Vivara (VIVA3) cresce e pode avançar sobre meios de pagamentos e logística
Assunto “M&A” (fusões e aquisições, pela sigla em inglês) já vinha dominado reuniões com investidores nas reuniões antes da estreia na B3, em 2019
A Vivara (VIVA3), que cresceu em meio à pandemia, discute internamente a realização de aquisições, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Otavio Chacon Lyra.
"O setor é dominado por empresas familiares, em um mercado muito fragmentado. Isso está no radar de todos, incluindo investidores financeiros. De qualquer ângulo, a consolidação faz sentido", disse o executivo.
Lyra diz que a as aquisições podem ser de joalherias, mas também se estender a áreas como meios de pagamentos e logística. A empresa nunca fez uma aquisição.
O assunto "M&A" (fusões e aquisições, pela sigla em inglês) já vinha dominado reuniões com investidores nas reuniões antes da estreia na B3, em 2019.
A negociação com a HStern, por exemplo, chegou a ir para a mesa, mas não avançaram significativamente, segundo fontes.
Leia também:
Expansão da rede física da Vivara (VIVA3) deve continuar
Apesar da expectativa do mercado, o presidente da companhia, Paulo Kruglensky, diz que a companhia tem um forte potencial de crescimento e que a expansão da rede física vai continuar.
Leia Também
Apenas no segundo trimestre deste ano foram abertas 16 lojas; em julho, vieram mais 8. "A expansão potencial da Vivara é muito grande. A participação em shoppings ainda tem muito a crescer", disse.
Outra importante via que vem sendo explorada é da Life, focada em prata, que se tornou uma operação independente.
Com um tíquete mais baixo do que o das joias em ouro, a Life atraiu os jovens, que costumam comprar com mais frequência.
VÍDEO: Amazon (AMZO34) e Alpargatas (ALPA4): hora de comprar?
Por que a empresa cresce
Uma das razões para a Vivara (VIVA3) ter crescido é que com a pandemia a classe A deixou de gastar com viagens internacionais, direcionando a renda para outros produtos de valor agregado.
O presidente da Sociedade Brasileiro de Consumo e Varejo (SBCV), Eduardo Terra, disse que a Vivara entrou na pandemia bem estruturada após o IPO.
A empresa, segundo ele, aproveitou um momento em que a cesta de consumo dos mais ricos mudou com a restrição de viagens internacionais. Segundo Terra, além disso, a Vivara se digitalizou rapidamente.
O terceiro fato que ajudou o negócio durante o isolamento foi um ambiente em que os competidores diretos enfrentam dificuldades - deixando o caminho livre para que ela ganhasse terreno -, disse o especialista.
Em seu balanço, a empresa fundada há 40 anos por Nelson Kaufman diz dominar 14,7% do setor no País, bem à frente das rivais mais próximas. A estimativa é de que a dinamarquesa Pandora e a HStern tenham cerca de 2% de participação cada.
2º trimestre da Vivara
No segundo trimestre, a Vivara viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo. Em um ano, a empresa diz que seu domínio de mercado avançou 3 pontos porcentuais.
A rentabilidade medida pela margem bruta do trimestre atingiu 68,0%, com expansão de 0,5 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado foi reflexo de uma "adequada composição de estoques em todas as categorias, combinada com a correta política de precificação", de acordo com a empresa.
Segundo a Vivara, a margem líquida foi de 22,6% no segundo trimestre, 23,8 p.p. acima se comparado ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida apresentou uma expansão de 163,0%, na base anual, a R$ 361,9 milhões.
As vendas digitais foram responsáveis por 17,3% da receita total do trimestre - a parcela correspondeu a R$ 78,9 milhões (valor bruto) -, "mantendo o novo patamar de penetração atingido no ano passado", disse a empresa.
Quanto ao mix de vendas, o destaque do segundo trimestre foi a categoria de joias, com o produto correspondendo a uma fatia maior das vendas do e-commerce e aumento de preços.
A Vivara (VIVA3) registrou expansão de 5,8% nas vendas das lojas físicas, mesmo com a operação ainda comprometida pelas restrições de fluxo de clientes nos shoppings. A retomada foi gradual ao longo dos meses.
A receita de lojas físicas representou 82,1% da receita total no segundo trimestre, contra 35,0% do mesmo período do ano passado, quando as restrições por causa da pandemia foram maiores. O valor bruto da receita das lojas físicas correspondeu a R$ 374,9 milhões.
Ações VIVA3 estão baratas?
Única representante do setor de joias na Bolsa, a Vivara acumula alta de 24% na bolsa desde a sua estreia, em outubro de 2019. Entre cinco casas, quatro recomendam a compra das ações (VIVA3) da companhia.
A mediana do preço-alvo para os papéis é de R$ 36, de acordo com dados reunidos pelo TradeMap. As ações da companhia eram negociadas a R$ 29,86 na sexta-feira. Veja como foi o dia dos mercados.
*Com informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master
A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
O órgão aprovou, sem restrições, a entrada de um novo acionista na Azul, liberando a aquisição de participação minoritária pela United Airlines. A operação envolve um aporte de US$ 100 milhões, ocorre no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos
EMAE desiste de compra de debêntures da Light (LIGT3) e rescinde acordo com BTG Pactual; entenda o motivo
O acordo havia sido firmado em setembro de 2025, mas ainda dependia da aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações
Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3
Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos
Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025
Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro