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Banco suíço, que rebaixou recomendação de "compra" para "neutro", vê um cenário difícil para as construtoras nos próximos meses por causa da alta da inflação e da taxa básica de juros

As ações da Cyrela (CYRE3) apareceram entre as maiores baixas do pregão desta quinta-feira (23), em um reflexo de um relatório divulgado pelo Credit Suisse. O banco atualizou sua recomendação para as ações de "compra" para "neutro" e reduziu o preço-alvo de R$ 32 para R$ 25.
Os papéis da construtora fecharam em queda de 4,33%, cotados a R$ 19,43, acumulando uma baixa de 20% desde maio. Para o Credit, o desempenho não representa uma oportunidade para o investidor por conta do cenário macroeconômico.
O banco suíço vê um cenário difícil para as construtoras nos próximos meses, por causa da alta da inflação e da taxa básica de juros no Brasil: a Selic está em 6,25%, e a inflação deve chegar à casa dos 10%, segundo agentes do mercado - inclusive o próprio Credit Suisse.
"Não vemos razões para ânimo ainda [com o setor de construção]”, diz o banco em trecho do relatório. Mas a projeção dos analistas para 2022 é de que o lucro por ação das construtoras cresça em até 9% no ano.
O relatório indica otimismo em relação às moradias de baixa renda e às de classe média, tendo em vista que essa população tem a possibilidade de tomada de crédito mais barato. O banco também cita a pressão dos custos dos materiais de construção e a mão de obra limitada.
O mercado coloca o preço-alvo para as ações da Cyrela (CYRE3) a R$ 31,50, de acordo com a mediana dos dados reunidos pela plataforma TradeMap. 10 entre 11 casas de análise recomendam compra para os papéis.
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Após a temporada de balanços do segundo trimestre, a XP, por exemplo, colocou a empresa em um "pódio" de incorporadoras. Segundo a casa, a “contribuição de projetos mais lucrativos compensou o aumento do custo de construção”.
Com um lucro líquido de R$ 267 milhões no período, que superou em 10% as expectativas da corretora, a Cyrela (CYRE3) trouxe resultados considerados fortes no trimestre. As margens brutas também foram “melhores e mais fortes” do que estimavam os analistas.
“Além disso, o desempenho mais forte de suas Joint Ventures também ajudou o lucro líquido a superar nossas estimativas para o trimestre”, disseram os analistas.
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