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A semana deve ser marcada por cautela, envolvendo temores em relação à inflação e as movimentações dos BCs pelo mundo. No Brasil, ata do Copom e RTI ficam no radar
Um dos principais arcos da novela que compõem a bolsa brasileira deve se encerrar esta semana, queiram os envolvidos ou não. Nesta terça-feira (22) encerra-se o prazo para a votação da MP que viabiliza a privatização da Eletrobras, com as discussões acaloradas em torno dos “jabutis” da medida.
Na última sessão do Senado, houve uma mudança de última hora no texto e os parlamentares não chegaram a um acordo. Além disso, o maior uso de termelétricas para gerar energia deve encarecer a conta de luz para o próximo ano, de acordo com especialistas do setor.
A medida precisa ser aprovada pela Câmara até amanhã.
E está marcado ainda para esta semana a divulgação da terceira prévia do PIB do primeiro trimestre dos Estados Unidos. O país deve divulgar seus dados econômicos na quinta-feira (25), junto com o teste do estresse bancário.
Por fim, chegando ao final de semana, novos dados de inflação devem voltar a movimentar os negócios. Na sexta-feira (26) o IBGE divulga o IPCA-15 de junho, apontando o índice de preços brasileiro nos primeiros quinze dias do mês.
Já nos Estados Unidos, dados do índice de preços ao consumidor (PCE, em inglês) também devem movimentar os negócios no último dia da semana. O avanço da vacinação e a retomada das atividades pressionam a inflação e influenciam diretamente na política monetária dos Bancos Centrais.
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Na terça-feira também teremos a divulgação da ata do Copom, que trará maiores detalhes sobre a visão da instituição no andamento da economia nacional. E na quinta-feira deve ser divulgado o Relatório Trimestral da Inflação (RTI), que trará não apenas um resumo dos três primeiros meses, mas projeções para os próximos.
Esse relatório ajuda as entidades do mercado a estimar projeções e perspectivas, tanto de medidas a serem tomadas, quanto da própria inflação.
No início da manhã desta segunda-feira (21), os principais índices asiáticos encerraram o pregão de maneira mista, reagindo às falas de um dos dirigentes do Fed na última sexta-feira (18) sobre a compra de ativos e retirada de estímulos, que deve acontecer ainda em 2022.
Enquanto isso, os principais índices da Europa tentam se recuperar do tombo da última semana e operam em leve alta, mas de olho nas preocupações com o Fed.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para um pregão de alta, apesar dos temores envolvendo a retirada de estímulos antes da hora por parte do BC americano.
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