Mater Dei segue com IPO, mas arrecada menos que o esperado
Momento conturbado do mercado e concorrência entre nomes de saúde fazem rede de hospitais mineira cortar preço por ação

Apesar do momento turbulento no mercado e a intensa concorrência entre as companhias do setor de saúde, a rede de hospitais Mater Dei decidiu seguir adiante com sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), aceitando precificar as ações abaixo do que pedia.
Segundo informações divulgadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quarta-feira (14) à noite, a operação movimentou um total de R$ 1,6 bilhão, com o hospital ficando com R$ 1,4 bilhão. O restante (R$ 218,4 milhões) foi para os acionistas vendedores.
A companhia decidiu vender as ações a R$ 17,44 a unidade, abaixo da faixa indicativa de preços que constava no prospecto – de R$ 21,80 a R$ 26,20 – depois de ser pressionada por potenciais investidores no processo de bookbuilding, quando o IPO é apresentado ao mercado e verifica-se a sua demanda.
As ações estão previstas para estrear na B3 na sexta-feira (16), com o código “MATD3” e listadas no Novo Mercado, segmento de governança mais elevado da bolsa. O IPO foi coordenado por BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, J.P. Morgan e Safra.
Pressão por todos os lados
O valor arrecadado ficou abaixo das expectativas da Mater Dei – o plano era arrecadar algo em torno de R$ 1,9 bilhão – por dois fatores. O primeiro é a situação atual do mercado. Com a alta volatilidade e incertezas econômicas, os investidores estão um pouco mais cautelosos em seus aportes, especialmente quando se trata de uma novata.
Leia Também
Fora que muitos estrangeiros migraram seus recursos para outros locais, principalmente os Estados Unidos, cuja economia dá sinais de retomada.
O segundo ponto tem a ver com a dinâmica do segmento de saúde. Há uma fila enorme de companhias deste mercado prontas para entrar na B3, ou que estrearam recentemente. Temos outras duas redes hospitalares com ofertas na praça, o Hospital Kare e a Kora Saúde, além da farmacêutica Blau.
Além disso, a Mater Dei viu a Rede D’Or São Luiz (RDOR3), maior grupo hospitalar do país, entrar no mercado em que é dominante, Minas Gerais, com a aquisição de 51% do capital social do Hospital Biocor, referência na grande Belo Horizonte.
E se a situação já não era fácil, temos ainda os efeitos que a fusão entre Hapvida (HAPV3) e NotreDame Intermédica (GNDI3) deve ter no mercado como um todo.
ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO
A maré virou para os bancões? Safra corta preço-alvo de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Ainda vale apostar em alguma dessas ações?
18 de setembro de 2026 - 16:46LOJA COMPLETA
Assaí (ASAI3) enche o tanque com a compra de postos por R$ 80 milhões; entenda o que isso significa para o investidor
18 de setembro de 2026 - 14:03VOLTA AO PRESENCIAL?
Itaú (ITUB4) quer ocupar mais espaço em SP: banco aluga 100% de empreendimento da Eztec (EZTC3); entenda a estratégia
18 de setembro de 2026 - 10:18POTE DE OURO
O ‘trade’ de Vivara (VIVA3) que poucos perceberam: ouro comprado na baixa agora ajuda a turbinar o caixa
18 de setembro de 2026 - 6:07DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas
17 de setembro de 2026 - 18:34COMPROMISSO AMBIENTAL
Natura (NATU3) emite R$ 700 milhões em debêntures com meta ligada ao uso de plástico sustentável
17 de setembro de 2026 - 18:24TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR