O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com IPO no radar, aplicativo segue a trilha aberta pelo chinês WeChat e acelera crescimento com novos serviços e a contratação de pesos-pesados do mercado
Houve um tempo em que Anderson Chamon conhecia pelo nome todos os usuários do PicPay. Mas isso não se deve a um dom especial de memorização, e sim ao fato de o aplicativo criado por ele e dois amigos em Vitória (ES) ter demorado a engrenar.
Lançada no fim de 2012, a carteira digital que surgiu como uma forma de facilitar os pagamentos entre amigos só começou a ganhar tração três anos depois. “A gente pensou que o negócio iria explodir, mas o foguete caiu para o lado”, disse Chamon, que recordou os primeiros e difíceis tempos do aplicativo durante uma entrevista por videoconferência ao Seu Dinheiro.
O foguete pode ter levado algum tempo para decolar, mas acabou ganhando a órbita. O PicPay não só entrou na rota do crescimento exponencial como acaba de alcançar a impressionante marca de 50 milhões de usuários — sendo 39 milhões deles ativos.
O avanço também é notável se considerarmos que a empresa encerrou o ano passado com 38,8 milhões de usuários cadastrados. Ou seja, mantido o ritmo dos três primeiros meses, o app pode se aproximar do patamar de 80 milhões de pessoas no fim de 2021.
Chamon compara o crescimento a uma longa estrada, na qual cada marca, incluindo a dos 50 milhões de usuários, funciona como uma placa de quilometragem. E qual seria o destino dessa rodovia?
“Nosso objetivo é impactar a vida de todos os brasileiros, ou pelo menos todos que sejam capazes de baixar o aplicativo.”
Leia Também
O fundador do PicPay não fala de projeções nem de prazos, mas falou de um número que classificou como um "sonho": chegar ao patamar dos 120 milhões de usuários.
O forte crescimento recente do aplicativo foi impulsionado pela pandemia — que estimulou as transações online, incluindo os pagamentos — e por uma campanha agressiva de marketing que incluiu até o disputado espaço do Big Brother Brasil.
Antes disso, o PicPay já vinha ganhando espaço nos celulares dos brasileiros por meio de parcerias com estabelecimentos comerciais, programas de "cashback" e recompensas aos usuários — cada indicação rende um crédito na conta do "promotor".
O dinheiro para financiar a expansão vem dos controladores. O PicPay recebeu um investimento em 2015 do Banco Original e hoje é controlado pela J&F Participações, a holding que reúne os investimentos da família Batista, da JBS.
O aplicativo ainda ganhou um empurrão recente — e até certo ponto inesperado — com a entrada em operação do PIX, a plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central. Em vez de ser uma ameaça, como se podia imaginar à primeira vista, o sistema acabou facilitando o trabalho dos usuários de transferir dinheiro para a carteira digital.
Se antes Chamon conhecia de perto os usuários, hoje já não faz mais sentido falar em um perfil de quem acessa o aplicativo. “Conforme a gente cresce, mais a base fica parecida com a da própria população brasileira.”
O número atual de usuários já coloca o PicPay bem à frente de fintechs badaladas como o Nubank e mesmo grandes bancos, como o Santander Brasil. A ambição da empresa, contudo, não é apenas concorrer na mesma arena das instituições financeiras.
Chamon não gosta de usar o termo “super app”, que para ele ficou banalizado. Mas diz que a pretensão do PicPay é se tornar uma versão ocidental do WeChat, o aplicativo pelo qual os chineses fazem praticamente tudo, da troca de mensagens a compras e transações bancárias.
Uma das novas funcionalidades do PicPay, inclusive, é a troca de mensagens instantâneas, ao estilo WhatsApp. “A gente sempre acreditou na combinação de social e dinheiro, as relações sociais são muito envolvidas com dinheiro”, disse Chamon, que hoje é o vice-presidente responsável por produtos e tecnologia da plataforma.
Em meio ao crescimento de usuários e dos serviços disponíveis, a empresa se prepara para um passo ainda maior com uma oferta pública inicial de ações (IPO).
Eu questionei o fundador do PicPay sobre o assunto, mas ele disse que não poderia comentar nada sobre o IPO. No mercado, porém, a ampla expectativa é que a abertura de capital aconteça ainda no primeiro semestre, na bolsa norte-americana Nasdaq.
