Pandemia continuará afetando a Gol no 1º tri, após provocar prejuízo de R$ 6 bilhões em 2020
Nova onda de contaminações leva companhia aérea a reduzir capacidade planejada para o primeiro trimestre em 7% e estimar consumo de caixa diário em R$ 3 milhões

A pandemia de covid-19 não deve deixar a Gol (GOLL4) em paz tão cedo. Depois do estrago provocado nos resultados de 2020, o novo coronavírus deve continuar afetando as atividades neste começo de ano, temporariamente paralisando a recuperação sequencial vista a partir do segundo semestre.
A companhia aérea piorou as expectativas para indicadores operacionais e financeiros no primeiro trimestre, depois de encerrar o ano passado com um prejuízo de R$ 6 bilhões – excluindo itens não recorrentes, a perda foi de R$ 2,3 bilhões.
Ela estima agora que a receita operacional líquida deve fechar os primeiros três meses de 2021 em R$ 1,7 bilhão, abaixo dos R$ 2,4 bilhões que estimava anteriormente e dos R$ 1,9 bilhão registrados no quarto trimestre de 2020.
A Gol já tinha informado que o primeiro trimestre seria um período difícil por conta da covid-19 e do período de baixa temporada. Em fevereiro, ela registrou uma queda de 15% na busca por passagens aéreas, na comparação com janeiro, resultando numa diminuição de 28% no volume de vendas durante o mês.
A projeção para a oferta de voos para o trimestre foi reduzida em 24% ante a estimativa inicial, com a média das rotas domésticas atendidas caindo de 167 para 159. A capacidade planejada para o primeiro trimestre da Gol representa redução de 7% sobre quarto trimestre de 2020.
Os indicadores financeiros também foram revisados para baixo. Depois de fechar o quarto trimestre com R$ 2,6 bilhões em liquidez total, a Gol estima agora que este montante cairá para R$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre. Anteriormente, ela estimava que a liquidez recuaria levemente, para R$ 2,5 bilhões.
Leia Também
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?
E de uma geração de caixa diária de R$ 3 milhões no quarto trimestre, a projeção agora é de um consumo de R$ 3 milhões.
A dívida líquida também deve piorar entre o quarto trimestre de 2020 e os primeiros três meses de 2021, de R$ 13 bilhões para R$ 14,3 bilhões, com a alavancagem financeira medida pela relação entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado passando de 5,3 vezes para 17 vezes.
Ano de ajustes
Assim como outras companhias ligadas a transportes e turismo, a Gol sofreu com as restrições impostas pelas autoridades para combater a disseminação da covid-19.
Ela foi obrigada a praticamente paralisar suas atividades, resultando em quedas expressivas de receita, levando muita gente a especular se ela e outras companhias aéreas seriam capazes de sobreviver à pandemia.
No fim, ela e seus pares conseguiram atravessar 2020 entre trancos e barrancos. A demonstração de resultado divulgada nesta quinta-feira mostra que a Gol reduziu seus custos e despesas operacionais em 37,6%, além de ter aplicado medidas para manutenção de liquidez.
Mas isso não foi capaz de compensar o recuo de 54% da receita operacional líquida, para R$ 6,3 bilhões, nem o aumento de 179% das despesas financeiras líquidas, para R$ 4,8 bilhões.
O Ebitda acabou caindo 75,2%, para R$ 1,1 bilhão. Em termos ajustados, ele recuou 43,5%, para R$ 2,4 bilhões.
Retomada no quarto trimestre
A situação da Gol começou a dar sinais de melhora no segundo semestre, quando a pandemia deu uma leve arrefecida e as pessoas começaram a se sentir um pouco mais seguras para viajar.
Os números melhoraram nas passagens dos trimestres, mas quando se compara em relação ao terceiro e ao quarto trimestres de 2019, o que se vê é uma empresa com um desempenho muito aquém de sua capacidade.
Nos últimos três meses de 2020, a receita operacional líquida somou R$ 1,9 bilhão, queda de 50,3% em base anual, mas um crescimento de 94% ante o terceiro trimestre.
A demanda por viagens caiu 42% na comparação com o quarto trimestre de 2019, mas dobrou ante o terceiro trimestre. O mesmo ocorreu com a oferta de voos – diminuição de 42% em base anual e aumento de 93% na comparação trimestral.
A Gol registrou no quarto trimestre um lucro líquido de R$ 17 milhões, queda de 95,2% em relação ao mesmo período de 2019. Mas quando são desconsiderados itens não recorrentes, ela encerrou com prejuízo de R$ 862 milhões, revertendo lucro.
O Ebitda caiu 91%, para R$ 133 milhões, enquanto em termos ajustados ele recuou 62%, para R$ 558,5 milhões.
GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?
Safra volta a recomendar Bradsaúde (SAUD3) após tombo na bolsa. Por que o banco vê espaço para alta de mais de 35%?
1 de setembro de 2026 - 15:02O QUE MUDA AGORA