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DIVISÃO DE BENS FEITA

Sai o divórcio definitivo entre Itaú (ITUB4) e XP; BDRs da corretora estreiam segunda-feira na B3

O fim do casamento entre as empresas foi motivado por uma decisão do Banco Central que proibiu o banco de comprar o controle da corretora

Foto mostrando dois homens olhando para o logo da XP (XPBR31) numa parede
XP - Imagem: Divulgação/XP

O passo final para um dos divórcios mais esperados do mercado financeiro brasileiro foi concluído na noite desta sexta-feira (1). Os acionistas aprovaram, em assembleias das duas companhias, a fusão entre a XP e XPart — empresa que “herdou” a participação do Itaú (ITUB4) na corretora.

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A proporção de troca acordada é de uma ação da XP para cada 43,3 ações da XPart, que será extinta. Os acionistas controladores de Itaú, Itaú Unibanco Participações (Iupar) e Itaúsa, além dos titulares de ADRs, receberão ações Classe A da XP. 

Além disso, Itaúsa e Iupar passaram a ser parte do acordo de acionistas da corretora. Na prática, isso significa que ambas terão direito de indicar membros ao conselho de administração e Comitê de Auditoria da XP.

Já os demais acionistas ficarão com BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de emissão da corretora — listada na norte-americana Nasdaq — que começarão a ser negociados na próxima segunda-feira (4) sob o ticker XPBR31. Com o movimento, cerca de 90 milhões de ativos da empresa passarão a ser operados, marcando o maior volume de BDRs de uma única companhia na Bolsa.

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O que levou à separação?

O fim do casamento entre XP e Itaú foi motivado por uma decisão do Banco Central que proibiu o banco de comprar o controle da corretora. Vale relembrar que a união foi firmada em 2017, com a compra de 49,9% da XP, avaliada em cerca de R$ 12 bilhões na época. 

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Depois do IPO, o Itaú passou a deter 46,05% do capital da XP. Em dezembro do ano passado, no início do processo de separação, o banco vendeu uma fatia de 5%, o que já quase resultou no valor investido em metade da empresa, com a arrecadação de aproximadamente R$ 5 bilhões.

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