Weg não cansa de surpreender e registra alta de 48,3% do lucro no 4º tri
Continuidade na melhora da atividade econômica, em especial no Brasil, manteve elevada a demanda por produtos

A Weg (WEGE3) justificou novamente no quarto trimestre a alcunha de “empresa à prova de crise”, ao reportar resultados acima do consenso do mercado, puxados principalmente pela demanda do mercado interno e colhendo os frutos dos esforços de controle de custos e eficiência operacional.
A companhia de Jaraguá do Sul, no interior de Santa Catarina, especializada em motores e equipamentos para o setor elétrico, fechou os últimos três meses de 2020 com um lucro líquido de R$ 742,2 milhões, um aumento de 48,3% em relação ao mesmo período de 2019.
O resultado superou a média das estimativas dos analistas que acompanham a empresa coletadas pela Bloomberg, de R$ 539 milhões. No acumulado de 2020, a Weg registrou lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, alta de 45%.
O resultado, junto com a notícia de que o conselho de administração aprovou uma proposta de desdobramento das ações, impulsionou os papéis no pregão desta quarta-feira (24), que fecharam em alta de 3,63%, a R$ 86,70.
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Demanda aquecida
A Weg informou que a retomada da atividade econômica do país observada desde o terceiro trimestre manteve elevada a demanda pelos seus produtos, contribuindo para a melhora em áreas de negócios como motores comerciais e appliance e tintas e vernizes, divisões com predominância de equipamentos de ciclo curto.
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O ciclo curto também se destacou no mercado externo. A recuperação deste segmento continua lenta, mas em ritmo constante desde o final do segundo trimestre.
No caso das áreas ligadas a ciclo longo, as divisões de equipamentos eletroeletrônicos industriais e geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) também apresentaram boa evolução no Brasil em relação ao trimestre passado, especialmente com equipamentos para áreas como papel & celulose, mineração, óleo & gás e geração e transmissão de energia.
Já no mercado externo, a Weg ainda enfrentou volatilidade, principalmente na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, o que acabou reduzindo o ritmo de crescimento, resultando na queda da receita consolidada em moedas locais.
Foi nestas circunstâncias que a Weg fechou o quarto trimestre com um aumento de 29,4% da receita operacional líquida, em base anual, a R$ 4,9 bilhões. O consenso dos analistas era de R$ 4,7 bilhões. A receita do mercado externo, medida em dólares, apresentou queda de 5,5%.
Ebitda e caixa
A Weg fechou o quarto trimestre com um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 981 milhões, alta de 47,2% em base anual, com a margem indo de 17,6% para 20,1%. A expectativa era de um Ebitda de R$ 771 milhões no quarto trimestre.
Segundo a companhia, o desempenho é “reflexo da racionalização de custos e de despesas”, junto com “a melhora da margem nas operações de ciclo longo e em algumas operações importantes no exterior”.
As despesas de vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 589,4 milhões, aumento de 19,1%, mas a empresa destacou que, em relação à receita, elas representaram 12,1%, 1,0 ponto percentual menor em relação ao quarto trimestre de 2019.
Já os custos subiram 25,1%, para R$ 3,3 bilhões, diante da retomada das operações. Mas a margem bruta melhorou, subindo de 30,3% para 32,6%.
Ela divulgou ainda que fechou 2020 com uma geração de caixa nas atividades operacionais de R$ 3,9 bilhões, avanço de 106%, diante do crescimento do resultado operacional e a menor necessidade de capital de giro.
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