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A mitologia da bolsa brasileira é povoada por personagens lendários: grandes bancos, Vale e Petrobras ocupam seus postos entre as divindades do Olimpo; Ambev, B3 e Magalu, com sua vastidão colossal, fazem companhia aos titãs; siderúrgicas, Weg e outras tantas despontam entre os semideuses.
Há personagens trágicos: Smiles e Multiplus tentaram voar para perto do Sol, mas tiveram suas asas queimadas; as empresas X, de Eike Batista, apaixonaram-se pela própria imagem — e quase todas tiveram o mesmo destino de Narciso.
E há a Cielo, que parecia destinada à glória com sua força sobre-humana no segmento de maquininhas de cartão. Mas, após uma série de infortúnios, a companhia agora se vê numa posição difícil — e precisa realizar alguns trabalhos para tentar retornar ao panteão das figuras míticas.
Alinhar o interesse dos acionistas, acelerar a transformação digital, aumentar a oferta de serviços, recuperar as margens e reconquistar a confiança do mercado são algumas das tarefas árduas que a Cielo terá que vencer.
E tudo isso sem descuidar dos rivais: Stone, PagSeguro, GetNet e outras querem roubar o brilho da companhia que já foi uma das mais admiradas da bolsa.
Pois a Cielo tem uma nova liderança para conduzi-la nesse desafio: Gustavo Henrique Santos de Sousa substituirá Paulo Caffarelli na presidência da empresa. O Renato Carvalho e eu listamos os trabalhos de Hércules a serem enfrentados pelo novo CEO — a análise completa está nessa matéria.
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