E quanto pode valer o PicPay? Em um relatório recente, a Empiricus avaliou o aplicativo em impressionantes US$ 35 bilhões (quase R$ 200 bilhões, no câmbio atual), tendo como base de comparação um valor de mercado por cliente equivalente ao do Nubank e do Banco Inter.
O desafio agora é fazer com que o crescimento da base seja acompanhado do aumento do volume de transações realizadas pelo aplicativo. Em 2020, o chamado TPV atingiu R$ 36,6 bilhões.
Chamon não revelou projeções para este ano, mas uma estimativa com base no resultado anualizado de dezembro aponta para R$ 50 bilhões em transações. Mas esse é apenas um “chute” educado e conservador, já que o lançamento das novas funcionalidades deve turbinar o dinheiro que passa pela plataforma.
O aplicativo já oferece crédito pessoal, com uma base pré-aprovada de 14 milhões de pessoas. Mas quem estiver em busca de dinheiro emprestado tem como opção recorrer a outro usuário, com o sistema de P2P lending lançado recentemente.
O PicPay também deu um passo importante para ampliar as transações fora do aplicativo com o lançamento de um cartão de crédito que chegou a 5 milhões de unidades emitidas.
Outra grande aposta da fintech é no comércio eletrônico. O app conta com uma loja virtual aberta para qualquer parceiro se conectar. É como uma plataforma aberta, aliás, que o PicPay espera ser visto.
Ainda que concorra com os bancos nos serviços financeiros, a empresa quer ser vista também como um “marketplace” financeiro, no qual as instituições possam se plugar para ofertar seus produtos.
Para acelerar todas essas iniciativas, a empresa reforçou o time de executivos com pesos-pesados do mercado. Para tocar a vice-presidência de serviços financeiros, a companhia contratou recentemente Eduardo Chedid, que comandava a bandeira de cartões Elo. Tanto Chamon como Chedid hoje estão subordinados a José Antonio Batista, CEO do PicPay.
Entre as contratações recentes também estão Guilherme Telles, responsável por trazer a Uber para o Brasil em 2014, e Adriano Navarini, que comandava o SafraPay, empresa de meios de pagamento do Safra. Dentro da preparação para o IPO, a empresa trouxe André Cazotto, que estava na PagSeguro, para o cargo de diretor de relações com investidores.
A expansão da fintech também tem uma característica particular: ocorreu sem nenhuma aquisição. O fundador do PicPay disse que não foi algo premeditado. “Acompanhamos de perto muitas coisas, mas até agora não fomos muito agressivos em aquisições.”
Ele não descartou, porém, uma mudança nessa postura, desde que aquisições encurtem o caminho dentro da estratégia da empresa.
Ao mencionar as pretensões de tornar o PicPay o "WeChat ocidental", Chamon destaca outro desejo: ampliar as operações para fora do país. Mas essa por enquanto é apenas uma aspiração da companhia. “Não gastamos um segundo do nosso tempo hoje pensando em expandir para o exterior, o mercado e os desafios por aqui ainda são muito grandes.”
Assim como outras empresas de tecnologia em forte ritmo de crescimento, o PicPay opera no vermelho. O prejuízo no ano passado — o primeiro desde que a empresa recebeu a licença para atuar como instituição de pagamento — foi de R$ 275 milhões.
Chamon disse que o resultado é fruto da expansão e que a companhia já opera com margens positivas, tirando os investimentos no crescimento da plataforma. “O PicPay está pronto para dar lucro”, afirmou.
Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos
Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas
Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro
Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo
Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição
A varejista espera que o cancelamento de registro na SEC se concretize em 90 dias
O processo para se tornar microempreendedor individual é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela internet
Depois de perder cerca de 90% de valor em poucos dias, as ações da Azul afundaram sob o peso da diluição bilionária e do Chapter 11. Especialistas explicam por que o tombo não significa colapso imediato da empresa, quais etapas da recuperação já ficaram para trás e os riscos que ainda cercam o futuro da companhia
Companhia é a top pick no setor de educação para o Santander em 2026; banco divulga relatório com as expectativas e lista suas apostas para o ano
A acusação de assistentes virtuais de IA é de que os Novos Termos do WhatsApp irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa, garantindo um monopólio à Meta AI
Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações
Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026
A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo
Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças
A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração
Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h
O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta
Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações
Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027
Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades