Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-04-07T12:36:17-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Fintech x bancos

200 anos em 10? Nubank pode virar maior banco do país em clientes em 2023

Com 33 milhões de usuários no fim de 2020, o Nubank já deixou o Santander Brasil comendo poeira e pode alcançar o bicentenário Banco do Brasil em 2023, quando completa uma década de vida, de acordo com a XP

7 de abril de 2021
12:10 - atualizado às 12:36
NuBank Comemoração
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Criado em 2013 a partir de um investimento de US$ 3 milhões e a ideia de um cartão de crédito roxo na cabeça, o Nubank pode atingir um feito inimaginável até bem pouco tempo atrás: deixar para trás os gigantes do setor bancário e se tornar a instituição com maior número de clientes do país. Tudo isso com apenas uma década de vida.

As projeções foram feitas pela XP, em um detalhado relatório que trata do avanço das novas empresas de tecnologia financeira (fintechs) sobre os bancos tradicionais.

Com 33 milhões de usuários no fim de 2020, o Nubank já deixou o Santander Brasil comendo poeira. A unidade local do banco espanhol encerrou o ano passado com 28 milhões de clientes, de acordo com os dados compilados pela XP.

“À medida que o banco aumenta sua base de clientes em mais de 1 milhão de clientes por mês (7 milhões de clientes no 2S20 vs. quase estabilização dos operadores históricos), o Nubank deve atingir o líder de mercado de 200 anos no seu décimo ano de vida”, escreveram os analistas Marcel Campos e Matheus Odaguil, que assinam o relatório.

O líder de mercado, no caso, é o Banco do Brasil. A instituição fundada em 1808 após a vinda da família real portuguesa para o país contava com 74 milhões de clientes no ano passado.

O crescimento acelerado do Nubank ocorre ainda sob uma base muito menor de custos. A fintech não possui nenhuma agência física e conta com um quadro de menos de 4 mil funcionários, contra uma rede da ordem de 4 mil pontos de atendimento e mais de 90 mil empregados dos maiores bancos.

E qual a receita para o avanço do Nubank? Aparentemente, fazer o mesmo que os bancos tradicionais, só que muito melhor e mais barato para os clientes. O índice de satisfação dos detentores do cartão roxo, medido pelo NPS (Net Promoter Score) era de 87 em 2019, contra apenas 23 da média do setor bancário.

Além do crescimento na base de clientes, o Nubank já tem uma representatividade considerável no mercado de crédito, uma das grandes barreiras históricas para os concorrentes dos bancões.

A empresa conta com uma participação de mercado de 4% em empréstimos rotativos com cartão de crédito e de 5% no volume total de pagamentos (transações com cartão), segundo o relatório da XP. “A fintech já está avançando em outros mercados, como crédito, investimentos e seguros, ampliando a ameaça ao setor”, escreveram os analistas.

Leia também:

E o lucro?

O Nubank conseguiu todos esses feitos com outra característica bem peculiar: jamais deu um centavo de lucro. No ano passado, o prejuízo da fintech até diminuiu, mas ainda assim ficou em R$ 230 milhões.

O avanço da empresa vem sendo financiado durante todo esse período por aportes de investidores, como fundos de investimentos estrangeiros.

O Nubank justifica os sucessivos prejuízos como "dores do crescimento". Ou seja, a base de clientes aumenta em um ritmo mais rápido do que o tempo necessário para que eles gerem lucro para a empresa.

Ainda assim, parte do mercado ainda se questiona se o Nubank seria capaz de sobreviver com as próprias pernas sem a entrada de dinheiro novo.

Falta de recursos, contudo, não deve ser um problema. No início deste ano, a companhia recebeu um aporte de US$ 400 milhões e foi avaliada em US$ 25 bilhões, o que tornou a fintech mais valiosa que a própria XP.

A avaliação do Nubank colocou David Vélez, um dos fundadores da fintech, na lista de novos bilionários da revista Forbes.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: impasse dos precatórios deve pressionar bolsa hoje antes dos dados do varejo nos EUA

Além disso, no radar ficam o risco fiscal antes da eleição de 2022 e os dados da economia dos Estados Unidos, com destaque para os pedidos de auxílio-desemprego

NA B3

Ações do setor de saúde foram as que menos sofreram em agosto

Levantamento da Teva Índices mostra que os papéis do comércio e da construção foram os mais castigados no mês passado

NÃO AGRADOU

IBP critica mudanças regulatórias na venda de combustíveis

Representante das grandes distribuidoras de combustíveis defende manutenção do modelo de exclusividade no mercado de revenda de derivados de petróleo

Tempo de entrega menor

Randon terá linha férrea própria no interior de SP

Linha férrea partirá de dentro da fábrica e percorrerá 1,5 km transportando vagões, reboques e semirreboques a um ramal principal na mesma cidade; expectativa é de que a obra fique pronta em 2023

Entrevista exclusiva

Após vender Hortifruti para Americanas, Partners Group quer investir US$ 300 milhões e lançar fundo para o varejo no Brasil

Com um total de US$ 120 bilhões sob gestão, responsável pela gestora suíça no Brasil e América Latina fala ao Seu Dinheiro sobre potenciais alvos de aquisição e “concorrência” com IPOs na B3

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies