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2021-03-09T10:05:30-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
culpa da pandemia

Gol vê queda na demanda por voos em fevereiro e alerta que situação não vai melhorar em março

Segunda onda de covid-19 e baixa temporada reduzem volume de vendas em fevereiro e levam a consumo líquido de caixa diário de R$ 3 milhões

9 de março de 2021
10:05
Avião da Gol
Imagem: Dilvugação

Após ver as operações retomarem de forma consistente no final do ano passado, a Gol (GOLL4) voltou a sentir os efeitos da pandemia de covid-19 neste começo de 2021, vendo queda na demanda por viagens. E ela alerta: a situação não deve melhorar nos próximos meses.

No mês passado, a companhia aérea registrou recuo de 15% na busca por passagens aéreas, na comparação com janeiro, levando a uma diminuição de 28% no volume de vendas durante o mês.

A receita bruta consolidada de fevereiro somou R$ 503 milhões e a taxa de ocupação alcançou 80,8%. A receita de passageiros por assentos-quilômetros oferecidos (Prask), um indicador que mostra a receita de passageiros dividida pelo total de assentos disponíveis, caiu 12,7% em relação a janeiro e 15% ante o mesmo período de 2020.

A Gol informou que a piora na demanda foi provocada pela segunda onda de contaminações de covid-19 no país, com os clientes aguardando o avanço da vacinação, além do início da baixa temporada.

E citando essas mesmas questões, a Gol anunciou que vai reduzir ainda mais a sua capacidade, passando a operar 250 voos por dia, cerca de 40% do realizado no mesmo período de 2020.

Ela vai utilizar 65 aeronaves de sua frota neste mês, para “controlar a capacidade e os custos no período de menor demanda”.

Para lidar com os efeitos da queda nas vendas, no aumento no número de cancelamentos e no índice de não comparecimento de passageiros em fevereiro, a empresa decidiu reduzir sua malha aérea em 4% entre a primeira e a quarta semana de fevereiro, de modo a adequar os custos ao patamar de entradas.

Ela também ajustou sua capacidade para uma média de 355 voos por dia, queda de 28% ante o número de janeiro, operando 469 voos diários em dias de pico.

“Mantivemos nossa alta taxa de ocupação média por meio da diminuição da frota operacional e da planejada reestruturação da malha para fevereiro, março e abril. A Gol está preparada para reagir de forma rápida na adaptação de sua oferta de assentos, com flexibilidade para enfrentar oscilações de demanda nos próximos meses”, diz, em nota, o CEO da Gol, Paulo Kakinoff.

Situação financeira

A Gol fechou fevereiro com consumo líquido de caixa de R$ 3 milhões ao dia em fevereiro, com a saída de recursos crescendo 19% em relação ao apurado em janeiro.

Para o primeiro trimestre, a expectativa é de que o consumo do caixa seja da ordem de R$ 3 milhões por dia, com a empresa informando que se trata de uma “visão conservadora com base no recente aumento de casos de covid-19 no Brasil”.

Apesar disso, ela estima ter liquidez suficiente para administrar seu capital de giro, despesas e serviços da dívida nos próximos meses, mesmo diante dos impactos que a redução das operações terá no fluxo de caixa.

A Gol encerrou fevereiro com R$ 2 bilhões em liquidez, registrando uma redução no volume de recebíveis em cerca de R$ 900 milhões e R$ 70 milhões em amortizações de dívida bancárias.

Em relação a custos e despesas, a empresa espera manter os gastos com pessoal em 40% dos patamares pré-pandemia e vai diminuir sua frota em 17 aeronaves Boeing 737 arrendadas até o final de março, e vai reduzir em 34 aviões os recebimentos de 737 Max previstos para o período de 2020 a 2022.

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