Esquenta dos mercados: Decisão de juros do Fed pressiona bolsas no exterior; Ibovespa também acompanha alta da Selic no Copom hoje
A Super Quarta chegou e os investidores precisam digerir o dia de aperto monetário juntamente com novas sanções da Europa ao petróleo russo
A tão esperada Super Quarta chegou e os investidores em bolsa dirigem suas atenções para a decisão de juros nos Estados Unidos e aqui no Brasil a partir das 15h. Há uma grande expectativa para os próximos passos do aperto monetário dos dois países e a cautela é a palavra mágica desta quarta-feira (04).
Os índices internacionais que o digam: as bolsas da Ásia e Pacífico fecharam majoritariamente em baixa — a exceção do Japão, que não abriu por causa do feriado local.
A Europa segue pelo mesmo caminho e pelo mesmo motivo, mas com uma preocupação a mais. O embargo da União Europeia (UE) ao petróleo russo, anunciado ontem (03) pelas autoridades do Velho Continente, injetou ainda mais aversão ao risco nos investidores.
Por último, Wall Street busca recuperação das perdas das sessões anteriores, com os futuros de Nova York em alta, ainda que o Fed permaneça no radar.
Já a bolsa local teve mais um dia de volatilidade e encerrou o pregão no vermelho. O Ibovespa fechou a sessão da última terça-feira (03) em queda de 0,10%, aos 106.528 pontos. Por sua vez, o dólar à vista caiu 2,15%, a R$ 4,9635.
Confira o que movimenta bolsa, dólar e Ibovespa nesta quarta-feira:
Leia Também
Bolsa perdeu R$ 183 bilhões em um único dia; Itaú Unibanco (ITUB4) teve maiores perdas
Federal Reserve contra as bolsas no exterior
O Banco Central americano decide hoje sua política de juros, com o anúncio do aperto monetário marcado para às 15h e a tradicional coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell, às 15h30.
A autoridade monetária deve elevar os juros do país em 50 pontos-base, para a faixa entre 0,75% e 1,00% ao ano — uma magnitude tão alta que não ocorre em 22 anos, desde 2000.
Os esforços do Fed para conter a inflação desenfreada — a maior em 40 anos — ocorreram principalmente depois do início da guerra na Ucrânia, que fez disparar o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis.
Além dos juros, o Fed deve reduzir seu balanço patrimonial de ativos financeiros, hoje próximo a US$ 9 trilhões.
Como isso afeta os investimentos
Durante a pior fase da pandemia, o Federal Reserve injetou dinheiro para manter a atividade econômica aquecida. Entretanto, isso também se refletiu em uma alta da inflação, o que também acontece em outras partes do mundo.
O fechamento dessa torneira de dinheiro deve tirar recursos de ativos de risco, principalmente bolsas e criptomoedas — que se beneficiaram desse fluxo de dinheiro entre 2020 e 2021.
Bolsas de olho nas sanções do petróleo russo
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, comunicou que a UE vai parar de importar petróleo da Rússia. Esse é o sexto pacote de sanções contra Moscou pela guerra na Ucrânia, iniciada no final de fevereiro deste ano.
Vale destacar que a principal commodity energética do mundo disparou com a chegada da guerra e se manteve acima dos US$ 100 o barril por praticamente todo período desde então, apesar de algumas quedas pontuais desse patamar.
Na manhã de hoje, o barril do petróleo Brent, utilizado como referência internacional, disparou 3,83% com a notícia, sendo negociado em US$ 108,98 por volta das 7h30.
Brasil e os juros locais: o dia no Ibovespa
De volta para terras brasileiras, a Super Quarta não seria tão “super” sem a decisão sobre os juros por aqui também. O Copom deve anunciar uma nova alta da Selic a partir das 18h30 desta quarta-feira, após o fechamento dos mercados.
Os investidores esperam uma alta de 100 pontos-base nos juros, fazendo a Selic sair de 11,75% para 12,75% ao ano. De acordo com o plano original do BC, esse patamar marca o fim do ciclo de aperto monetário — mas o “cenário alternativo” tomou conta.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, usou a expressão para se referir à guerra e ao cenário de alta dos combustíveis, que refletem diretamente na inflação juntamente com o dólar.
Assim como no exterior, o foco dos investidores é o tom esperado para as próximas reuniões, e os analistas começam a se antecipar a novas altas da Selic.
Algumas casas de análise consultadas pelo Broadcast entendem que os juros podem chegar a um patamar de 13,25% até o final de 2022, enquanto outras mais preocupadas com o cenário inflacionário preveem a Selic terminal em 14%.
