existe uma grande chance de que a estabilidade de preços seja atingida sem uma recessão.

EFEITO POWELL

Ao descartar uma alta de 0,75 ponto percentual, o presidente do Federal Reserve animou o mercado.

As bolsas americanas, que operavam sem direção definida, agora sobem mais de 1%.

  • Nasdaq: +1,15%
  • S&P 500: +1,31%
  • Dow Jones: +1,37%
COLETIVA DE JEROME POWELL

Inflação deve começar a se estabilizar, não desacelerar, com as medidas que o Fed está tomando agora.

COLETIVA DE JEROME POWELL

Aumento de 0,75 pp não está sendo considerado pelo comitê, mas que decisões serão tomadas a cada reunião

COLETIVADE JEROME POWELL

Guerra entre Rússia e Ucrânia e covid-19 na China devem afetar cadeia de suprimentos e pressionar preços e a economia global e dos EUA

COLETIVA DE JEROME POWELL

“Está sobre a mesa e é consenso no comitê que outras elevações de 0,50 pp devem ocorrer nas próximas reuniões”

COLETIVA DE JEROME POWELL

O presidente do Federal Reserve reforça o impacto da guerra na Ucrânia para o povo americano, com maiores pressões inflacionárias.

COLETIVA JEROME POWELL

No início de seu pronunciamento, Jerome Powell reforça o seu compromisso com o objetivo de levar a inflação a um patamar aceitável. O nível atual é considerado muito alto e prejudicial para estabilidade na economia.

ACOMPANHE A COLETIVA DE JEROME POWELL, PRESIDENTE DO FED:

https://www.youtube.com/watch?v=ELHQgcFBFpI

 

JUROS FUTUROS

No Brasil, a curva de juros desacelerou a alta e passou a operar com viés de estabilidade. Confira:

COD NOME  ULT  FEC
DI1F23 DI jan/23 13,12% 13,11%
DI1F25 DI Jan/25 12,20% 12,20%
DI1F26 DI Jan/26 12,04% 12,04%
DI1F27 DI Jan/27 12,02% 12,05%

As bolsas americanas ficam instáveis logo após a divulgação da decisão de política monetária do Federal Reserve. Embora a primeira reação tenha sido positiva, os principais índices voltaram a perder força logo na sequência, com o Nasdaq virando para o campo negativo. Por aqui, o Ibovespa também acelerou a queda.

FED SOBE JUROS E ACELERA REDUÇÃO DO BALANÇO

Depois de elevar em março a taxa básica pela primeira vez desde 2018 — um aumento de 0,25 ponto percentual (p.p.) —, o banco central norte-americano subiu o juro novamente, mas dessa vez em 0,50 pp, passando-o para a faixa entre 0,75% e 1,00% ao ano.

Junto com a decisão de elevar a taxa de juros, o Fed também anunciou a redução de seu balanço de ativos, avaliado em US$ 9 trilhões.

CONFIRA OS DETALHES SOBRE OS PRÓXIMOS PASSOS DO FED

SHOPPINGS EM QUEDA

Em dia de decisão de política monetária no Brasil e nos EUA, é difícil fugir da expectativa quanto aos rumos da taxa Selic e dos juros norte-americanos — e essa ansiedade mexe com  o apetite ao risco dos investidores. Nesse contexto, ações dos shoppings, como Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3), são contaminadas por esse cenário.

O mercado precifica uma alta de 1 ponto na Selic, colocando-a no patamar de 12,75% ao ano — e, em linhas gerais, juros altos desestimulam o consumo. Portanto, estamos diante de um contexto que não é positivo para as administradoras de shoppings.

CONFIRA A MATÉRIA COMPLETA

Com a forte alta do petróleo, as petrolíferas ajudam as bolsas globais a reduzirem o ritmo de alta.

Na última hora, as bolsas americanas e o Ibovespa se afastaram das mínimas e agora aguardam a cisão de política monetária do Fed. Em NY, apenas o Nasdaq segue no campo negativo.

FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt: -0,49%
  • Londres: -0,90%
  • Paris: -1,24%
  • Stoxx-600: -1,02%
XP DERRETE APÓS BALANÇO

A queda na comissão média da XP na prestação de serviços ao investidor pessoa física não passou batido pelos analistas que cobrem a empresa.

