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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

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Quem ganha com a compra da Mosaico (MOSI3) pelo Banco Pan (BPAN4)? Os dois e também o BTG Pactual (BPAC11), diz o Itaú BBA

A instituição, que controla 75% do Banco Pan e também detém 13% da Mosaico, pode capturar o potencial de alta em ambos os lados do negócio

Larissa Vitória
Larissa Vitória
4 de outubro de 2021
17:54
montagem mostra dois homens de negócios apertando as mãos para celebrar a compra da Mosaico pelo Banco Pan
Banco Pan compra a Mosaico, dona do Buscapé - Imagem: Montagem Andrei Morais/Shuttersstock/eamesBot

Uma negociação anunciada no final de semana movimentou o mercado financeiro nesta segunda-feira (4). O Banco Pan (BPAN4) comunicou, no fim da noite de ontem, a incorporação da Mosaico (MOSI3) e viu suas ações recuarem 10,63% hoje, enquanto a dona do Buscapé saltou 5,55% no pregão.

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Apesar dos movimentos drasticamente distintos dos papéis, analistas do Itaú BBA indicam que a operação — que será realizada via troca de ações — será positiva para as duas empresas.

“O movimento é altamente estratégico e agrega valor para o Pan, ao mesmo tempo em que beneficia os acionistas da Mosaico”, diz o relatório assinado pela equipe de serviços bancários e financeiros do banco de investimentos.

De acordo com a negociação, os acionistas da Mosaico terão direito a uma fração de 0,8 ação do banco Pan para cada ação que detiverem da empresa de tecnologia.

A mente por trás do acordo

Além das duas companhias, uma terceira figura também deve sair ganhando com o negócio: o BTG Pactual (BPAC11). A instituição controla, desde que comprou a fatia da Caixa, 75% do Banco Pan, e também detém 13% da Mosaico.

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Dessa forma, o documento destaca que o “potencial de alta de ambos os lados do acordo” pode ser capturado pelo banco de investimentos. 

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Questionados por investidores se o BTG é a mente por trás da operação, os analistas comentam que não há danos para os sócios minoritários do Banco Pan — cujo perfil dos clientes é mais próximo aos da Mosaico — nem mesmo neste cenário.

“Preferimos esse caminho ao BTG assumir o controle da Mosaico e depois vender seus serviços para o Pan”, esclarecem.

Mosaico voltará a ganhar tração?

A notícia também é particularmente boa para a plataforma de comparação de preços, que viu suas ações tombarem 35% desde o IPO em fevereiro, contra uma queda de 6% do Ibovespa. Aliás, antes da combinação com o Banco Pan, o Itaú BBA havia rebaixado a recomendação para os papéis MOSI3 de compra para neutro e reduziu o preço-alvo em 67%, para R$ 13.

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Entre os principais desafios da empresa, os analistas citaram a dificuldade em identificar o perfil de tráfego nos sites. Suas plataformas, com 22 milhões de usuários mensais, também têm sofrido com a concorrência dos portais de cashback.

“O Pan pode mudar o jogo a esse respeito: ele começará a canalizar clientes identificados de seu próprio aplicativo, enquanto adicionam seus próprios produtos financeiros, que provavelmente aumentarão os níveis de engajamento”, destacam.

Além disso, o Itaú BBA espera que, com sua base de clientes de rápido crescimento — atualmente em 12,4 milhões de contas —, o banco atraia ainda mais vendedores e melhore a taxa de aceitação das plataformas, “criando um ciclo positivo de tráfego”.

Vale relembrar que o banco de investimentos mantém sua recomendação de compra para os papéis BPAN4, com preço-alvo de R$ 27 para 2022.

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