Agenda do dia
- Estados Unidos: Relatório ADP de empregos no setor privado em abril (9h15)
- Estados Unidos: Balança comercial de março (9h30)
- Brasil: PMI composto e de serviços em abril (10h)
- Estados Unidos: PMI composto e de serviços em abril (10h45)
- Estados Unidos: Estoques de petróleo (11h30)
- Estados Unidos: Decisão do Fomc sobre política monetária (15h)
- Estados Unidos: Coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell (15h30)
- Brasil: BC anuncia decisão do Copom sobre a Selic (após 18h30)
- China: PMI de serviços (22h45)
Balanços de hoje
Após o fechamento:
- BRF (Brasil)
- Suzano (Brasil)
Sem horário:
- CSN (Brasil)
- PetroRio (Brasil)
- Volkswagen (Alemanha)
- Moderna (EUA)
Ibovespa vai dar um salto de 18% e atingir os 190 mil pontos com eleições e cortes na Selic, segundo o JP Morgan
Os estrategistas reconhecem que o Brasil é um dos poucos mercados emergentes com um nível descontado em relação à média histórica e com o múltiplo de preço sobre lucro muito mais baixo do que os pares emergentes
Empresas listadas já anunciaram R$ 68 bilhões em dividendos do quarto trimestre — e há muito mais por vir; BTG aposta em 8 nomes
Levantamento do banco mostra que 23 empresas já anunciaram valor ordinários e extraordinários antes da nova tributação
Pátria Malls (PMLL11) vai às compras, mas abre mão de parte de um shopping; entenda o impacto no bolso do cotista
Somando as duas transações, o fundo imobiliário deverá ficar com R$ 40,335 milhões em caixa
BTLG11 é destronado, e outros sete FIIs disputam a liderança; confira o ranking dos fundos imobiliários favoritos para dezembro
Os oito bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro indicaram três fundos de papel, dois fundos imobiliários multiestratégia e dois FIIs de tijolo
A bolsa não vai parar: Ibovespa sobe 0,41% e renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai a R$ 5,3133
Vale e Braskem brilham, enquanto em Nova York, a Microsoft e a Nvidia tropeçam e terminam a sessão com perdas
Vai ter chuva de dividendos neste fim de ano? O que esperar das vacas leiteiras da bolsa diante da tributação dos proventos em 2026
Como o novo imposto deve impactar a distribuição de dividendos pelas empresas? O analista da Empiricus, Ruy Hungria, responde no episódio desta semana do Touros e Ursos
Previsão de chuva de proventos: ação favorita para dezembro tem dividendos extraordinários no radar; confira o ranking completo
Na avaliação do Santander, que indicou o papel, a companhia será beneficiada pelas necessidades de capacidade energética do país
Por que o BTG acha que RD Saúde (RADL3) é uma das maiores histórias de sucesso do varejo brasileiro em 20 anos — e o que esperar para 2026
Para os analistas, a RADL3 é o “compounder perfeito”; entenda como expansão, tecnologia e medicamentos GLP-1 devem fortalecer a empresa nos próximos anos
A virada dos fundos de ações e multimercados vem aí: Fitch projeta retomada do apetite por renda variável no próximo ano
Após anos de volatilidade e resgates, a agência de risco projeta retomada gradual, impulsionada por juros mais favorável e ajustes regulatórios
As 10 melhores small caps para investir ainda em 2025, segundo o BTG
Enquanto o Ibovespa disparou 32% no ano até novembro, o índice Small Caps (SMLL) saltou 35,5% no mesmo período
XP vê bolsa ir mais longe em 2026 e projeta Ibovespa aos 185 mil pontos — e cinco ações são escolhidas para navegar essa onda
Em meio à expectativa de queda da Selic e revisão de múltiplos das empresas, a corretora espera aumento do fluxo de investidores estrangeiros e locais
A fome do TRXF11 ataca novamente: FII abocanha dois shoppings em BH por mais de R$ 257 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo a gestora TRX, os imóveis estão localizados em polos consolidados da capital mineira, além de reunirem características fundamentais para o portfólio do FII
Veja para onde vai a mordida do Leão, qual a perspectiva da Kinea para 2026 e o que mais move o mercado hoje
Profissionais liberais e empresários de pequenas e médias empresas que ganham dividendos podem pagar mais IR a partir do ano que vem; confira análise completa do mercado hoje
O “ano de Troia” dos mercados: por que 2026 pode redefinir investimentos no Brasil e nos EUA
De cortes de juros a risco fiscal, passando pela eleição brasileira: Kinea Investimentos revela os fatores que podem transformar o mercado no ano que vem
Ibovespa dispara 6% em novembro e se encaminha para fechar o ano com retorno 10% maior do que a melhor renda fixa
Novos recordes de preço foram registrados no mês, com as ações brasileiras na mira dos investidores estrangeiros
Ibovespa dispara para novo recorde e tem o melhor desempenho desde agosto de 2024; dólar cai a R$ 5,3348
Petrobras, Itaú, Vale e a política monetária ditaram o ritmo dos negócios por aqui; lá fora, as bolsas subiram na volta do feriado nos EUA
Ações de Raízen (RAIZ4), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) saltam no Ibovespa com megaoperação contra fraudes em combustíveis
Analistas avaliam que distribuidoras de combustíveis podem se beneficiar com o fim da informalidade no setor
Brasil dispara na frente: Morgan Stanley vê só dois emergentes com fôlego em 2026 — saiba qual outro país conquistou os analistas
Entenda por que esses dois emergentes se destacam na corrida global e onde estão as maiores oportunidades de investimentos globais em 2026
FII Pátria Log (HGLG11) abocanha cinco galpões, com inquilinos como O Boticário e Track & Field, e engorda receita mensal
Segundo o fundo, os ativos adquiridos contam com características que podem favorecer a valorização futura
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
