UBS prevê queda nos preços de minério de ferro e rebaixa Rio Tinto
Para os analistas, problemas com oferta no Brasil, intensificados pela pandemia, e atuação do governo chinês devem pressionar cotação do insumo

Não faz muito tempo que o grande debate nos mercados era sobre se haveria um novo superciclo das commodities.
Mas analistas do UBS agora sinalizaram o oposto, rebaixando a ação da gigante da mineração Rio Tinto de neutro para venda, sob a justificativa de que o preço minério de ferro está se aproximando de um ponto de inflexão.
[captacao]
As cotações subiram de US$ 80 a tonelada em 2019 para cerca de US$ 220, mas analistas liderados por Myles Allsop projetam que elas podem cair até 50%.
Problemas de oferta no Brasil, primeiro causados pelo desastre da barragem de Brumadinho (MG) e depois exacerbados pela pandemia de covid-19, estão sendo revertidos, de acordo com os especialistas do banco suíço.
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Além disso, a China atua para conter a valorização das commodities, incluindo o aço, vendendo reservas domésticas e pressionando agentes do setor a não elevarem os preços.
Os analistas apontam ainda que os estoques de minério de ferro no país asiático estão em alta. De acordo com a análise, a longo prazo, a capacidade latente das principais empresas do setor, incluindo Vale, Rio Tinto e BHP, aumentará ainda mais a oferta.
A China também está propondo maior uso de sucata de aço, e a construção de uma rodovia na Guiné deve tornar o país africano um exportador de minério de ferro até o fim da década.
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