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A bolsa brasileira tem um dia de pressões, ajustando-se à aversão ao risco vista lá fora na quinta. Futuros dos EUA operam em alta
RESUMO DO DIA: a sexta-feira (17) começa com um tom ameno no exterior: as principais bolsas da Europa sobem perto de 1%, assim como os índices futuros nos EUA. Mas, por mais que o clima seja positivo lá fora, o Ibovespa deve passar por ajustes de baixa, já que, ontem, os mercados globais tiveram perdas intensas — a B3 estava fechada por causa do feriado de Corpus Christi. Ainda no cenário doméstico, os investidores irão repercutir a última decisão do Copom, com alta de 0,5 ponto na Selic, a 13,25%; as curvas de juros de curto prazo tendem a ser ajustadas.
Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados globais hoje, além das principais notícias do dia.
O dólar à vista encerrou o dia em alta de 2,35%, a R$ 5,14
Apesar de a Petrobras (PETR4) dominar o noticiário negativo, as ações da CVC (CVCB3) disparam mais de 10%. Os investidores estão atentos na conclusão da oferta de ações que deve ocorrer na próxima quinta-feira.
As tensões sobre a Petrobras (PETR4) seguem se intensificando ao longo da tarde. O conselheiro que representa os minoritários, Francisco Petros, convocou uma reunião para aprovar um congelamento de preços por 45 dias. Vale ressaltar que o prazo estipulado é menor do que a janela entre os reajustes promovidos pela Petrobras – a gasolina ficou sem alterações no preço por 99 dias.
O mercado internacional vive um dia de forte queda do petróleo. Por volta das 14h, o Brent – utilizado como referência na formação dos preços nas refinarias – recuava cerca de 6%, a US$ 113. A movimentação tem impacto direto em outras petroleiras, como a 3R Petroleum e a PRIO.
Com a aversão ao risco predominando no mercado local, a bolsa brasileira volta a ser negociada nos níveis vistos em novembro de 2020.
A forte queda de 8% da Petrobras é um dos principais fatores de tensão nesta sexta-feira.
Enquanto a bolsa brasileira opera abaixo dos 100 mil pontos, o dia em Wall Street é mais favorável.
O forte ajuste visto ontem, repercutindo a postura mais dura do Federal Reserve, fica de lado nesta sexta-feira. Apesar do Dow Jones e do S&P 500 operarem com altas modestas, o Nasdaq sobe mais de 1%.
Apesar da forte pressão governamental para que a Petrobras (PETR4) evite repassar aos consumidores a alta do barril de petróleo, a estatal acaba de anunciar um novo reajuste para diesel e gasolina.
A partir do dia 18 de junho, o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 4,06 por litro, um aumento de 5,2%. Já o diesel terá um preço médio de R$ 5,61 – alta de 14,2%. Apesar disso, os preços praticados pela Petrobras seguem abaixo da paridade internacional.
Os atritos internos ao redor da Petrobras e seu novo reajuste, além da repercussão negativa vista nos mercados enquanto a B3 esteve fechada, levam o Ibovespa a registrar uma forte queda nesta sexta-feira (17).
Em dia de liquidez mais limitada, o Ibovespa cai mais de 4%.
Com o forte sentimento de aversão ao risco que toma conta do mercado, pouco ações sobem nesta manhã.
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 6,46 | 0,31% |
| TAEE11 | Taesa units | R$ 40,49 | 0,22% |
| ELET6 | Eletrobras PNB | R$ 41,51 | 0,22% |
A forte queda do petróleo no mercado internacional é insuficiente para segurar a cotação das empresas aéreas, pressionadas pela alta do dólar e o novo reajuste realizado pela Petrobras.
A queda do minério de ferro na China também é fator de pressão, derrubando as empresas do setor de mineração e siderurgia.
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 9,57 | -5,90% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 13,43 | -5,36% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 2,41 | -5,49% |
| NTCO3 | Natura ON | R$ 14,26 | -5,69% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 16,91 | -5,74% |
Nesta manhã, as ações da Petrobras são penalizadas pelos ruídos em torno de um novo reajuste no preço do diesel. Embora o conselho da companhia tenha aceitado a nova elevação, o governo e o Congresso condenam a medida.
Nos últimos minutos, o Ibovespa acelerou o ritmo de queda e perdeu o nível dos 100 mil pontos.