De acordo com os principais bancos de investimento, esse foi o principal destaque negativo dos resultados do primeiro trimestre, divulgados ontem (3) após o fechamento do mercado.

As ações da empresa, listadas na Nasdaq, chegaram a cair mais de 15% nas negociações after hours logo após a divulgação dos resultados, mas encerraram o pós-mercado em queda de 4,66%.

CONFIRA A ANÁLISE COMPLETA

NOVA YORK AMPLIA QUEDA

As bolsas em Nova York renovam mínimas, com expectativa para a decisão do Fed e repercutindo dados econômicos que vieram abaixo do esperado.

O índice do gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do país mostrou uma queda a 57,1. A projeção dos analistas era de estabilidade em 58,3.

DIA RUIM PARA AS MAQUININHAS

As empresas do setor de adquirência também passam por um dia negativo na bolsa, puxadas pelo resultado do balanço – Cielo (CIEL3) e Getnet (GETT3). 

A Cielo, que apresenta queda de mais de 2% no pregão desta quarta-feira, teve um lucro líquido de R4 184,6 milhões, um avanço de 35,9% com relação ao primeiro trimestre do ano passado. Para o UBS BB, a alta das despesas financeiras, que foram pressionadas pela Selic elevada, surge como ponto negativo, assim como a queda de 17% no número de clientes. 

Já a Getnet tem queda superior a 4% desde o início da sessão. O lucro líquido da companhia também cresceu no comparativo anual – a R$ 92,3 milhões, avanço de 63% –,  o Bradesco BBI, no entanto, destaca que as tendências de receita foram mais fracas do que o esperado e a base de clientes caiu 3%. 

MAIORES QUEDAS

As ações da Marfrig (MRFG3) se destacam negativamente nesta quarta-feira 904). A companhia apresentou na noite de ontem o seu balanço do primeiro trimestre e apresentou um resultado considerado forte por analistas do Credit Suisse.

A empresa registrou um lucro líquido de R$ 109 milhões, um recuo de 61,1% ante o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) saltou 60,9%, a R$ 2,749 bilhões; A receita líquida foi de R$22,341 bilhões, uma alta de 29,6% no período.

Os analistas da XP Investimentos também viram com bons olhos os números apresentads, mas ressaltam que os próximos meses devem ser de acomodação das margens nos Estados Unidos e um cenário mais desafiador na América do Sul. A empresa, no entanto, segue com capacidade de “navegar águas tão turbulentas”.

Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGO NOME ULT VAR
MRFG3 Marfrig ON R$ 17,29 -4,84%
GETT11 Getnet units R$ 3,53 -4,34%
AZUL4 Azul PN R$ 20,45 -3,90%
BRML3 BR Malls ON R$ 8,81 -3,82%
IGTI11 Iguatemi ON R$ 19,65 -3,77%
JUROS EM ALTA

Embora um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic já esteja contratada pelo mercado, o mercado de juros opera em alta nesta manhã, impactando todos os principais vencimentos.

COD NOME TAXA  FEC 
DI1F23 DI jan/23 13,13% 13,11%
DI1F25 DI Jan/25 12,26% 12,20%
DI1F26 DI Jan/26 12,11% 12,04%
DI1F27 DI Jan/27 12,09% 12,05%

O apetite por risco das bolsas globais segue deteriorado enquanto os investidores aguardam as decisões de política monetária do Banco Central brasileiro e do Federal Reserve, que acontecem nesta tarde. 

O movimento de queda do Ibovespa é amparado pelo desempenho das empresas petrolíferas. O petróleo opera em alta de mais de 4% nesta manhã, após a União Europeia anunciar um embargo total à importação de petróleo russo. O setor também repercute o bom balanço apresentado pela 3R Petroleum nesta manhã. 

Por outro lado, o setor de mineração e siderurgia opera em queda firme, após novas suspensões anunciadas pelo governo chinês como forma de conter o avanço do coronavírus.

