200 anos em 10? Nubank pode virar maior banco do país em clientes em 2023
Com 33 milhões de usuários no fim de 2020, o Nubank já deixou o Santander Brasil comendo poeira e pode alcançar o bicentenário Banco do Brasil em 2023, quando completa uma década de vida, de acordo com a XP

Criado em 2013 a partir de um investimento de US$ 3 milhões e a ideia de um cartão de crédito roxo na cabeça, o Nubank pode atingir um feito inimaginável até bem pouco tempo atrás: deixar para trás os gigantes do setor bancário e se tornar a instituição com maior número de clientes do país. Tudo isso com apenas uma década de vida.
As projeções foram feitas pela XP, em um detalhado relatório que trata do avanço das novas empresas de tecnologia financeira (fintechs) sobre os bancos tradicionais.
Com 33 milhões de usuários no fim de 2020, o Nubank já deixou o Santander Brasil comendo poeira. A unidade local do banco espanhol encerrou o ano passado com 28 milhões de clientes, de acordo com os dados compilados pela XP.
“À medida que o banco aumenta sua base de clientes em mais de 1 milhão de clientes por mês (7 milhões de clientes no 2S20 vs. quase estabilização dos operadores históricos), o Nubank deve atingir o líder de mercado de 200 anos no seu décimo ano de vida”, escreveram os analistas Marcel Campos e Matheus Odaguil, que assinam o relatório.
O líder de mercado, no caso, é o Banco do Brasil. A instituição fundada em 1808 após a vinda da família real portuguesa para o país contava com 74 milhões de clientes no ano passado.
Leia Também
O crescimento acelerado do Nubank ocorre ainda sob uma base muito menor de custos. A fintech não possui nenhuma agência física e conta com um quadro de menos de 4 mil funcionários, contra uma rede da ordem de 4 mil pontos de atendimento e mais de 90 mil empregados dos maiores bancos.
E qual a receita para o avanço do Nubank? Aparentemente, fazer o mesmo que os bancos tradicionais, só que muito melhor e mais barato para os clientes. O índice de satisfação dos detentores do cartão roxo, medido pelo NPS (Net Promoter Score) era de 87 em 2019, contra apenas 23 da média do setor bancário.
Além do crescimento na base de clientes, o Nubank já tem uma representatividade considerável no mercado de crédito, uma das grandes barreiras históricas para os concorrentes dos bancões.
A empresa conta com uma participação de mercado de 4% em empréstimos rotativos com cartão de crédito e de 5% no volume total de pagamentos (transações com cartão), segundo o relatório da XP. “A fintech já está avançando em outros mercados, como crédito, investimentos e seguros, ampliando a ameaça ao setor”, escreveram os analistas.
Leia também:
- Nubank recebe aporte de US$ 400 milhões em nova rodada de investimento
- Nubank compra Easynvest e entra na disputa das plataformas de investimento
- Os planos da Creditas depois de alcançar o status de “unicórnio”; ter lucro, por enquanto, não está entre eles
E o lucro?
O Nubank conseguiu todos esses feitos com outra característica bem peculiar: jamais deu um centavo de lucro. No ano passado, o prejuízo da fintech até diminuiu, mas ainda assim ficou em R$ 230 milhões.
O avanço da empresa vem sendo financiado durante todo esse período por aportes de investidores, como fundos de investimentos estrangeiros.
O Nubank justifica os sucessivos prejuízos como "dores do crescimento". Ou seja, a base de clientes aumenta em um ritmo mais rápido do que o tempo necessário para que eles gerem lucro para a empresa.
Ainda assim, parte do mercado ainda se questiona se o Nubank seria capaz de sobreviver com as próprias pernas sem a entrada de dinheiro novo.
Falta de recursos, contudo, não deve ser um problema. No início deste ano, a companhia recebeu um aporte de US$ 400 milhões e foi avaliada em US$ 25 bilhões, o que tornou a fintech mais valiosa que a própria XP.
A avaliação do Nubank colocou David Vélez, um dos fundadores da fintech, na lista de novos bilionários da revista Forbes.
VAI VIRAR O JOGO?
Hora de comprar JBS (JBSS32)? Dor de cabeça pode virar trunfo — e fazer ação saltar até 70%, diz XP
7 de outubro de 2026 - 8:46O RALI ESTÁ SÓ COMEÇANDO
Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
6 de outubro de 2026 - 19:43PROJEÇÃO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3) sob pressão: Citi diz o que está no caminho da mineradora; saiba o que fazer com a ação agora
6 de outubro de 2026 - 19:05NO MEIO DO CAMINHO
Banrisul (BRSR6) ainda não conquistou o UBS BB — mas apostar contra a ação ficou mais difícil; analistas elevam recomendação
6 de outubro de 2026 - 17:02SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?