Conforme já indicava o índice futuro, o Ibovespa abriu o dia em forte queda, se ajustando ao movimento visto ontem nos mercados internacionais.
Na volta do feriado de Cospus Christs, o principal índice da bolsa recua 1,62%, aos 101.136 pontos.
Entre os juros futuros (DIs), as curvas com vencimento em janeiro de 2023 — portanto, as que refletem as apostas dos investidores quanto à taxa Selic ao fim deste ano — operam em baixa e oscilam ao redor de 13,57%.
O movimento vai em linha com as sinalizações do Copom: a autoridade monetária indicou um novo aumento na Selic na reunião de agosto, “de igual ou menor magnitude” que os 0,5 ponto atuais. Ou seja: a taxa de juros deve ir para 13,50% ou 13,75% — e o mercado está inclinado para a primeira opção.
Veja como estão as principais curvas de juros futuros nesta manhã:
No mercado de câmbio, o dólar à vista abriu o dia em forte alta e chegou a disparar quase 2,5%, batendo R$ 5,14 na máxima. Passados alguns minutos, a moeda americana perdeu parte da força: agora, avança 1,66%, ao patamar de R$ 5,10.
Esse ajuste mais intenso ocorre no contexto do aperto monetário global: o Fed elevou os juros americanos em 0,75 ponto, e o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto.
Com o BC dos EUA pisando no acelerador, o chamado ‘diferencial de juros’ — a subtração entre as taxas brasileiras e americanas — começa a ficar menor, o que tira apelo do mercado doméstico para aportes internacionais. E o incentivo ao fluxo de saída de recursos do país acaba por pressionar a cotação do dólar.
O Ibovespa futuro começou o dia no campo negativo: por volta de 9h05, o índice recuava 1,96%, aos 103.030 pontos, e ia na contramão dos futuros de Wall Street, que operam no azul.
Essa tendência contrária está relacionada aos eventos de ontem: as bolsas globais tiveram quedas intensas — o Nasdaq desabou mais de 4% —, mas a B3 estava fechada por causa do feriado. Sendo assim, o mercado doméstico passa por correções, de modo a se ajustar às baixas vistas na quinta-feira.
Nilson Marcelo, analista técnico da Vitreo, fala sobre uma operação de curto prazo envolvendo os papéis da Light (LIGT3) que pode render lucro de mais de 4%.
Passado o feriado de Corpus Christi, a B3 e os mercados domésticos voltam a funcionar normalmente nesta sexta (17). E a parada foi providencial para a bolsa brasileira: Wall Street e as demais praças globais tiveram perdas expressivas na sessão de ontem, em meio à ressaca pós-Fed e o medo de uma recessão econômica no mundo.
S&P 500 e Nasdaq fecharam em baixa de mais de 3% na quinta-feira, enquanto o Dow Jones foi às mínimas desde janeiro de 2021 — as bolsas da Europa também tiveram um dia bastante negativo. Dito isso, o clima parece ser mais ameno hoje, com um tom ligeiramente positivo no velho continente e nos EUA.
Que timing o dos mercados brasileiros, não? Evitaram o pior e ainda vão surfar a melhora de humor nesta sexta!
Bem, não é tão simples assim. Por mais que a B3 estivesse fechada, os ativos relacionados ao Brasil que são negociados em Nova York tiveram um dia normal — e sentiram o baque da aversão ao risco. O EWZ, principal ETF brasileiro em Wall Street, despencou mais de 4% ontem.
E os recibos de ações (ADRs) de empresas nacionais negociados nos EUA também tiveram um dia ruim, acumulando perdas intensas.
Esses dados são importantes porque, em maior ou menor grau, a bolsa brasileira e suas ações deverão passar por um ajuste nesta sexta, de modo a refletir o desempenho de ontem dos ativos domésticos em Wall Street. Ou seja: por mais que o clima lá fora esteja melhor, o Ibovespa tende a sentir um tranco.
Isso não quer dizer que o dia esteja condenado por aqui: esse ajuste negativo pode ser suavizado ao longo da sessão, de acordo com o humor dos investidores domésticos e internacionais — dados econômicos e notícias políticas também podem fazer preço.
Mas, ao menos na abertura, é razoável esperar que uma pressão vendedora se faça presente nesta sexta.
Confira o que deve movimentar o dia para a bolsa, o dólar e os demais mercados.
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