 

Confira as maiores altas do Ibovespa:

CÓDIGO NOME VALOR VAR
PCAR3 GPA ON R$ 22,01 4,07%
RRRP3 3R Petroleum ON R$ 44,94 3,17%
PRIO3 PetroRio ON R$ 26,57 2,86%
KLBN11 Klabin units R$ 21,55 1,56%
PETR4 Petrobras PN R$ 30,67 1,39%

Já em Nova York, o clima negativo também predomina, à espera da decisão do Fed.

 

Ibovespa encerrou os leilões de abertura em queda de 0,56%, aos 105.932 pontos. No mesmo horário, o dólar à vista era negociado em alta de 1,06%, aos R$ 5,0582.

JUROS ABREM ESTÁVEIS

Os juros futuros (DIs) abriram praticamente estáveis após a abertura antes da decisão de política monetária do Federal Reserve e do Copom por aqui.

CÓDIGO NOME  ULT  FEC
DI1F23 DI jan/23 13,11% 13,12%
DI1F25 DI Jan/25 12,21% 12,23%
DI1F26 DI Jan/26 12,05% 12,08%
DI1F27 DI Jan/27 12,05% 12,07%

O Ibovespa futuro iniciou a sessão desta quarta-feira (04) sem direção definida, com a cautela da Super Quarta se sobreponto ao bom desempenho de Nova York pela manhã.

Por volta das 9h, o índice futuro do Ibovespa era negociado em queda de 0,10%, aos 107.740 pontos.

Por sua vez, o dólar à vista abriu em alta de 0,45%, negociado a R$ 5,0221.

BOLSAS NO EXTERIOR

Os futuros das bolsas nos Estados Unidos tentam uma recuperação das perdas das sessões anteriores, enquanto a Europa sofre com a cautela antes da decisão de juros do Federal Reserve.

Os investidores ainda precisam digerir o novo pacote de sanções à Rússia por parte da União Europeia (UE).

Ontem (03), a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, comunicou que a UE vai parar de importar petróleo da Rússia.

Esse é o sexto pacote de sanções contra Moscou pela guerra na Ucrânia, iniciada no final de fevereiro deste ano.

  • Euro Stoxx 50: -0,16%
  • Dow Jones futuro: +0,44%
  • S&P 500 futuro: +0,50%
  • Nasdaq futuro: +0,49%
O QUE ESPERAR DA SUPER QUARTA?

Matheus Spiess, economista da Empiricus e colunista do Seu Dinheiro, escreve sobre os possíveis cenários para a alta dos juros nos EUA e aqui.

Para ele, os BCs se encontram em um beco sem saída. Ainda que a alta dos juros possa conter a inflação, os efeitos do crédito mais caro podem ser devastadores para a economia.

Com a perspectiva de que o ciclo de aperto monetário não se encerre nesta reunião de hoje — tanto aqui quanto lá fora —, o que fazer agora?

Leia a coluna completa de Matheus Spiess aqui. 

ESQUENTA DOS MERCADOS

A tão esperada Super Quarta chegou e os investidores em bolsa dirigem suas atenções para a decisão de juros nos Estados Unidos e aqui no Brasil a partir das 15h. Há uma grande expectativa para os próximos passos do aperto monetário dos dois países e a cautela é a palavra mágica desta quarta-feira (04).

Os índices internacionais que o digam: as bolsas da Ásia e Pacífico fecharam majoritariamente em baixa — a exceção do Japão, que não abriu por causa do feriado local.

A Europa segue pelo mesmo caminho e pelo mesmo motivo, mas com uma preocupação a mais. O embargo da União Europeia (UE) ao petróleo russo, anunciado ontem (03) pelas autoridades do Velho Continente, injetou ainda mais aversão ao risco nos investidores.

Por último, Wall Street busca recuperação das perdas das sessões anteriores, com os futuros de Nova York em alta, ainda que o Fed permaneça no radar.

Já a bolsa local teve mais um dia de volatilidade e encerrou o pregão no vermelho. O Ibovespa fechou a sessão da última terça-feira (03) em queda de 0,10%, aos 106.528 pontos. Por sua vez, o dólar à vista caiu 2,15%, a R$ 4,9635.

Leia o nosso Esquenta dos Mercados completo aqui. 

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