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Lucro líquido cai e fica abaixo do esperado por analistas, mas outros pontos, como alta rotatividade nos planos de saúde, também incomodam os investidores
Depois do balanço divulgado na noite desta terça-feira (10), as ações da Qualicorp (QUAL3) recuaram com força no pregão desta quarta-feira (11) e fecharam em baixa de 15,57%, a R$ 20,50, maior queda do Ibovespa no dia
Os dados do segundo trimestre da empresa vieram piores do que o esperado pelo mercado. O lucro líquido de R$ 90,4 milhões foi 28% inferior ao resultado do mesmo período de 2020 e veio 27% abaixo do esperado pelo BTG Pactual, que rebaixou o preço-alvo da ação da companhia.
A receita líquida, por sua vez, somou R$ 517,2 milhões no trimestre, um avanço de 7% na comparação anual. Por fim, o EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) totalizou R$ 145,3 milhões, queda de 14% na base anual e de 7% na passagem do trimestre.
E em se tratando de números, o principal braço da Qualicorp, a Affinity, que responde por 90% da receita total da companhia, apresentou dados positivos, mas que precisam ser sazonados e observados com cautela.
O maior problema que a empresa enfrenta no momento é a alta rotatividade de clientes. Enquanto foram somadas 132 mil novas vidas à cobertura da Qualicorp, a rotatividade bruta ficou em 138 mil clientes, ofuscando o crescimento orgânico e dificultando o futuro da empresa.
A alta nos preços dos planos de saúde no início do ano é um dos fatores que explicam esses cancelamentos. Apesar disso, a empresa atingiu a meta de adição líquida entre 40 a 45 mil segurados por mês.
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Os resultados não decepcionaram apenas o BTG. Em seu relatório, o banco suíço UBS disse: a Qualicorp “ainda não chegou lá”. Confira:
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